Dilma condena violência na Síria e defende reforma do Conselho de Segurança da ONU
Presidenta
Dilma Rousseff durante discurso na abertura da 67ª Assembleia-Geral das
Nações Unidas. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR
“Assistimos consternados à evolução da gravíssima situação da Síria. O Brasil condena, nos mais fortes termos, a violência que continua a ceifar vidas nesse país. A Síria produz um drama humanitário de grandes proporções no seu território e em seus vizinhos. Recai sobre o governo de Damasco a maior parte da responsabilidade pelo ciclo de violência que tem vitimado grande número de civis, sobretudo mulheres, crianças e jovens. Mas sabemos também da responsabilidade das oposições armadas, especialmente daquelas que contam com apoio militar e logístico de fora”, disse.No discurso, a presidenta pediu o fim do embargo econômico à Cuba e voltou a defender a criação de um Estado Palestino.
“Reitero minha fala de 2011, quando expressei o apoio do governo brasileiro ao reconhecimento do Estado Palestino como membro pleno das Nações Unidas. Acrescentei, e repito agora, que apenas uma Palestina livre e soberana poderá atender aos legítimos anseios de Israel por paz com seus vizinhos, segurança em suas fronteiras e estabilidade política regional”, afirmou.A presidenta também reafirmou o pleito brasileiro pela reforma do Conselho de Segurança das Nações Unidas. Segundo Dilma, a crise iniciada em 2008 mostrou que é necessário reformar os mecanismos da governança mundial.
“As guerras e os conflitos regionais, cada vez mais intensos, as trágicas perdas de vidas humanas e os imensos prejuízos materiais para os povos envolvidos demonstram a imperiosa urgência da reforma institucional da ONU e em especial de seu Conselho de Segurança. Não podemos permitir que este Conselho seja substituído – como vem ocorrendo – por coalizões que se formam à sua revelia, fora de seu controle e à margem do direito internacional (…) O recurso fácil a esse tipo de ação é produto desse impasse que imobiliza o Conselho. Por isso, ele precisa urgentemente ser reformado”, defendeu.
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