"O Corvo", aliás "O Globo", prevê fim da energia barata
247 - Nada deve dar certo, nada pode
dar certo e, portanto, nada vai dar certo. "Nunca mais", como no
clássico poema O Corvo, de Edgar Allan Poe, traduzido por dois dos
maiores escritores em língua portuguesa: Machado de Assis e Fernando
Pessoa.
Na sua edição desta quarta-feira, o jornal "O Corvo",
aliás "O Globo", crava que não haverá redução na conta de luz em 2013. A
publicação, comandada por João Roberto Marinho, partiu do pressuposto
de que as térmicas, que geram energia quando há escassez de energia
hidrelétrica, ficarão acionadas o ano todo, encarecendo em 15% a
energia. Ou seja: como se não houvesse chuvas (aliás, este deverá ser o
janeiro mais chuvoso em vários anos) e como se novos projetos (como a
primeira usina do Madeira) não estivessem entrando em operação.
De qualquer maneira, o discurso mudou. Até ontem, o jornal
"O Corvo" vendia o apagão iminente. Hoje, como todos sabem que o Brasil
dispõe de um seguro contra apagões, que são justamente as térmicas, o
fracasso será na redução de conta de luz – e ainda que isso fosse
verdade, a renovação das concessões ao menos serviria para evitar
aumento de tarifas.
Como no poema de Edgar Allan Poe, o autor pergunta ao
pássaro agourento. "Dize-me: existe acaso um bálsamo no mundo?" E o
corvo disse: "Nunca mais".
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