terça-feira, 4 de dezembro de 2012


Educação

Nova MP garante 100% dos royalties do petróleo para a educação

Pelo texto mandato ao Congresso, setor também terá 50% de todos os rendimentos do futuro Fundo Social do Pré-Sal
Publicado em 04/12/2012, 12:24
Última atualização às 13:08
São Paulo – A presidenta Dilma Rousseff publicou ontem à noite (3), em edição extra do Diário Oficial da União, nova medida provisória destinando 100% dos royalties do petróleo para a Educação. A determinação vale para futuros contratos em regime de concessão. No sistema de partilha, em que a exploração das reservas é dividia entre empresas e União, a Educação ficará com 50% dos rendimentos do Fundo Social do Pré-sal.
A MP foi anunciada na última sexta-feira (30) em complemento aos vetos da presidenta Dilma Rousseff à lei que trata da nova distribuição dos royalties aprovada anteriormente pelo Congresso Nacional.
Com os vetos da presidenta, os estados e municípios produtores continuarão recebendo os mesmos percentuais dos contratos no regime de concessão já firmados
A nota publicada no Diário Oficial aponta como ficará a distribuição dos royalties em novos contratos:
- Estados produtores, que recebem 26,25% de concessão no mar, receberão 20% a partir de 2013.
- Municípios produtores, que atualmente recebem 26,25%, receberão 15% a partir de 2013. Percentual que deverá ser reduzido gradativamente até 4% em 2020.
- Municípios afetados pelas operações de embarque e desembarque de hidrocarbonetos receberão 3% entre 2013 e 2016, e a partir daí 2%.
- O Fundo Especial, a ser distribuído entre Estados e o Distrito Federal, passa a ter 21% em 2013, sendo elevado gradativamente até chegar a fatia de 27%.
- O Fundo Especial, a ser distribuído entre municípios, também passa a ser 21% a partir de 2013.
Conforme a Constituição, cada ente federado já tem a obrigação de aplicação mínima de recursos em Educação. Municípios e estados, por exemplo, têm que aplicar 25%, cada. A União, por sua vez, deve comprometer 18% de suas receitas. O mínimo constitucional está mantido, e o dinheiro que vier da exploração do petróleo vai ser acrescido a este piso.
Os percentuais defendidos pelos congressistas para a distribuição dos recursos foram mantidos, mas a nova divisão só vale para contratos firmados a partir de ontem (3). Com a nova divisão, estados e municípios não produtores também passam a receber recursos de royalties do pré-sal. O Congresso terá agora até 120 dias para analisar a MP, descontado o período de recesso parlamentar.

Governador Geraldo Alckmin trabalha contra o povo. PSDB não dura próxima campanha em SP

247 – O Estado de São Paulo se apresentou como empecilho para os planos do governo federal de reduzir em 20% na média o custo da energia elétrica no país. A Companhia Energética de São Paulo considerou economicamente inviável aceitar a proposta em três usinas.
Conforme o plano da presidente Dilma, que já retirou encargos federais da conta de luz, empresas do setor devem baixar seus custos em troca de renovar as concessões que terminariam nos próximos anos.
Na Eletrobras, empresa na qual a União detém 52% das ações, 95,06% dos votantes foram favoráveis à adesão às novas regras propostas pelo governo.
A Cteep recomendou a prorrogação da renovação de seus contratos em acordo com as normas estabelecidas pela MP 579. A mudança de posição da empresa foi uma vitória do governo, já que em novembro o mesmo Conselho de Administração havia recomendado aos acionistas a não adesão ao pacote elétrico do governo.
No entanto, sem a Cesp, diretamente ligada ao governo de São Paulo, de Geraldo Alckmin, e ao PSDB, a previsão de analistas é que a redução de tarifa não passe de 18%. “Os cálculos apresentados têm falhas gritantes. A proposta do governo federal foi insuficiente para atender às necessidades da companhia”, disse o presidente da Cesp, Mauro Arce. A empresa, segundo o executivo, garantirá o fluxo de caixa nos níveis atuais até o vencimento dos contratos vigentes.
Após a decisão, as ações da Cesp, que haviam caído 37% desde o plano de corte de tarifas, subiram 8,9%. As ações da Eletrobras já caíram quase à metade desde o anúncio pela MP e ficaram estáveis.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

 

Lula e Hollande participam de seminário em Paris sobre a crise internacional

Lula promove seminário ' Saídas para a crise mundial', na França, com presença de Dilma e Hollande

Enquanto a TV Globo e o resto da imprensa demotucana esconde, a gente divulga:

NOTA À IMPRENSA
Instituto Lula e Fundação Jean-Jaurès organizam seminário com os presidentes Dilma Rousseff e François Hollande para discutir saída da crise econômica e retomada do progresso social no mundo
A Fundação Jean-Jaurès e o Instituto Lula organizam em Paris, nos dias 11 e 12 de dezembro de 2012, um encontro internacional de alto nível intitulado “Fórum pelo progresso social. O crescimento como saída para a crise”. A partir desta iniciativa comum, a Fundação Jean-Jaurès e o Instituto Lula querem provocar uma reflexão profunda e ambiciosa, que esteja à altura dos desafios que a globalização institui, a fim de encontrar as condições para um crescimento mundial harmonioso e sustentável, recolocar no centro das políticas públicas o progresso social e dar precedência ao bem estar dos cidadãos sobre as performances econômicas.
Os debates, animados por Daniel Cohen, vão reunir 25 personalidades de destaque internacional – economistas, representantes de entidades  internacionais, sindicalistas e políticos. Entre os convidados, Nicholas Stern, professor da London School of Economics, Kemal Dervis, vice-presidente da Brookings Institution e Wellington Chibebe, secretário-geral adjunto da Confederação Internacional de Sindicatos, autores dos relatórios que irão introduzir as três mesas-redondas que compõem o Fórum.
O presidente da República Francesa François Hollande e a presidenta da República Federativa do Brasil, Dilma Rousseff vão inaugurar o Fórum; os ministros brasileiro e francês da Economia e das Finanças, Guido Mantega e Pierre Moscovici, discutirão os embates da globalização e Lionel Jospin e Luiz Inácio Lula da Silva vão expor, concluindo o evento, suas reflexões para o futuro.
PROGRAMAÇÃO

Fórum do Progresso Social
Escolher o crescimento, sair da crise
Centro Ministerial de Conferências, 27
Rue de la Convention
Paris
Terça-feira, 11 de dezembro
15h – Abertura
         Dilma Roussef, presidente da República Federativa do Brasil
         François Hollande, presidente da República Francesa
16h – Boas vindas
         Pierre Mauroy (França), presidente da Fundação Jean-Jaurès, ex-primeiro-Ministro da República Francesas
16h-18h30 – Crescimento sustentável: um desafio mundial
Mesa-redonda:
         Daniel Cohen (França), vice-presidente da École d’Économie de Paris e presidente do Conselho de Orientação Científica da Fundação Jena-Jaurès
         Gilles Finchelstein, diretor-geral da Fundação Jean-Jaurès
Relator: Nicholas Stern (Reino Unido), professor da London School of Economics
Quarta-feira, 12 de dezembro
10h-13h – Por uma governança mundial justa e eficaz
 Mesa-redonda moderada por
         Daniel Cohen
         Paulo Okamotto, presidente do Instituto Lula
Relator: Kemal Dervis (Turquia), vice-presidente d Brookings Institution
15h-16h – Diálogo
         Guido Mantega, ministro da Fazenda do Brasil
         Pierre Moscovici, ministro da Economia e Finanças da França
16h-18h – Que justiça social numa economia globalizada?
Mesa-redonda moderada por
         Daniel Cohen
         Paulo Okamotto
Relator: : Wellington Chibebe, secretário-geral adjunto da Confederação Internacional de Sindicatos
18h15  – Síntese dos trabalhos
         Gilles Finchelstein, diretor-geral da Fundação Jean-Jaurès
         Paulo Okamotto, presidente do Instituto Lula
18h30 – Reflexões para o futuro
Luiz Inácio Lula da Silva, presidente de honra do Instituto Lula, ex-presidente da República Federativa do Brasil
Lionel Jospin, ex-primeiro-ministro da República Francesa
PARTICIPANTES DOS DEBATES
Anthony Atkinson (Reino Unido), Professor, Nuffield College, Oxford
Luiz Gonzaga Belluzzo (Brasil), professor da Unicamp
Agnès Bénassy-Quéré (França), presidenta do Conselho de Análise Econômica (CAE)
Hakim Ben Hammouda (Tunísia), assessor especial do presidente do  Banco Africano de Desenvolvimento (BAD)
Luciano Coutinho (Brasil), presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES)
Assane Diop (Senegal), ex-diretor executivo do setor de Proteção Social, Organização Internacional do Trabalho (OIT)
Haidar El Ali (Senegal), ministro do Meio Ambiente e Ecologia *
Ignacio Fernández Toxo (Espanha), Presidente da  Confederação Europeia de Sindicatos (CES)
Smaïl Goumeziane (Argélia), ex-ministro
Stephany Griffith-Jones (Estados Unidos), Diretora Executiva da Iniciativa para o Diálogo Político, Universidade de Columbia
José Graziano da Silva (Estados Unidos, Brasil), Diretor Geral da Organização das Nações Unidas para  Alimentação e Agricultura (FAO)
Roger Guesnerie (França), Professor, Collège de França
Mo Ibrahim (Sudão), presidente, Fundação Mo Ibrahim
Luis Alberto Moreno (Colômbia), presidente, Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID)
Paulo Nogueira Batista Jr. (Brasil), Diretor Executivo do Fundo Monetário Internacional (FMI)
Kako Nubukpo (Togo), Chefe de Análise Econômica e Pesquisa, da Comissão da União Econômica e Monetária da África Ocidental
Jean Pisani-Ferry (França), Diretor de Bruegel
Guy Ryder (Reino Unido), Diretor Geral, Organização Internacional do Trabalho (OIT)
Damon Silvers (Estados Unidos), Diretor de Estratégia e conselheiro especial da Federação Americanado Trabalho e Congresso de Organizações Industriais (AFL-CIO)
* A confirmar
247 – As repercussões da entrevista dada pelo ministro Luiz Fux, do STF, à jornalista Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo (leia aqui), não tardaram a chegar, em forma de galhofa, à internet.
Na chamada blogosfera, charges como a reproduzida abaixo pelo 247 já circulam junto a comentários a respeito da possibilidade de Fux vir a sofrer um processo de impeachment -- o que seria o primeiro caso desse tipo na Justiça brasileira.
À jornalista, ele confessou ter pedido votos ao ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, que futuramente se tornaria réu na Ação Penal 470, ao presidente do MST, João Pedro Stédile, a Delfim Netto e a Antônio Palocci, além de ter tomado decisões para facilitar suas indicações à Corte.
Na rede, se náo der impeachment, o caso já rendeu piada. Mas ele parece não se preocupar. De acordo com a coluna do jornalista Ancelmo Gois, do jornal O Globo, Fux andava neste domingo "como se não houvesse amanhã" na Praia do Leblon, no Rio, por volta de meio-dia. Ou seja, já em meio à polêmica.

 
FONTE: BRASIL 24/7

sábado, 1 de dezembro de 2012

Dia D na Argentina está chegando!

A Argentina parte na frente e moraliza no dia 7 de dezembro o uso de rádios, TVs e jornais, monopólio por lá ja tem dias contados, quando será que teremos isso por aqui?

Clarín perde na Justiça. Mídia chora!

Por Altamiro Borges
A Suprema Corte da Argentina negou ontem pedido do Grupo Clarín de extensão da medida cautelar contra a entrada em vigor da “Ley de Medios”, que define regras para reduzir os monopólios midiáticos no país e para garantir maior liberdade de expressão, com maior concorrência e diversidade de veículos. Com mais esta decisão da Justiça, o Grupo Clarín, que detém 237 licenças de TV a cabo e 25 de TV aberta, terá que se desfazer de vários negócios. A lei só permite que cada operadora tenha 24 no cabo e 10 abertas.

A Ley de Medios deverá entrar em vigor no dia 7 de dezembro – “o 7D, da democracia e da diversidade”. Segundo o jornal O Globo, a Suprema Corte indeferiu o pedido de ampliação deste prazo e “solicitou à Câmara Civil e Comercial que resolva, com urgência, o caso iniciado pelo grupo após a aprovação da lei, em 2009”. Ou seja: o Grupo Clarín não poderá mais protelar a vigência da nova legislação, principalmente dos artigos 45 e 161 contra os monopólios. No mínimo, ele terá que negociar as formas para se desfazer do seu império.
Mesmo assim, os barões da mídia da Argentina já anunciaram que não acatarão a Ley de Medios. Na luta contra a decisão da Justiça, eles contam com o apoio dos seus “hermanos” do continente, aglutinados na mafiosa Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP). No caso do Brasil, o jornal O Globo de hoje – o mesmo que endeusa o STF no julgamento do “mensalão do PT” – satanizou a decisão da Suprema Corte da Argentina. Já a Folha publicou hoje uma notinha de três linhas sobre a derrota do Grupo Clarín.
 
fonte: BLOG DO MIRO

Dilma: 100% dos royalties
para a educação

Pelo texto da medida provisória, o governo destina toda receita dos royalties da União, dos Estados e dos municípios para educação. Com isso, a presidente Dilma Rousseff viabiliza a proposta de investir no setor 10% do PIB (Produto Interno Bruto), que havia sido alterada pela Câmara.



Saiu na Folha:

Governo vai destinar 100% de verba dos royalties de novos campos para educação


Ao anunciar nesta sexta-feira o veto ao artigo da lei aprovado pelo Congresso que previa redistribuição mais igualitária dos royalties do petróleo, o governo confirmou que vai destinar 100% dos royalties dos novos campos para a área de educação.

A obrigatoriedade deve constar na medida provisória que será enviada ao Congresso, conforme afirmou hoje o ministro Aloizio Mercadante (Educação).

Pelo texto da medida provisória, o governo destina toda receita dos royalties da União, dos Estados e dos municípios para educação. Com isso, a presidente Dilma Rousseff viabiliza a proposta de investir no setor 10% do PIB (Produto Interno Bruto), que havia sido alterada pela Câmara.

A Medida Provisória também muda o destino dos recursos do Fundo Social, criado para garantir investimentos dos recursos do pré-sal em diferentes áreas do governo federal.

Pela nova regra, 50% vai obrigatoriamente para a educação e o restante será usado em projetos de saúde, meio ambiente.


fonte: PHA