sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014


Notícias

“Foi a maior ascensão social coletiva que o Brasil já conheceu”, disse Lula ao jornal mineiro O Tempo

Presidente Lula e o então prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel, em visita a Vila Cafezal (Belo Horizonte, MG, 21/06/2007) Presidente Lula e o então prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel, em visita a Vila Cafezal (Belo Horizonte, MG, 21/06/2007)
Foto: Ricardo Stuckert/PR
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva concedeu entrevista ao jornal mineiro O Tempo. Lula viaja nesta sexta-feira (14) para Belo Horizonte, onde participa, ao lado de Fernando Pimentel, do lançamento da “Caravana da Participação: a gente quer o que é melhor pra você”.
Na entrevista, Lula falou sobre o ganho real dos trabalhadores nos últimos 12 anos, Copa do Mundo, recursos do Pré-Sal e o combate a pobreza. “conseguimos tirar 36 milhões de pessoas da miséria e levar 40 milhões para a classe média. Foi a maior ascensão social coletiva que o Brasil já conheceu”, disse.
Lula falou ainda sobre a realidade em Minas Gerais e a possibilidade de um governo do PT no estado, na eleição deste ano. “quase todas as obras importantes e as ações sociais que acontecem em Minas são com dinheiro do governo federal. Já era assim no meu governo e aumentou com o governo de uma mineira. Às vezes o Estado troca o nome dos programas, mas a maior parte do dinheiro continua sendo federal. Temos um ótimo pré-candidato, o ministro Fernando Pimentel, que está inclusive liderando as pesquisas”.
Leia abaixo a íntegra da entrevista:
‘Vamos trabalhar para que Pimentel tenha apoio do PMDB’
ISABELLA LACERDA
O petista, que está hoje em Belo Horizonte para o lançamento da pré-candidatura de Fernando Pimentel ao governo de Minas, afirma em exclusiva a O TEMPO que para ganhar a eleição é preciso mostrar as fragilidades do PSDB e não descarta ser candidato de novo.
O salário mínimo vem tendo ganho real nos últimos anos. O senhor, que foi um líder sindical atuante, acha que trabalhador tem condições de sobreviver atualmente com R$ 724?
Nós sabemos que o mínimo não é o sonho do trabalhador. Em 2002, o salário mínimo era de apenas R$ 200, e não chegava a US$ 100. De 2003 até hoje, já teve mais de 70% de aumento real. Chegou a R$ 724, que são cerca de US$ 300, e vai continuar crescendo nos próximos anos. O governo anterior dizia que era impossível aumentá-lo sem quebrar a Previdência Social. Demonstramos que isso era falso. Negociamos com as centrais sindicais uma política de valorização permanente do salário mínimo, que passou a ter aumento acima da inflação. Além de melhorar a vida dos trabalhadores, o aumento do salário mínimo amplia o consumo popular e fortalece o mercado interno, que é o esteio da nossa economia. E a Previdência não quebrou.
O senhor é a favor das manifestações de rua em curso no país desde junho de 2013? Como o governo deve tratá-las, considerando ser a Copa do Mundo o alvo de muito desses protestos?
O Brasil é uma democracia, e as manifestações pacíficas fazem parte da vida democrática. Na última década, a sociedade se mobilizou e obteve conquistas extraordinárias. A população descobriu que vale a pena manifestar-se, que isso ajuda o país a avançar. Quanto mais participativa a democracia, melhor. E os governos devem dialogar com os movimentos, atendendo o que for justo e possível. A violência, no entanto, é inaceitável. Quem recorre à violência, perde a razão e obriga o Estado democrático a agir para impedi-la. Uma Copa do Mundo traz muitos benefícios para o país que a realiza. É por isso que existe uma disputa tão grande para sediá-la. Além das vantagens esportivas, como a construção e reforma de estádios, a Copa aumenta o turismo, gera empregos, amplia a infraestrutura e melhora a mobilidade urbana. É natural que ocorram protestos, pois alguns grupos aproveitam a visibilidade do evento para divulgar as suas causas. Mas a imensa maioria do povo brasileiro está feliz com a realização do Mundial no Brasil e percebe os benefícios para o país e espera que seja um sucesso.
Por que a transposição do rio São Francisco ainda não foi concluída e a obra hoje encontra-se em muitos pontos abandonada? Foi um erro?
A transposição, que na verdade é uma integração de bacias, é uma obra fundamental para o Nordeste brasileiro. Um sonho da maioria dos Estados nordestinos desde os tempos de D. Pedro II. Ela vai promover uma revolução produtiva e social no semi-árido. Por isso, não hesitei em apoiá-la, mesmo sabendo que enfrentaria muitas incompreensões, sobretudo daqueles que não conhecem o sofrimento do sertanejo com a falta de água. E ela não está parada não. Há trechos praticamente concluídos e muitos que estão avançando. Alguns estão suspensos por decisões judiciais. Mas, com paciência e perseverança, todos os obstáculos serão vencidos.
Qual é o futuro político do senhor? Disputaria uma nova eleição ou poderia fazer parte de um novo governo da presidente Dilma?
Não deixei de ser um militante político porque saí da Presidência. A política é essencial na minha vida. Eu vou ser um ativista político até morrer, pois acredito que essa é a melhor maneira de mudar a sociedade, de combater as injustiças, a pobreza e a desigualdade. Eu já disse que não tenho vontade de disputar eleição novamente. Mas essas coisas não dependem só da vontade pessoal. De qualquer forma, é uma questão para o futuro, em 2014 a nossa candidata é a presidente Dilma. E acho que ela tem grandes chances de ganhar. Não pretendo ter nenhum cargo no segundo mandato de Dilma, quero continuar ajudando ela do meu jeito. Além do mais, no Instituto Lula estamos fazendo um trabalho de cooperação com a América Latina e a África que me entusiasma muito e que pretendo continuar.
Qual a maior virtude e o maior defeito da presidente Dilma Rousseff no comando do país?
A maior virtude é trabalhar duro e com muita competência. Tudo que ela pega, ela se empenha e resolve. Ela nunca larga uma tarefa pela metade. Acaba sendo um pouco mãe das coisas. E a população percebe isso, sente que o Brasil está nas mãos de quem sabe cuidar do país. O defeito dela é não ser corintiana.
Qual vai ser a estratégia do PT em Minas para vencer a hegemonia do senador e candidato tucano à Presidência, Aécio Neves? Haverá aliança com o PMDB?
O PT de Minas e os partidos aliados é que vão definir a nossa estratégia. Mas eu acho que devemos mostrar as limitações e fragilidades do governo tucano e o que pode melhorar com o PT. Na verdade, quase todas as obras importantes e as ações sociais que acontecem em Minas são com dinheiro do governo federal. Já era assim no meu governo e aumentou com o governo de uma mineira. Às vezes o Estado troca o nome dos programas, mas a maior parte do dinheiro continua sendo federal. Temos um ótimo pré-candidato, o ministro Fernando Pimentel, que está inclusive liderando as pesquisas, e vamos trabalhar para que ele seja apoiado pelo PMDB e por todos os partidos da base do governo federal. Tenho certeza de que o PT, como sempre, fará sua campanha dialogando em todo o Estado com os movimentos sociais, a juventude, a intelectualidade, o empresariado e os setores que desejam um novo rumo político e social para Minas.
O combate à pobreza e mais investimento na educação vão ter que esperar mais uma década?
O combate à pobreza e a melhoria da educação foram as maiores prioridades do meu governo e continuam sendo no da Presidenta Dilma. E isso muito antes do pré-sal. Basta dizer que, sem um tostão do pré-sal, só com recursos do Orçamento, conseguimos tirar 36 milhões de pessoas da miséria e levar 40 milhões para a classe média. Foi a maior ascensão social coletiva que o Brasil já conheceu, fruto de um conjunto de programas, principalmente do Bolsa Família, que foi premiado pela ONU como o melhor programa de combate à pobreza do mundo. A Dilma aprofundou esse trabalho, com o Brasil Sem Miséria. Sobre a educação, os números falam por si.
Nesses 11 anos, elevamos o orçamento do Ministério da Educação de 33 bilhões em 2003 para R$ 101,86 bilhões em 2013. Com isso, foi possível ampliar todas as universidades federais existentes, criar 17 novas universidades e espalhar 126 novos campi pelo interior do país. Em Minas Gerais, foram trës novas universidades: a Federal do Triângulo Mineiro (UFTM), a Federal de Alfenas (Unifal) e a Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM), além de três novos campi das universidades de Juiz de Fora e de Uberlândia. Criamos em uma década mais escolas técnicas federais do que haviam sido criadas em todo o século anterior. Sem falar no Pro-Uni, que já possibilitou o acesso de 1,4 milhões de jovens da periferia ao ensino superior. E poderíamos acrescentar o FUNDEB, o FIES, a Universidade Aberta, o Piso Nacional do Magistério etc. Tenho muito orgulho de ter sido, junto com o saudoso José Alencar, o governante que mais fez pela educação brasileira, da pré-escola à pós-graduação. Também nessa área, a Dilma está avançando muito, com o Pronatec e o Ciência Sem Fronteiras, por exemplo.
O senhor concorda com a tese de que o julgamento do mensalão foi político e que, portanto, os envolvidos são “presos políticos”?
Só vou me pronunciar sobre a Ação Penal 470 quando o julgamento estiver concluído. Mas é óbvio que a Suprema Corte não é lugar para fazer política. Quem quer fazer política deve filiar-se a um partido e assumir as suas posições em praça pública.
Link da entrevista no site do O Tempo: http://www.otempo.com.br/capa/pol%C3%ADtica/vamos-trabalhar-para-que-pimentel-tenha-apoio-do-pmdb-1.788862

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

NÃO VAI TER APAGÃO.

MME: abastecimento de energia elétrica ao País está assegurado


Data 10/02/14

Em nota à imprensa divulgada na tarde desta segunda-feira, 10 de fevereiro, o Ministério de Minas e Energia garante que, “apesar das adversidades climáticas que o país enfrenta, com a consequente redução da afluência hídrica dos reservatórios das usinas hidrelétricas”, o fornecimento de energia elétrica do país “está assegurado, em quantidade e qualidade necessárias ao adequado atendimento de todos os consumidores”.

A nota do MME foi expedida em função de notícias, análises e especulações divulgados pelos meios de comunicação no último fim de semana”.

A nota

É a seguinte a íntegra da nota divulgada pela Assessoria de Comunicação Social do MME:

“NOTA À IMPRENSA"
 
A propósito de notícias, análises e especulações sobre o setor elétrico brasileiro, divulgadas pelos meios de comunicação no último fim de semana, o Ministério de Minas e Energia esclarece:
1 – Apesar das adversidades climáticas que o país enfrenta, com a consequente redução da afluência hídrica aos reservatórios das usinas hidrelétricas, o fornecimento de energia elétrica do País está assegurado, em quantidade e qualidade necessárias ao adequado atendimento de todos os consumidores;
2 - o planejamento do setor elétrico brasileiro considera um cenário conservador em relação ao consumo de energia. Além disso, com vistas à segurança, contrata-se nos leilões de reserva uma capacidade de geração adicional para atender o crescimento do mercado. Esses critérios de planejamento fazem com que haja sempre um excedente de energia, o que garante o suprimento mesmo com eventuais atrasos de algumas obras de geração;
3 - a transmissão também é dimensionada considerando um cenário conservador de carga em cada subsistema (correspondente à carga máxima não coincidente entre os subsistemas), o que, assim como na geração, garante um nível de segurança mesmo em caso de eventuais atrasos de obras;
4 - atualmente, o setor elétrico tem cerca de 127.000 MW de capacidade instalada de geração, dos quais, mais de 45.000 MW instalados após 2003. No que diz respeito à transmissão, o país tem mais de 116.000 km de linhas em operação, sendo que cerca de 40.000 desse total foram instalados nos últimos onze anos;
5 – graças à forte expansão da capacidade de geração e transmissão, o sistema elétrico brasileiro tem equilíbrio estrutural entre oferta e demanda, o que representa segurança para o abastecimento do país.
Brasília, 10 de fevereiro de 2014

Assessoria de Comunicação Social
Ministério de Minas e Energia
(61) 2032-5620/5588
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O discurso do “pode mais” encobre a porta do passado

11 de fevereiro de 2014 | 11:14 Autor: Fernando Brito
passado
Vocês já repararam que a oposição, no Brasil, nunca diz que “é contra?”
Na campanha de 2010, recordem-se, Serra apelou para “O Brasil pode mais”.
Dizia que poderia fazer mais e melhor.
Quando a memória dos brasileiros  lembrava que haviam feito menos, e muito pior.
Agora, a conversa é de que “o modelo está esgotado” e que é preciso partir daqui para um novo, porque este está nos afundando.
O Brasil real, entretanto, vai atravessando- com dificuldades e escoriações, é verdade – o campo minado de uma crise que destroçou a economia mundial, criou centenas de milhões de desempregados e arruinaram as potências mundiais.
S este modelo está esgotado, qual é o que se abre para o país?
Cessar os gastos públicos com programas de transferência de renda?
Revogar a política de investimentos pesados em infra-estrutura, para a qual nunca há dinheiro privado?
Abrir mais ao capital internacional a exploração de riqueza do petróleo, renunciando a fazê-lo, essencialmente, sob o comando da Petrobras?
Retornar a uma diplomacia de submissão, regressando a um alinhamento automático com os EUA.
Acabar com as garantias de aumento real do salário mínimo?
Cortar os subsídios para a habitação popular do “Minha Casa, Minha Vida”?
Todo o discurso fica na “capacidade gerencial”, como se isso aqui fosse apenas um botequim que precisasse de um dono mais organizado.
Este é um país e um país precisa, mais do que de qualquer coisa, de um horizonte, um destino, um sentimento coletivo que o anime e faça caminhar para a frente.
E isso só existe quando este desejo é coletivo e quando se firma uma convicção de que, de fato, podemos e seremos mais.
E este sentimento, de verdade, só surge quando se dá valor e sentido de exemplo e conquista ao que pudemos e somos agora.
Ai, caro leitor e estimada leitora, como seriam as coisas se dissessem que tudo o que vocês conseguiram juntos, está esgotado e mofado, se surgissem algumas dificuldades?
Bem, se fossem os meninos, na sua inexperiência e volúpia, seria o caso de compreensão e diálogo, entendimento.
Mas não são.
Sabem que, abandonando este caminho, todas as portas nos levam ao passado.
Querem que o povo brasileiro dê a mão e siga quem se nutriu e engordou politicamente em uma causa e que, sob a capa do “purismo” renega seus companheiros e vai dar à mão aos piores personagens de nossa história recente, ao que venderam o nosso país, entregaram nossa riqueza e se opuseram e sabotaram todo o tempo o modelo que, agora, dizem que está esgotado?
Ainda não faz tanto tempo que se tenha esquecido o que o Brasil foi e olhos lúcidos para ver o que é hoje.
Temos erros, muitos, muitos mesmo.
O pior deles, pelo qual pagamos caro, hoje,  foi o de termos falado pouco ao povo brasileiro e acreditar que a crise do velho modelo era tão grande e evidente que não devíamos apontá-la.
A liberdade e a democracia, que não resolvem tudo sozinhas, têm, entretanto, algo maravilhoso.
É que o povo pode ver, ler e ouvir, quando chega a hora, tudo o que lhe escondem todo o tempo.
Mas se não tivermos a coragem de mostrar, as tintas reluzentes com que pintam o alçapão do passado podem nos atrair à escuridão.
Passou o tempo em que poderíamos nutrir a ilusão de agradar a todos.
Não é procurar os confrontos que podemos evitar:  é não fugir daqueles que devemos enfrentar.

ALGUMA DÚVIDA?


247 - O IBGE divulgou nesta terça-feira 11 que o emprego industrial fechou o ano de 2013 com queda de 1,1% (leia mais aqui). No mesmo dia, porém, ótimas notícias vieram do campo, onde a estimativa de safra feita pela Conab deve chegar a 193 milhões de toneladas (leia mais aqui). Em Lucas do Rio Verde, no Mato Grosso, a presidente Dilma Rousseff participou hoje da abertura oficial da colheita da prevista supersafra, onde celebrou o feito afirmando que o recorde é uma vitória do agronegócio brasileiro.
Leia abaixo reportagem publicada pelo Blog do Planalto:
Dilma: Safra recorde é uma vitória do agronegócio
A presidenta Dilma Rousseff afirmou nesta terça-feira (11), em Lucas do Rio Verde, no Mato Grosso, ao participar da abertura oficial da colheita da safra 2013/2014, que a produção recorde é uma vitória do agronegócio. Previsão do 5º Levantamento de Grãos da Safra 2013/2014, divulgado hoje pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) mostra que a produção de grãos no Brasil deverá chegar a 193,6 milhões de toneladas, com um aumento de 3,6% em relação à safra passada, que foi de 186,9 milhões de toneladas.
"Essa vitória é o que nós estamos celebrando hoje aqui também, vitória do agronegócio do Brasil e do Mato Grosso (...) Quero comemorar o que nós conseguimos fazer juntos. Quero comemorar com vocês a fartura da safra em Lucas do Rio Verde (MT) e no Brasil. Comemorar com vocês também a chamada verticalização, que produz e transforma, cria um grande polo agroindustrial para o agronegócio do nosso país. Sabemos que é um diferencial grande na agricultura brasileira, que faz com que nos orgulhemos. São os ganhos crescentes de produtividade, que não podemos abandonar", afirmou.
Aos produtores, a presidenta afirmou que o financiamento agrícola é crucial para o país e que por isso os investimentos crescem ano após ano. Ela lembrou que na safra 2002/2003 os agricultores tinham à disposição R$ 27 bilhões e que na safra 2013/2014 o Plano Agrícola e Pecuário alcançou a cifra de R$ 136 bilhões.
"Nós temos que considerar fundamental que o país tivesse política agrícola clara. Quando chegamos no governo, em 2003, lembro que a política agrícola tinha limitações fortes. Primeiro da disponibilidade de crédito, e a segunda no nível de juros. Sabe quanto era o total de recursos de crédito para agricultura na safra de 2002/2003? O que foi realizado, vou falar, foram R$ 27 bilhões. 27 hoje é quase todo o programa de armazenagem. Hoje, R$ 27 bilhões mostra que não era compatível com as necessidades da agricultura desse país. Nessa safra, nós nos comprometemos com R$ 136 bilhões. E dissemos o seguinte: se gastar mais, tem mais".

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Notícias

“Não admitimos que São Paulo fique em marcha lenta”, diz Padilha em lançamento de caravanas

Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula
  • Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou, neste sábado (8), do lançamento da Caravana Horizonte Paulista, na cidade de Ribeirão Preto. A caravana percorrerá todo o estado de São paulo, sob a coordenação do ex-ministro da Saúde, Alexandre Padilha, com o objetivo de conhecer as realidades e problemas locais e construir propostas para São Paulo.
Para ver fotos em alta resolução, visite o Picasa do Instituto Lula.
Padilha ressaltou a necessidade da construção de um novo projeto para o estado. Para ele, a situação atual não reflete a riqueza e o potencial paulistas. “Não admitimos que São Paulo fique em marcha lenta”. Para construir essa nova etapa, Padilha considera que ouvir as pessoas é essencial. Segundo ele, as caravanas terão exatamente este objetivo: “Queremos conversar com cada mãe e pai de família, cada empresário, com todos os paulistas”.
Lula ressaltou que “o PT nunca esteve tão preparado para governar o estado de São Paulo”. Ele relembrou as primeiras eleições que o PT disputou, a eleição de Palocci como prefeito de Ribeirão Preto e de outros prefeitos da região, e reafirmou o amadurecimento adquirido em toda essa trajetória. Para o ex-presidente, o partido aprendeu a “conviver democraticamente na diversidade”, mas precisa sempre olhar para frente: “Nós podemos fazer mais”.
Lula falou ainda da luta contra a corrupção que seu governo empreendeu. “Foi o nosso partido que não deixou sujeira embaixo do tapete”. Ele afirmou a importância de que pessoas que cometam irregularidades sejam punidas pelos seus atos. E ressaltou: “O papel de um ministro do supremo é falar dos autos do processo”.
Rui Falcão, presidente nacional do PT, ressaltou as “duas décadas que colocaram o estado em condição subalterna no cenário nacional” e que isso precisa ser superado.
Também estiveram presentes o presidente estadual do PT, Emídio de Souza, o ministro da Saúde, Arthur Chioro, a ministra da Cultura, Marta Supicy e o senador Eduardo Suplicy, entre outras autoridades e militantes da região de Ribeirão Preto e de todo o estado de São Paulo.
fonte: instituto lula

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

LULA:Na política nunca podemos dizer que nunca. Não é a minha vontade, acredito que já dei minha contribuição para este país.


Leia entrevista de Lula ao jornal “A Cidade”, de Ribeirão Preto

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva concedeu entrevista ao jornal “A Cidade”, de Ribeirão Preto, ás vésperas de sua viagem à cidade do interior paulista. Neste sábado (8), Ribeirão Preto recebe o ato que inaugura as Caravanas do PT Paulista, que irão percorrer todo estado. O ex-presidente Lula participa do pontapé inicial ao lado do ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha no Espaço Santo Antônio, às 10h.
Leia abaixo a entrevista completa de Lula ao jornal ribeirãopretano.

Para Lula, mensalão não terá peso para povo decidir voto

Ex-presidente que estará em Ribeirão Preto afirma que eleitores vão separar o processo eleitoral com o caso envolvendo o Supremo

07/02/2014 – 08:41
Jornal A Cidade - Wesley Alcantara
Ricardo Stuckert
Ex-presidente Lula Lula defende escolha de Padilha para concorrer a cadeira de governador do Estado. (Foto: Ricardo Stuckert / Divulgação)
A aposta do PT para o Palácio dos Bandeirantes, o ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha, ganhou projeção com o “Mais Médicos”. Só este programa, ainda considerado polêmico, é suficiente para conquistar o eleitorado de São Paulo e quebrar a hegemonia de 20 anos do PSDB?
O Padilha não está sendo lançado candidato a governador apenas por causa do programa Mais Médicos, o Padilha está sendo lançado candidato a governador porque nós achamos que ele é um quadro altamente qualificado para governar o estado mais importante da federação. Ele é um político inteligente, um administrador competente e fez um bom trabalho no Ministério da Saúde. E é importante que todo mundo saiba que a saúde brasileira padece de uma deficiência causada pelo PSDB quando destruiu a CPMF que tirou ainda no meu governo praticamente R$ 50 bilhões por ano da saúde. E o Padilha não vai cuidar apenas da saúde em São Paulo, o Padilha vai cuidar do estado de São Paulo. Ele tem todas as possibilidades de ser o futuro governador do estado de São Paulo. Ele tem um conjunto de qualidades que permitiu que o PT o indicasse para ser candidato e esse conjunto de qualidades, o povo paulista vai ver durante toda campanha e permitir que o povo veja se vai ter confiança nele para dirigir o destino de São Paulo.
O senhor “bancou” Dilma e Haddad, dois técnicos que nunca tinham sido testados em urnas. Os dois tiveram sucesso graças ao seu apoio. Agora, o PT repete a receita com Padilha. O senhor vai ter fôlego para cuidar dele e de Dilma na mesma campanha? A baixa aprovação de Haddad e os ícones do PT condenados no processo do mensalão vão dificultar ainda mais este trabalho?
Eu estou tranquilo para afirmar ao povo de São Paulo que o companheiro Haddad será um grande prefeito. Não adianta julgá-lo apenas por um ano de crise, nós temos que julgá-lo pelos quatro anos de mandato. E o Haddad vai fazer muita coisa, como a Dilma tem feito pelo Brasil. Acho que se engana quem subestima o povo: ele sabe separar as coisas, o processo no Supremo e a disputa eleitoral.
O deputado estadual Edinho Silva, muito ligado ao senhor dentro do PT, vai fazer parte da coordenação da campanha de Dilma Rousseff. Ele já disse que prefere a articulação política, mas especula-se que fique com o posto de tesoureiro. Qual vai ser o papel dele na campanha? Aliás, com a morte de Celso Daniel, o senhor apadrinhou Palocci e o levou para o cenário nacional. Edinho seria o novo Palocci?
Eu penso que cada um tem a sua maneira de ser e de trabalhar. O papel que ele irá ter na campanha será o que a presidenta Dilma definir. O Edinho é um grande companheiro, e qualquer tarefa que ele assumir vai se dedicar e cumprir com muita competência, como fez como prefeito de Araraquara, no seu mandato de deputado e na presidência do PT de São Paulo.
Depois de Palocci, Ribeirão Preto não teve outra liderança petista forte. Existe alguma estratégia do partido para mudar este quadro?
O PT de Ribeirão Preto tem quadros políticos importantes, agora querer que nasça um Palocci a cada ano é impossível. Porque pessoas da competência política do Palocci não surgem a cada dia, a cada ano. Demora muito tempo para nascer. O que é importante é a gente saber que a região tem bons quadros, bons dirigentes do PT. E a estratégia do partido é continuar filiando pessoas e formando essas pessoas que os quadros vão aparecer.
A região de Ribeirão Preto é uma das principais produtoras do setor sucroalcooleiro do Estado. Em crise, usinas entraram com pedidos de recuperação judicial, reclamam da pequena margem de lucro e do alto custo de produção. Vale lembrar a política de preços artificial da Petrobrás, que manteve gasolina e etanol abaixo do custo de produção. Como seria possível corrigir adequadamente tal distorção?
A crise momentânea pela qual passa o setor sucroalcooleiro não diminui a importância que esse setor teve, tem e terá para a economia brasileira. O setor contribui de forma decisiva com a geração de energia limpa, garante que a gente tenha uma frota de carros flex-fuel, e vai crescer na medida em que os países implantarem o protocolo de Kioto, adotando medidas para reduzir a poluição. Torço para que essa crise momentânea termine logo, e o setor volte a crescer para produzir mais etanol, açúcar, emprego e renda e para que mais usinas sejam construídas no Brasil.
Como o senhor vê essas recentes manifestações pelo país, inclusive cLeiontrárias à Copa?
O Brasil é um país democrático e as pessoas têm o direito de se manifestar. A democracia não é um pacto de silêncio, é a sociedade em movimento lutando por novas conquistas. Em qualquer lugar do mundo as pessoas se manifestam quando tem Copa ou Olímpiadas e isso não vai impedir o Brasil de fazer a melhor Copa do Mundo.
O senhor vai voltar a disputar eleição?
Na política nunca podemos dizer que nunca. Não é a minha vontade, acredito que já dei minha contribuição para este país. Em 2018 não sei como estarão as circunstâncias políticas e que novos nomes irão surgir até lá. Eu espero que tenha muita gente competente para disputar as próximas eleições e que eu não precise participar.