sábado, 2 de novembro de 2013

ECONOMIA

marinaleitao

Descontrole fiscal é o novo terrorismo de Marina Leitão

2 de novembro de 2013 | 08:18
Depois do surto de febre amarela que não teve, do apagão que não veio, da inflação que não aconteceu, do comércio exterior negativo que, no entanto, só bate recordes positivos, o novo terrorismo fulero da mídia é o descontrole das contas públicas.
Marina Leitão está adorando. Sim, Marina Leitão, porque o que uma (Miriam Leitão) fala a outra repete (Marina Silva). E vice-versa.
Só que não tem descontrole nenhum. Nos últimos dez anos, o Brasil foi o país que mais reduziu a sua dívida, no mundo inteiro.
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A queda na dívida líquida resulta num extraordinário alívio nas contas públicas do governo.
Os juros que pagamos em 2012, sobre a dívida líquida, corresponderam a 4,86% do PIB, ou R$ 214 bilhões. Ainda é um absurdo, mas bem melhor do que em 2003, quando o governo torrava 8,5% do PIB com juros!
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Com menos dívidas, o governo está se sentindo mais seguro para reduzir o superávit primário.  Isso é ótimo! Há quantos anos a esquerda não faz pressão junto ao governo para desconsiderar esse dogma neoliberal de manter um superávit exagerado, segundo o qual se deve gastar mais com juros do que com qualquer outra atividade social?
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O importante não é ter superávit, e sim equilíbrio das contas públicas, ou seja, não gastar mais do que se arrecada. O importante é não se endividar, o que é o contrário do que aconteceu sob o governo FHC.
Em janeiro de 1995, primeiro mês da era tucana, a dívida pública líquida do governo federal era de 12,5% do PIB. Em dezembro de 2002, último ano de FHC no poder, essa dívida já era de 38%, e isso depois de vender metade do Brasil.
Já Lula termina seu governo com uma dívida pública líquida de 26,6% do PIB e, já sob a liderança de Dilma, chegamos a uma dívida de 22,7% em setembro. Que descontrole é esse?
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Por aí você já vê a esquizofrenia do nosso noticiário econômico, que deve ser o mais politizado do mundo. FHC estoura as contas públicas, levando a nossa dívida ao seu patamar mais elevado em décadas e seu governo é considerado pela mídia (e por Marina) como sinônimo de estabilidade e seriedade fiscal.
Lula reduz brutalmente o endividamento do país, e Dilma vai no seu caminho, e a mídia (e Marina) os chamam de vândalos das contas públicas.
E tudo porque o governo, agindo com bom senso, resolveu reduzir um tiquinho o superávit primário, para sobrar mais dinheiro pra educação, saúde e obras de infra-estrutura.
Vale notar que a mesma matéria do Globo que tenta promover o terrorismo, publica, escondidinha e envergonhada ao final do texto, a seguinte informação.
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Com um “descontrole” desse, eu quero mais, como cantava Sergio Sampaio, “botar meu bloco na rua”.

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