Clarín perde na Justiça. Mídia chora!
Por Altamiro Borges
A Suprema Corte da Argentina negou ontem pedido do Grupo
Clarín de extensão da medida cautelar contra a entrada em vigor da “Ley de
Medios”, que define regras para reduzir os monopólios midiáticos no país e para
garantir maior liberdade de expressão, com maior concorrência e diversidade de
veículos. Com mais esta decisão da Justiça, o Grupo Clarín, que detém 237
licenças de TV a cabo e 25 de TV aberta, terá que se desfazer de vários
negócios. A lei só permite que cada operadora tenha 24 no cabo e 10 abertas.
A Ley de Medios deverá entrar em vigor no dia 7 de dezembro –
“o 7D, da democracia e da diversidade”. Segundo o jornal O Globo, a Suprema Corte
indeferiu o pedido de ampliação deste prazo e “solicitou à Câmara Civil
e
Comercial que resolva, com urgência, o caso iniciado pelo grupo após a
aprovação da lei, em 2009”. Ou seja: o Grupo Clarín não poderá mais
protelar a
vigência da nova legislação, principalmente dos artigos 45 e 161 contra
os monopólios. No mínimo, ele terá que negociar as formas para se
desfazer do seu
império.
Mesmo assim, os barões da mídia da Argentina já anunciaram
que não acatarão a Ley de Medios. Na luta contra a decisão da Justiça, eles
contam com o apoio dos seus “hermanos” do continente, aglutinados na mafiosa
Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP). No caso do Brasil, o jornal O Globo
de hoje – o mesmo que endeusa o STF no julgamento do “mensalão do PT” – satanizou
a decisão da Suprema Corte da Argentina. Já a Folha publicou hoje uma notinha
de três linhas sobre a derrota do Grupo Clarín.
fonte: BLOG DO MIRO

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