terça-feira, 17 de julho de 2012

BAIXA NA PF

CACHOEIRA
DEMÓSTENES COMPANHEIRO


 


 Esses ladrões não são de galinha, esse cara é barra pesada! 



POLÍCIA FEDERAL SUSPEITA DE LATROCÍNIO?!!! SEGUNDO A MATÉRIA DA GLOBO O POLICIAL FEDERAL CHEGA AO TÚMULO DO PAI E NO LOCAL JA SE CONTRAM 2 ELEMENTOS (ASSIM PARECE UM ENCONTRO) E É ASSASSINADO, NÃO LEVAM NADA E LATROCÍNIO?






 G1

Agente da Polícia Federal é morto a tiros dentro de cemitério em Brasília

Vítima estava visitando sepultura e foi baleada duas vezes na cabeça.
Autor de disparos levou carro da vítima, mas deixou carteira e arma do policial.

Felipe Néri e Jamila Tavares Do G1 DF
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Um agente da Polícia Federal foi assassinado com dois tiros na cabeça na tarde desta terça-feira (17) no cemitério Campo da Esperança, em Brasília. O agente Wilton Tapajós Macedo visitava o túmulo dos pais, por volta das 15h, quando um homem se aproximou e efetuou os disparos.
Macedo trabalhava no núcleo de inteligência da PF que investigou a operação Monte Carlo, que resultou na prisão do bicheiro Carlinhos Cachoeira. O chefe da operação, delegado Matheus Rodrigues, disse que Macedo participou das investigações desde o início, em 2009.
Em nota, a empresa Campo da Esperança informou que não pode restringir o acesso ao cemitério e que os visitantes não são revistados. A empresa informou ainda que quatro equipes com quatro seguranças armados trabalham, em escala, 24 horas no local.
Segundo a empresa, as oito câmeras de vigilância instaladas nas áreas edificadas do cemitério estão funcionando e o material gravado nesta terça já foi disponibilizado para a polícia.
Também por meio de nota, a Polícia Civil disse que a 1ª Delegacia de Polícia está apurando o caso. Um jardineiro que trabalha no local viu o crime e informou à direção do cemitério. A polícia informou que ele já prestou depoimento e investiga se o homem que cometeu o crime agiu sozinho.

A Polícia Federal, que também participa das investigações, informou estar trabalhando com a possibilidade de latrocínio simples, quando ocorre homicídio com a finalidade de roubar. Segundo a polícia, não há informações de que o agente morto tenha sofrido ameaças recentemente.

Dilma sopra e
morde a indústria

Ela quer agredir o problema do chamado “custo Brasil”: os impostos, a infra-estrutura, e a tarifa de energia.


O ansioso blogueiro convida o amigo navegante a seguir uma  sequência de notícias:

Câmara aprova MP 564 que concede incentivos à indústria nacional

17/07/2012
Ivan Richard
Repórter da Agência Brasil
Brasília – A Câmara dos Deputados aprovou há pouco a Medida Provisória 564 que, em conjunto com a MP 563 – aprovada na noite de ontem (16) pelos deputados – cria o Plano Brasil Maior e concede incentivo à indústria nacional. As duas MPs foram editadas pelo Executivo com o objetivo estimular a economia e combater os efeitos da crise econômica internacional no país.
A MP inclui novos setores no Programa Revitaliza do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para financiar empresas que foram afetadas pela crise. A matéria ainda injeta R$ 45 bilhões do Tesouro Nacional no BNDES para ampliar sua capacidade de fornecer crédito de longo prazo.
O texto também prevê a elevação de R$ 209 bilhões para R$ 227 bilhões no limite de financiamentos do BNDES com subvenção da União para modernização do parque industrial, desde que os recursos sejam usados para inovação tecnológica e agreguem valor às cadeias produtivas.
Ainda há outro dispositivo que promove a redução do custo de financiamentos para máquinas e equipamentos, ampliando prazos e aumentando os níveis máximos de participação.
Um ponto criticado por vários partidos da oposição é a proposta contida na MP de criação da Agência Brasileira Gestora de Fundos e Garantias S.A. De acordo com o texto, a União fica autorizada a participar de fundos dedicados a operações de comércio exterior ou projetos de infraestrutura de grande vulto. Um destaque para suprimir essa parte do texto foi rejeitado pelo plenário na votação de hoje.
Contudo, o nome da empresa foi alterado para Agência Brasileira Gestora de Fundos Garantidores e Garantias. A mudança foi proposta para limitar a atuação da empresa.
A votação das duas MPs (563 e 564) só foi possível porque partidos da base e da oposição chegaram a um acordo para suspender a obstrução que vinha sendo feita desde a semana passada. Com isso, também será possível votar ainda hoje a Lei de Diretrizes Orçamentária (LDO) de 2013 na Comissão Mista de Orçamento e no plenário do Congresso. Pela Constituição Federal, o recesso parlamentar vai de 18 a 31 de julho, mas só pode ocorrer depois da aprovação da LDO.
Edição: Talita Cavalcante


Saiu no Valor:

Dilma lança pedra fundamental de estaleiro na Bahia

MARAGOJIPE - A presidente Dilma Rousseff lançou, na manhã de hoje, a pedra fundamental do Estaleiro Enseada do Paraguaçu (EEP). Em cerimônia simbólica, a presidente, Jaques Wagner, governador da Bahia, e executivos das empresas que formam o consórcio do estaleiro reuniram em um baú uma foto aérea do local do empreendimento, a planta do projeto e artigos que, segundo a cultura japonesa, garantirão boa sorte à construção do estaleiro.
O EEP é formado pela Odebrecht Engenharia Industrial, a OAS, e UTC Engenharia. Conta com a parceria tecnológica da Kawasaki Heavy Industries. O estaleiro demandará investimentos de R$ 2 bilhões e deverá ser concluído em 2014, mas poderá iniciar operações já no ano que vem.
O empreendimento será voltado à construção e integração de unidades offshore, como plataformas, navios e unidades de perfuração. Uma das empresas que poderão ser beneficiadas pela produção do estaleiro é a Petrobras.

Saiu no Blog do Planalto:

Iremos transformar a crise em oportunidade, afirma presidenta Dilma ao batizar plataforma P-59

A presidenta Dilma Rousseff afirmou hoje (13), em Maragojipe, na Bahia, ao participar da cerimônia de batismo da Plataforma P-59, que vai transformar a crise econômica internacional em oportunidade para o Brasil melhorar as condições de produção.
“Nós progressivamente iremos transformar a crise em uma oportunidade para cada vez mais melhorar as condições do nosso país de produzir, crescer, aumentar sua renda e distribuir (…) O meu governo, eu posso assegurar a vocês, está atento para garantir que o nosso país, diante desta situação internacional, tenha um desempenho o melhor possível e saia dessa crise aproveitando oportunidades que sempre uma crise traz”, afirmou a presidenta.
Dilma afirmou que o governo está removendo entraves ao crescimento econômico sustentável do país ao reduzir as taxas de juros e os impostos. Segundo ela, o governo também trabalha para diminuir os custos da produção.
“Nós queremos de forma sistemática diminuir os custos no Brasil, não da forma como eles estão fazendo lá fora, que é reduzir o salário e os ganhos sociais que os trabalhadores conquistaram ao longo de toda uma história e uma vida de lutas. Nós queremos reduzir os nossos custos baseado na redução dos impostos e na capacitação cada vez maior da nossa força trabalho. O nosso caminho não é o caminho de tirar direito dos trabalhadores. O nosso caminho é outro”, disse.
A presidenta disse que o Brasil, ao contrário de alguns países europeus, buscará que os bônus, as vantagens e os lucros do desenvolvimento sejam distribuídos à população. Segundo Dilma, o governo fará concessões em várias áreas para assegurar uma taxa crescente de investimento e de geração de emprego.


Por que a sequência é reveladora ?
Poucos devem ter percebido, mas a Presidenta anunciou aos poucos uma política que se materializará no início de agosto.
Faz duas semanas que o Ministro Guido Mantega não trabalha noutra coisa.
Ela vai anunciar:
concessões para a construção de rodovias, ferrovias, portos e aeroportos;
vai desonerar investimentos além do que o Congresso aprovou hoje;
vai reduzir o custo da energia elétrica;
e desatar os nós que ainda travam grandes projetos de infra-estrutura.
Ela avisou que vai gastar alto.
E que vai se associar ao capital privado nacional e estrangeiro, como no Estaleiro Enseada de Paraguaçu.
Ela quer agredir o problema do chamado “custo Brasil”: os impostos, a infra-estrutura, e a tarifa de energia.
O amigo navegante se deu conta do papel que pode desempenhar essa Agência Brasileira Gestora de Fundos e Garantias ?
Depois de “soprar” a indústria, ela vai entrar na fase de “morder” a indústria.
Chega de choro !
Trate de ser eficiente, inove, modernize-se, aprenda a competir, e sebo nas canelas.
E pare de botar a culpa no Governo.
E no câmbio.
E na China.
Vai ser interessante.
Em agosto, na hora de começar a campanha eleitoral, ela vai jogar pesado.
O Aécio Never que o diga …
Basta ver o estrago que ela fez na campanha para prefeito de Belo Horizonte.
Paulo Henrique Amorim

segunda-feira, 16 de julho de 2012

COLLOR: "HA UMA QUADRILHA NA REVISTA VEJA"


  A Globo e Fernando Collor, entre beijos e tapas


publicado em 14 de julho de 2012 às 22:14
dica do Gerson Carneiro, a partir do blog do Nassif
Rosane Collor conta ao Fantástico que Collor fazia magia negra
no Visto Livre
Vinte anos depois de um dos episódios mais dramáticos da História do Brasil – o impeachment do presidente Fernando Collor de Mello – Rosane Collor, a ex-primeira dama da época, conta em detalhes o que viu e viveu ao lado  do ex-marido.
Rosane diz que a relação de Collor com o empresário Paulo César Farias, o PC Farias — ex-tesoureiro de sua campanha à Presidência em 1989 , assassinado em 1996 —, era mais próxima do que ele admitia na época. E realmente aconteciam rituais de magia negra encomendados por Collor, na Casa da Dinda, residência oficial do casal em Brasília.
A proximidade do ex-presidente e seu tesoureiro é tema de entrevista que vai ao ar amanhã, no ‘Fantástico’, e foi gravada pela jornalista Renata Ciribelli. Os rituais de magia negra já haviam sido revelados pela própria Rosane.
Ainda nesta edição, o telespectador confere a estreia do novo quadro ‘O Mago da Cozinha’ apresentado pelo premiado chefe brasileiro, Felipe Bronze. Em sua oficina culinária, ele promete surpreender com uma transformação criativa de pratos tradicionais da culinária brasileira. E no segundo episódio do ‘Planeta Extremo’, o jornalista Clayton Conservani encara um desafio no Canadá, onde escala o Weeping Wall, uma parede de gelo de 200 metros de altura formada pelo congelamento de uma cachoeira.
O ‘Fantástico’ vai ao ar aos domingos logo após o ‘Domingão do Faustão’.
PS do Viomundo: Nassif sugere que a entrevista acima pode ser em retaliação ao discurso reproduzido abaixo.
 FONTE : VIO MUNDO

sábado, 14 de julho de 2012

O crime nem sempre compensa, Juquinha

O crime nem sempre compensa, Juquinha Foto: Edição/247

Justiça de Goiás determinou o confisco dos bens acumulados pelo ex-chefe da Vale, a estatal que cuidava das bilionárias obras nas ferrovias; decisão inclui três mansões em Alphaville e várias fazendas; num grampo da Operação Trem Pagador, o deputado Valdemar Costa Neto (PR-SP) avisou: “Vai dar m...”; será que a investigação pode chegar a peixes maiores?

14 de Julho de 2012 às 06:20
247 – José Francisco das Neves, o Juquinha, ex-presidente da Valec, a estatal responsável pelos projetos ferroviários no Brasil, como a construção da Norte-Sul, prestou um serviço ao Brasil. Foi tão descuidado na gestão dos seus sinais exteriores de riqueza, deu tanta bandeira, que acabou se tornando presa fácil para as autoridades. Em Goiânia, ele construiu não uma, mas três mansões, no principal condomínio de luxo da cidade: o Alphaville, o mesmo onde Carlos Cachoeira foi preso. No interior, adquiriu várias fazendas pagando em dinheiro vivo. E não teve cuidados ao falar ao telefone. Resultado: será a primeira pessoa a ser condenada pela nova lei de lavagem de dinheiro no País.
Isso começou a acontecer nesta sexta-feira, quando a Justiça Federal de Goiás determinou o confisco de todos os seus bens adquiridos com recursos públicos desviados. Preso ao lado da mulher e dos filhos, ele está perdendo as casas e as fazendas. “É a primeira vez que isso acontece”, comemorou o promotor Hélio Telho, responsável pela operação. A nova lei de lavagem de dinheiro entrou em vigor na última terça-feira 10 e permite às autoridades aplicar o confisco dos bens, quando há indícios veementes de que os bens foram adquiridos por meio de atividades ilegais.
O elo entre os casos Juquinha e Cachoeira não é apenas o fato de ambos terem sido presos em Alphaville. Quem deu a ordem para confiscar os bens do ex-presidente da Valec foi o juiz Paulo Augusto Moreira Lima, o mesmo que mandou prender o bicheiro.
Na Valec, Juquinha recebia cerca de R$ 20 mil mensais, mas acumulou patrimônio superior a R$ 60 milhões nos oito anos em que chefiou a estatal, de 2003 a 2010. Apadrinhado pelo deputado Valdemar Costa Neto, do PR, e pelo senador José Sarney, do PMDB, Juquinha caiu num grampo constrangedor, ao conversar com Valdemar. “Vai dar merda”, disse o parlamentar paulista, ao falar de irregularidades no Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes, o Dnit.
Deu “m” na Valec. Segundo o procurador Hélio Telho, as investigações da Operação Trem Pagador comprovaram desvios da ordem de R$ 144 milhões na era Juquinha. A nova de lei de lavagem de dinheiro foi sancionada pela presidente Dilma e envolve ainda penas que podem chegar a 10 anos de prisão.
Juquinha descobre, na pele, que o crime nem sempre compensa. Mas o procurador Hélio Telho não deixou claro se a Operação Trem Pagador poderá fisgar peixes maiores, alcançando os políticos, que, nos últimos oito anos, seguraram o ex-presidente da Valec no cargo.

fonte:brasil247

sexta-feira, 13 de julho de 2012


Iremos transformar a crise em oportunidade, afirma presidenta Dilma ao batizar plataforma P-59

Presidenta Dilma Rousseff durante cerimônia de batismo da plataforma P-59, em Maragojipe, na Bahia. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR
A presidenta Dilma Rousseff afirmou hoje (13), em Maragojipe, na Bahia, ao participar da cerimônia de batismo da Plataforma P-59, que vai transformar a crise econômica internacional em oportunidade para o Brasil melhorar as condições de produção.
“Nós progressivamente iremos transformar a crise em uma oportunidade para cada vez mais melhorar as condições do nosso país de produzir, crescer, aumentar sua renda e distribuir (…) O meu governo, eu posso assegurar a vocês, está atento para garantir que o nosso país, diante desta situação internacional, tenha um desempenho o melhor possível e saia dessa crise aproveitando oportunidades que sempre uma crise traz”, afirmou a presidenta.
Dilma afirmou que o governo está removendo entraves ao crescimento econômico sustentável do país ao reduzir as taxas de juros e os impostos. Segundo ela, o governo também trabalha para diminuir os custos da produção.
“Nós queremos de forma sistemática diminuir os custos no Brasil, não da forma como eles estão fazendo lá fora, que é reduzir o salário e os ganhos sociais que os trabalhadores conquistaram ao longo de toda uma história e uma vida de lutas. Nós queremos reduzir os nossos custos baseado na redução dos impostos e na capacitação cada vez maior da nossa força trabalho. O nosso caminho não é o caminho de tirar direito dos trabalhadores. O nosso caminho é outro”, disse.
A presidenta disse que o Brasil, ao contrário de alguns países europeus, buscará que os bônus, as vantagens e os lucros do desenvolvimento sejam distribuídos à população. Segundo Dilma, o governo fará concessões em várias áreas para assegurar uma taxa crescente de investimento e de geração de emprego.

fonte: BLOG DO PLANALTO

quinta-feira, 12 de julho de 2012


Marcio Sotelo Felippe: “Nenhuma notícia sobre as denúncias à OEA e ao CNJ saiu na grande imprensa”

publicado em 11 de julho de 2012 às 13:02

Marcio Sotelo Felippe: “Uma demonstração inequívoca de que a mídia tem lado e blinda, mesmo, as autoridades paulistas”
por Conceição Lemes
Na segunda quinzena de junho, duas graves denúncias foram feitas sobre a desocupação violenta do Pinheirinho, em São José dos Campos (SJC-SP), em 22 de janeiro de 2012. Curiosamente, nada na mídia até hoje. É como se não tivessem acontecido.
A primeira denúncia, no dia 19 de junho, foi a Reclamação Disciplinar ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) contra cinco autoridades do Judiciário paulista: Ivan Sartori, presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP); Cândido Além, desembargador TJ-SP; Rodrigo Capez, juiz assessor da presidência do TJ-SP; Marcia Faria Mathey Loureiro, juíza da 6ª Vara Cível de São José dos Campos; e Luiz Beethoven Giffoni Ferreira, juiz da 18ª Vara Cível do Fórum Central João Mendes Júnior, em SP.
Assinada por advogados, ex-moradores e movimentos de direitos humanos, ela pede apuração das irregularidades do procedimento judicial.
A segunda denúncia, divulgada no dia 22 de junho, foi dirigida à Comissão Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA) Além dos cinco membros do Judiciário já denunciados ao CNJ, ela incrimina também o governador Geraldo Alckmin, o prefeito Eduardo Cury e o coronel da Polícia Militar Manoel Messias, comandante da operação policial. Acusação: violação de direitos humanos.
Assinam-na vários advogados e entidades de peso: os professores de Direito Fábio Konder Comparato, Celso Antonio Bandeira de Mello, Dalmo de Abreu Dallari e José Geraldo de Sousa Junior; o ex-presidente da OAB-Brasil César Britto; o procurador do Estado de São Paulo Marcio Sotelo Felippe; o presidente do Sindicato dos Advogados de São Paulo Carlos Alberto Duarte; a Rede Social de Justiça e de Direitos Humanos, representada legalmente por Aton Fon Filho. Também os advogados Antonio Donizete Ferreira, Aristeu Cesar Pinto Neto Nicia Bosco, Giane Ambrósio Álvares e Camila Gomes de Lima.
“É um absurdo que nenhuma notícia sobre essas denúncias tenha saído na chamada grande imprensa”, indigna-se Marcio Sotelo Felippe, que foi procurador-geral no governo Mário Covas (1995-2001). “Uma demonstração inequívoca de que a mídia tem lado e blinda, mesmo, as autoridades paulistas.”
“A mídia tem também um lado ideológico e faz de conta que não tem”, acrescenta. “Esses setores conservadores fazem a defesa estratégica da propriedade e do que pensam ser ‘lei e ordem’. Para eles é o que tem de ser preservado, não importa o custo humano, o indizível sofrimento das pessoas, a iniquidade do ato. Os excluídos são invisíveis. Não saem no jornal. Eles ainda pensam como se pensava na velha sociedade escravocrata.”
O terreno do Pinheirinho consta como propriedade da Selecta, do megaespeculador Naji Nahas. O procurador Marcio Sotelo analisou minuciosamente a documentação referente ao processo de falência dessa empresa e descobriu que toda a ação para expulsar as mais de 6 mil pessoas do local — homens, mulheres, crianças de todas as idades, idosos e enfermos – serviu única e exclusivamente para beneficiar Nahas.
“Passados cinco meses não há nenhum procedimento para apurar responsabilidades”, observa Marcio Sotelo. “Imperioso então recorrer a uma corte internacional. Afinal, o aconteceu no Pinheirinho foi crime contra a humanidade e toda a estrutura política e jurídica está envolvida. Ela não se pune a si mesma”.
RESPONSABILIZAÇÕES E REPARAÇÕES PEDIDAS À OEA
Na denúncia à OEA, os advogados signatários pleiteiam, entre outras coisas, que o Estado brasileiro:
* seja declarado responsável pela violação da Declaração Americana dos Direitos e Deveres do Homem;
* indenize os danos morais e materiais, de forma justa e compensatória, todas as pessoas desalojadas do Pinheirinho, bem como garanta a efetivação dos seus direitos à moradia adequada;
* apure responsabilidades civis e penais de todas as autoridades envolvidas com o despejo da comunidade do Pinheirinho, inclusive o governador do Estado de São Paulo e o presidente do TJ-SP;
* seja submetido à Corte Interamericana de Direitos Humanos, caso não haja adequada solução.
“Estamos exigindo essas responsabilizações, porque o Estado não fez nada. Nem antes, nem durante nem depois”, frisa Sotelo. “Além da violência com que as pessoas foram arrancadas de suas casas de madrugada, o mais assustador foi o ardil usado pelas autoridades paulistas para desalojar a população.”
Em 2004, a massa falida da Selecta ingressou com ação de reintegração de posse do terreno do Pinheirinho. Em 2005, o juiz da 6ª Vara Cível de São José dos Campos indeferiu a liminar. O recurso ficou parado durante no Tribunal de Justiça de São Paulo. Até que, em junho de 2011, foi para as mãos da juíza Marcia Loureiro que rapidamente deferiu a reintegração de posse.
A denúncia à OEA salienta:
Diante da tragédia social e humana que se avizinhava, com a iminente retirada à força de 1659 famílias de suas moradias, parlamentares e representantes dos moradores tentaram uma negociação com os interessados e autoridades judiciais.
No dia 18 de janeiro de 2012, quinta-feira, reuniram-se no gabinete do juiz da Falência, Dr. Luiz Beethoven Giffoni Ferreira, o Senador da República Eduardo Matarazzo Suplicy, os Deputados Estaduais Carlos Giannazi e Adriano Diogo, o Deputado Federal Ivan Valente, o síndico da massa falida Jorge T. Uwada, o advogado da massa falida Julio Shimabukuro e o advogado da empresa falida Selecta, Waldir Helu.
Conseguiu-se então um acordo de suspensão da ordem judicial dereintegração de posse pelo prazo de 15 dias. O juiz da falência declarou na petição em que formalizado o acordo, por despacho de punho próprio, que havia telefonado para a juíza Márcia Loureiro, responsável pela ordem de reintegração de posse, comunicando o resultado da negociação.
No entanto, de surpresa, sem qualquer notificação, em flagrante, literal e traiçoeira violação do acordo de suspensão da ordem judicial, três dias depois ocorreu a violenta desocupação e remoção das 1.659 famílias.
Na madrugada de domingo, dia 22 de janeiro de 2012, às 5h30 da manhã, o bairro Pinheirinho foi cercado pela polícia estadual e pela guarda municipal de São José dos Campos. Mais de 2 mil policiais entraram na área, lançando bombas de gás lacrimogênio e balas de borracha contra uma população que dormia, indefesa. Todos os moradores, incluindo mulheres, recém-nascidos, crianças, idosos e enfermos foram arrancados de suas casas (os grifos constam da própria denúncia).
“O Alckmin participou de todo esse ardil, preparado durante quatro meses”, acusa Marcio Sotelo. “Ao mesmo tempo em que, via secretário da Habitação, conversava com parlamentares e moradores acenando com uma negociação, ele autorizava e organizava a operação policial para desocupação da área. Ninguém desloca 2 mil policiais militares sem que o governador saiba.”
A denúncia à OEA também sustenta:
Pode-se comparar a operação policial, em sua brutalidade e selvageria, a um “pogrom”, ou à Noite dos Cristais na Alemanha nazista, que destruiu milhares de propriedades, casas e templos da comunidade judaica em 1938. Na comunidade do Pinheirinho, no Brasil de 2012, no entanto, o motivo não foi o ódio étnico. Foi o alegado direito de propriedade, reputado absoluto pelo Judiciário e imposto ao custo de indizível sofrimento de toda uma população.
 A remoção violenta das 6 mil pessoas aqui descrita, além de violadora de diversos dispositivos da Convenção e da Declaração Americanas, a seguir mencionados, também caracteriza crime contra a Humanidade, nos termos do art. 7º , letra “k”, do Estatuto de Roma: ato desumano que provocou intencionalmente grande sofrimento, ferimentos graves e afetou a saúde mental e física de coletividade. Frontal violação do princípio da dignidade humana, com insuperável dano à integridade física e psíquica das vítimas e efeitos traumáticos em crianças, que perdurarão em suas existências.
 “Além disso, não houve qualquer preocupação com os moradores, uma população completamente desprotegida, carente, despossuída, que foi amontoada em abrigos públicos, como se fossem animais”, completa Sotelo. “Todos os grandes responsáveis e os perpetradores têm de ser responsabilizados por essa tragédia humana.”

fonte: viomundo

JC avisa: “Roger Agnelli quase quebrou a Vale”

JC avisa: “Roger Agnelli quase quebrou a Vale” Foto: Edição/247

Geólogo que fez as maiores descobertas minerais do Brasil nos últimos anos, João Carlos Cavalcanti alerta mercado sobre o megaprojeto de André Esteves, do BTG Pactual, e Roger Agnelli: "Não vai dar certo"; ele lembra que, na Vale, Agnelli tentou comprar a Xstrata por US$ 90 bi e foi impedido por Dilma

12 de Julho de 2012 às 12:22
247 – O geólogo João Carlos Cavalcanti entende do seu riscado. Nos últimos anos, ele construiu fama e fortuna pela descoberta das maiores  jazidas de minério de ferro, níquel, fosfato, alumínio e, mais recentemente, neodímio que se têm notícia no Brasil. Projetos bilionários dos grupos Mittal, em Caetité, na Bahia, e Votorantim, com a Sul-Americana de Metais, em Minas Gerais, se assentam neste momento sobre seus achados. Primeiro profissional do setor a apontar a bolha de petróleo e gás em que se meteu a OGX de Eike Batista, que paga com o derretimento de suas ações em bolsa por não conseguir entregar a espetacular produção prometida ao mercado, JC antevê agora um novo fracasso na área de exploração das riquezas subterrâneas do Brasil.
“Esse negócio que está sendo feito entre o Roger Agnelli e o André Esteves não vai dar certo”, crava a respeito da recém parida B&A Mineração, associação entre a AGN Agroindustrial de Agnelli e o BTG Pactual Participações. “Capital com capital, sem trabalho, não gera riqueza, é o homosseaxualismo da atividade empresarial”, diverte-se. Conhecido pela opinião franca, o geólogo é hoje fonte de informação dos principais meios de comunicação empresarial do planeta.
O centro da crítica de JC está na direção que Agnelli deverá impor ao novo negócio. “Ele não é geólogo, é contador. Vai se atrapalhar com o que tem pela frente”, aposta. Com capital de US$ 520 milhões, a B&A avisa que irá “explorar oportunidades de investimentos no setor de mineração com foco no Brasil, América Latina e África”. Desde já, é certo que parte do dinheiro será usado para aquisições. “Os sócios do Agnelli precisam ter cuidado”, alerta JC. “Na Vale, ele tentou comprar a Xstrata (mineradora australiana) por 90 bilhões de dólares, foi a Dilma que não deixou”, recorda. “A Vale teria quebrado ali mesmo”. Logo após a tentativa formal de compra, em 2008, quando a mineradora brasileira então presidida por Agnelli até mesmo saiu a mercado para captar recursos, a Xstrata perdeu substancialmente seu valor e chegou a ser avaliada em US$ 10 bilhões. No início deste ano, foi vendida à Glencore por US$ 26 bilhões.
JC, diga-se, é bom de previsões. Além das descobertas de jazidas minerais que o tornaram um dos homens mais ricos do País, ele se adiantou ao mercado financeiro na certeza de que os empreendimentos de Eike Batista em petróleo e gás, por meio da OGX, estavam envolvidos numa bolha de super estimativas. “O mercado comprou os olhos azuis de Eike e não o que ele efetivamente tem para vender”, disse JC à agência Bloomberg. Agora, em relação a seu olhar sobre o futuro da B&A, não custa lembrar o ditado: quem avisa amigo é.

Abaixo, notícia desta quinta-feira 12 do portal G1 sobre anúncio da criação da B&A Mineração:

O BTG Pactual anunciou na manhã desta quinta-feira (12), em fato relevante encaminhado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a associação com a AGN Agroindustrial, Projetos e Participações, empresa controlada por ex-presidente da Vale Roger Agnelli.
A associação formará a B&A Mineração que irá explorar oportunidades de investimentos no setor de mineração, com foco no Brasil, América Latina e África.
O investimento previsto será de US$ 520 milhões para custear o plano de negócios, desenvolvimento e expansão orgânica por aquisições da nova empresa.
A conclusão da operação está sujeita à verificação de condições típicas para esse tipo de negócio.
O anúncio da parceria acontece depois que no início deste mês, a BTG Pactual Participations vendeu fatia que tinha na holding focada em óleo e gás STR Projetos e Participações em Recursos Naturais (STR RN) por 699,7 milhões de reais.

fonte: brasil247