sexta-feira, 10 de outubro de 2014

247 - Atribui-se ao general alemão Erich van Mastein a criação da "blitzkrieg", uma tática militar de guerra-relâmpago que consistia em agredir o inimigo em várias frentes, e de surpresa, até que ele fosse completamente desmoralizado e perdesse a capacidade de reação.
Algo semelhante está ocorrendo contra o Partido dos Trabalhadores, a 15 dias do segundo turno das eleições presidenciais. A partir do Jornal Hoje, da Rede Globo, exibido ontem, imagens e áudios do depoimento de Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras, começaram a ser vazados para a imprensa. Dali, espalharam-se para blogs, sites de notícias, portais e outros noticiários televisivos. Hoje chegaram às manchetes dos principais jornais do País e, em breve, deverão estar nos programas eleitorais da oposição.
Nos processos de delação premiada, como o que envolve Paulo Roberto Costa e também o doleiro Alberto Youssef, os réus devem apresentar provas cabais do que dizem. Na realidade, deveriam dizer, apenas, o que são capazes de provar – caso contrário, a Justiça estaria estimulando eventuais ataques levianos e injustos à reputações de terceiros.
Entretanto, o que se viu ontem foi um espetáculo midiático – quase um Big Brother. Outros diretores da Petrobras foram citados, além de 13 empresas, assim como o tesoureiro do PT, João Vaccari. A acusação principal é a de que o PT recolhia 3% do valor dos contratos da Petrobras em propinas – numa esquema já apelidado pela oposição de "petrolão", para fazer um paralelo imediato com o chamado "mensalão".
As provas... bom, elas ainda não foram apresentadas. Se isso acontecerá ou não, e quando, ninguém sabe. Mas o fato é que as consequências políticas das delações premiadas já foram alcançadas. O PT se vê novamente atingido por um escândalo de corrupção e, pela primeira vez, atrás do opositor Aécio Neves (PSDB-MG) nas pesquisas eleitorais, ainda que na margem de erro, dificilmente terá tempo para reagir.
De um lado, o presidente da legenda, Rui Falcão, fala em "acusações caluniosas". O tesoureiro João Vaccari, assim como outros ex-diretores da Petrobras, anunciam processos judiciais contra seus delatores. O PT também alega que todas as doações eleitorais recebidas ocorreram dentro da lei.
A discussão jurídica, no entanto, pouco interessa. O que importa é o que acontecerá no dia 26 de outubro. E é possível que Paulo Roberto Costa e Alberto Yossef tenham decidido a disputa.

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

CLASSE MEDIA


Minas de Aécio tem dívida recorde e queda na competitividade. Cadê o choque de gestão?

As contas que passaram pelo choque de gestão de Aécio Neves e Antonio Anastasia em Minas Gerais tiveram resultados negativos para o estado. Embora Aécio diga por aí que o modelo deu certo e que, se eleito, vai implementá-lo em todo o Brasil, os índices de Minas Gerais,ao final de uma década de governos tucanos, apontam para a direção contrária.
Nos 10 anos de governo do PSDB em Minas (2003-2013), enquanto o PIB brasileiro teve uma média de crescimento de 3,8% a.a., o PIB do estado cresceu (link is external) menos:  3,29% a.a (link is external). Ao se analisar apenas o governo de Aécio (2003-2010), enquanto o Brasil crescia a 4,03% a.a., Minas crescia (link is external) a 3,8% a.a., o que fez com que o estado caísse da 9ª para a 12ª posição entre as unidades da federação.
 Minas Gerais tem a 2ª maior dívida entre os estados brasileiros (link is external), com um crescimento real de 14% (link is external)  nos anos do governo Aécio Neves. Além disso, com os governos tucanos, Minas perdeu sua competitividade econômica, ou seja, a sua capacidade de se posicionar no mercado em diversas frentes. O Ranking Brasileiro de Competitividade elaborado pela The Economist mostra que o estado caiu 3 posições (link is external), passando do 3º para o 6º lugar no período entre 2011 e 2013, quando era governado por Anastasia (que abandonou o posto de governador em abril deste ano para ser um dos coordenadores da campanha de Aécio).
E como isso tudo tem um resultado (negativo) direto na vida das pessoas, o serviço de fornecimento de energia, por exemplo, sofreu os impatos da gestão tucana. A Cemig (Companhia Energética de Minas Gerais) presta um dos piores serviços à população, conforme atesta o ranking da Aneel, e pratica tarifas que não se encontram entre as mais baratas do Brasil.  Ainda no começo deste ano, ao pedir um reajuste de 29,74% nas tarifas de energia, a Cemig veiculou uma propaganda enganosa na televisão (link is external) colocando a culpa do aumento no governo federal e foi desmentida pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica). O caso teve grande repercussão negativa para a companhia mineira, que foi acusada de fazer a ação para favorecer a campanha dos tucanos em Minas Gerais. A Aneel explicou que autorizou um aumento máximo de 14,24%, sendo que a Cemig poderia aplicar um reajuste menor.
Tudo isso fez com que a Cemig ficasse em 25º lugar, dentre 35 distribuidoras de grande porte, no ranking feito pela Aneel em 2013 para medir a qualidade do serviço prestado em 2012, ano em que o fornecimento de energia da companhia foi interrompido por 14 horas e 42 minutos (link is external), duas horas e sete minutos a mais do que o limite máximo estabelecido pela Aneel.
Como já mostramos aqui, o choque de gestão de Aécio também teve impactos negativos em outras áreas de Minas Gerais. Esse legado nada positivo dos tucanos em Minas Gerais fez com o que o estado desse uma votação expressiva para o PT no primeiro turno das eleições. O fato de o tucano Aécio Neves ter perdido em seu próprio colégio eleitoral mostra que a Minas vitrine que eles mostram como sucesso do choque de gestão tem muito a esconder da herança  deixada pelos governos tucanos no estado. Esse tipo de gestão não serve de modelo para ser exportado para o resto de Brasil. Quem já conquistou muito não quer voltar ao passado.

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

DENUNCIA

Rogério Correia: “Se tudo for investigado, ele acaba preso”; ele é Aécio

publicado em 8 de outubro de 2014 às 13:16
Rogério-Correiaaecio-neves
Correia  cita como casos de corrupção, os dois aeroportos feitos por Aécio com dinheiro público nas fazenda da família do pai e da mãe, a rádio Arco-Íris, o Mineirão, o mensalão tucano e a Lista de Furnas
por Conceição Lemes
Antes do último domingo 5, Aécio Neves (PSDB) alardeava que, em Minas Gerais, teria 4 milhões de votos a mais que Dilma Rousseff (PT) na disputa presidência da República.
Os mineiros lhe deram uma baita cortada nas asas, assim como de outros tucanos.
Em Minas, segundo colégio eleitoral brasileiro, Dilma teve mais votos: 4.829.513 — 43,48%. Aécio, 4.4414.452 – 39,75%.
Na disputa ao governo do Estado a surra foi maior. Fernando Pimentel (PT) ganhou no primeiro turno 5.362.870 (52,98%). Pimenta da Veiga, candidato de Aécio, teve 4.240.706 votos (41,89%).
“Minas tem uma tarefa importante agora”, avalia o deputado estadual Rogério Correia (PT), em entrevista ao Viomundo. “Demonstrar ao Brasil o quanto é falso o discurso aecista e os malefícios produzidos aqui pelo choque de gestão.”
“A corrupção em Minas é enorme”, diz Correia. “Só que as pessoas não sabem.”
“Enquanto a Dilma manda investigar toda denúncia, pois não tem nada a temer, Aécio não deixa investigar nada aqui”, frisa.
“O senador Aécio não deixa investigar nada, porque tem denúncias que o envolvem pessoalmente, além das denúncias contra o seu governo”, afirma Rogério Correia.  “Se tudo for investigado, ele acaba preso.”
Rogério Correia foi reeleito para um quarto mandato na Assembleia Legislativa de Minas com 72.413 votos. É o vice-líder do Minas Sem Censura, bloco parlamentar de oposição que ajudou a criar. 
Segue a íntegra da nossa entrevista
Viomundo — Como avalia a derrota de Aécio em Minas Gerais?
Rogério Correia – Aqui, tudo era escondido.  Mas, com a campanha nacional, Minas passou a conhecer melhor o Aécio e isso levou à derrota dele. O que ele dizia na televisão, no horário eleitoral, chocava o povo mineiro.
Viomundo – De que forma?
Rogério Correia — Ele insistiu muito que nós tínhamos uma educação maravilhosa. Só que aquela educação maravilhosa não existe aqui. Quando os alunos, os professores e os mineiros em geral viram aquela propaganda mentirosa, eles compararam e ficaram chocados. Era um discurso falso. Ou seja, o marketing que o Aécio fez para o restante do Brasil entrava em contradição com a realidade. Essa falsidade levou à derrota dele aqui.
Houve ainda mais dois fatores que levaram Aécio à derrota em Minas. Um foi a arrogância. Achava que mandava em Minas. Ele dizia que ia ter aqui 4 milhões a mais de votos que a Dilma.
O outro fator é que quem cuidou do povo de Minas foi a presidenta Dilma, não foram os tucanos. Tanto que a votação dela nas regiões mais carentes foi estupenda.  No Norte de Minas, Dilma chegou a ter mais de 70% dos votos.
A cerca neoliberal tomou um curto circuito, ela foi desligada e o choque de gestão desmascarado.
Com a cerca neoliberal desligada, nós pudemos saber melhor o que estava se passando em Minas. E a opção foi pela Dilma.
Minas Gerais tem, agora, uma tarefa importante: demonstrar o quanto é falso, mentiroso, o discurso aecista e revelar ao Brasil os malefícios produzidos  aqui pelo chamado choque de gestão.
Viomundo – O senhor falou da cerca neoliberal. Ela seria o quê? 
Rogério Correia – Seria uma espécie de cerca eletrificada, circundando o Estado de Minas por todo lado, e que dá choque. No caso, choque de gestão. Aqui, em Minas, a cerca neoliberal aqui tem quatro pontos. O primeiro deles, um Estado quebrado.
Viomundo – Como um Estado quebrado?
Rogério Correia – Aécio fica falando do crescimento do Brasil, só que Minas não se desenvolveu. Minas ficou exportando minério. O minério caiu de preço, a economia mineira foi para o buraco.
Eles [Eduardo Azeredo, Aécio Neves e Antonio Anastasia] nunca propuseram um desenvolvimento de forma sustentável para o Estado de Minas.
Viomundo – Por quê?
Rogério Correia — Eles nunca acreditaram que o Brasil fosse se desenvolver. Para eles tudo é dependente do capital financeiro internacional. É o vínculo ao capital estrangeiro e, no caso aqui, à exportação de minério.
Então eles ficaram esperando o fracasso do Brasil em vez de fazer de Minas um Estado que planejasse o seu desenvolvimento.
Tanto que aqui não tem projeto para metrô, estradas, anel rodoviário. Aqui, não tem projeto regional de desenvolvimento.
Nós vamos ter que fazer esse projeto. Desenvolver Minas do jeito que o Brasil se desenvolveu. Colocar Minas na mesma rota que o Brasil se desenvolveu.
Viomundo – E o segundo ponto da cerca neoliberal?
Rogério Correia — O neoliberalismo em si. Essa cerca conta com privado. Aqui, tudo feito com parceria público-privada (PPP). Tanto que eles nunca quiseram trazer para cá as obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), do governo federal.
Viomundo – Por quê?
Rogério Correia — Porque aqui só serve se for PPP e privatização. Metrô, anel rodoviário, estradas. Aqui, ou é PPP ou não se faz. E, em Minas, as PPP fracassaram.
O pedágio cobrado na MG 50 [rodovia estadual] é o mais caro que existe em Minas e essa estrada sequer foi duplicada.  Ela mostra que o modelo de privatização de estradas foi um fiasco.
Aqui, privatizaram até presídio.  Os presídios privados custam mais caro ao Estado do que os presídios públicos.
Eles privatizaram o Mineirão. Melhor dizendo, doaram o Mineirão.
E, agora, no final do atual governo eles queriam vender a Cemig [Companhia Energética de Minas Gerais] e a Gasmig [Companhia de Gás de Minas Gerais].  É a PEC 68 que pretendia a privatização dessas empresas e que nós, do Minas Sem Censura,  não deixamos que fosse adiante.
Tem ainda a desorganização do Estado. É o que eles fizeram com as professoras. Eles baixaram a lei 100, que mentia, dizendo que iria efetivar todo mundo sem concurso público. Depois, caiu por terra.
O pessoal do Aécio desorganiza para poder privatizar depois. Esse é segundo ponto da cerca neoliberal em Minas.
Viomundo – E o terceiro?
Rogério Correia– As questões sociais. Em Minas, o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) cresceu menos que no Brasil. Somos o último estado do Sudeste e agora Goiás ultrapassou Minas.
Esse é resultado de 12 anos ininterruptos de Aécio e Anastasia e mais os quatro anos de Azeredo. Todos tucanos.
Viomundo – E o quarto ponto da cerca neoliberal?
Rogério Correia — O estado de exceção. O Aécio e seu grupo político têm controle absoluto na Assembleia Legislativa, no Tribunal de Contas, no Tribunal de Justiça, no Ministério Público. Falta democracia nesses órgãos. Isso sem falar no controle absoluto que eles têm sobre a mídia mineira. Censura, mesmo, com mãos de ferro.
Isso foi rompido com o Bloco Minas Sem Censura, os movimentos sociais e a própria campanha eleitoral deste ano.
Ao romper o cerco midiático e o aparato do Estado, que é completo, nós desmontamos para a sociedade o que é o governo neoliberal em Minas.
Essa cerca neoliberal em Minas esconde tudo.  Ela não deixa investigar nada.  Por exemplo, os dois aeroportos que o Aécio construiu em Minas com dinheiro público para a família dele.  A rádio Arco-Íris, do Aécio e da irmã dele, a Andrea.
Viomundo – Aécio e os tucanos em geral vivem acusando o governo Dilma de corrupção, como se fossem vestais, não tivessem telhado de vidro.
Rogério Correia – Isso é piada. Aécio e a tucanada mineira sabem disso.
A corrupção em Minas é enorme.  Os governos de Aécio e Anastasia foram tremendamente corruptos, só que não deixaram investigar. Aqui, nós temos ex-secretários que estão em processo judicial, inclusive com pedido de prisão.
Viomundo – Os mineiros sabem desses casos de corrupção?
Rogério Correia – Quase ninguém sabe, porque a Andrea Neves, irmã do Aécio, controla a mídia mineira com mãos de ferro. Quem tenta furar esse bloqueio, acaba preso, como o jornalista Marco Aurélio Carone, do Novo Jornal. Eles acabaram com o jornal do Carone e, ainda, o mantêm preso desde janeiro deste ano.
Viomundo – Que casos de corrupção o senhor apontaria?
Rogério Correia – Para começar, os dois aeroportos feitos por Aécio à custa de dinheiro público para beneficiar a família. Ele é tão generoso com os parentes que fez um aeroporto para a família do pai e outro para a família da mãe.
O de Cláudio, da família da mãe, é o mais conhecido. É aquele que fica fechado o tempo inteiro e o tio do Aécio guarda a chave para que outros não o utilizem.
Mas tem também o de Montezuma na área da fazenda do pai.
Tem a rádio Arco-Íris, localizada na Grande Belo Horizonte, que é do senador e da irmã Andrea. Ela injetou milhões lá.  Nós não sabemos quantos exatamente, porque nunca deixaram investigar. Nós pretendemos criar uma CPI na Assembleia Legislativa para descobrir essa corrupção.
Viomundo – Qual corrupção será alvo de investigação?
Rogério Correia  — Além dessas que acabei de citar, tem a reforma do Mineirão, a dívida de mais de  R$ 8 bilhões com a Educação e outros R$ 8 bilhões com a Saúde, descumprindo o mínimo constitucional… E por aí vai.
A corrupção tem de ser sempre enfrentada.  É o governo Dilma faz. A Dilma enfrenta, não põe pra baixo do tapete.  Já o Aécio não enfrenta a corrupção.
Viomundo – O Aécio teria medo de enfrentar essas denúncias?
Rogério Correia – Teria, não. O Aécio tem medo de enfrentar essas denúncias.
Viomundo — Por quê?
Rogério Correia – Porque as denúncias de corrupção o envolvem pessoalmente. A perda do controle sobre a Assembleia Legislativa de Minas Gerais e a perda do governo levaram os tucanos ao desespero.
O senador Aécio não deixa investigar nada, porque tem denúncias que o envolvem pessoalmente, além das denúncias contra seu governo. Se tudo for investigado, ele acaba preso.
Além dos dois aeroportos, da rádio Arco-Íris e do Mineirão, o senador não consegue responder à população sobre o mensalão tucano e o caso Lista de Furnas, do qual ele e o partido fizeram parte. Aécio recebeu R$ 110 mil de Marcos Valério e R$ 5,5 milhões da Lista de Furnas.
Enfim, o governo tucano em Minas endividou o Estado, não planejou o nosso desenvolvimento, não aplicou o mínimo para Educação e Saúde, impedindo um melhor IDH. Escondeu tudo através da censura e substituiu os três poderes de Montesquieu pelo lema dos 3 mosqueteiros: “Um por todos e todos por um”.

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

SILENCIO: SE FOSSE DO PT!

Assessor tucano é detido pela PF com R$ 100 mil em voo de Brasília a São Paulo

Mário Welber, assessor de Bruno Covas e suplente de vereador em São José do Rio Preto, não tinha como comprovar origem do dinheiro. Ele carregava ainda 17 cheques em branco assinados pelo candidato
por Redação RBA publicado 02/10/2014 17:05, última modificação 02/10/2014 19:08
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Reprodução: Facebook
psdb
Mário Welber posa para foto com Aécio Neves durante palestra do tucano sobre os rumos do Brasil
São Paulo – A Polícia Federal de São Paulo deteve na segunda-feira (29), no aeroporto de Congonhas, um assessor do candidato a deputado federal Bruno Covas (PSDB) que desembarcou de Brasília com R$ 100 mil em espécie e 17 cheques em branco em nome do tucano. Mário Welber, que se identifica em seu perfil no Facebook como assessor da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, chefiada por Covas, tinha como destino São José do Rio Preto, cidade onde é suplente de vereador. Covas é neto do ex-governador Mário Covas (PSDB), já foi presidente da juventude do PSDB e deputado federal eleito pela primeira vez em 2006.
Durante o período eleitoral, a Polícia Federal intensifica a fiscalização dos volumes sendo transportados nos aeroportos, já que, nesta época, assessores políticos movimentam grande quantidade de dinheiro em espécie. Foi o caso de Welber, pego no raio X. Como ele não pôde comprovar a origem do dinheiro, terá 15 dias para explicar à Superintendência da Polícia Federal em São Paulo de onde veio e para quem seria pago esse valor. Ao jornal Estado de S.Paulo, Welber afirmou que o dinheiro era seu e que seria utilizado para comprar um carro – negócio que, segundo ele, acabou não se realizando. Já os cheques serviriam para o pagamento de prestadores de serviço da campanha de Covas.
Welber nega ser assessor de campanha de Covas, embora haja numerosos registros de atividades do candidato nas quais Welber está presente. O suplente de vereador tucano declara muitas profissões: seria, concomitantemente, apresentador da rádio católica Canção Nova e assessor da Secretaria do Meio Ambiente, embora, em maio de 2013, tenha sido identificado como funcionário da Cetesb durante fala do deputado estadual Orlando Bolçone. Ele acumularia ainda a função de mestre de cerimônias da Câmara Municipal de São José do Rio Preto. No passado, Welber também teria tido múltiplos empregos públicos: embora tenha entrado na secretaria após a nomeação de Covas, em janeiro de 2011, só foi exonerado da função de "assessor especial" da Assembleia Legislativa de São Paulo em novembro daquele ano. Welber foi ainda jornalista da TV TEM, afiliada local da Rede Globo.
A Rede Brasil Atual entrou em contato com a Procuradoria-Geral Eleitoral, e foi informada de que, caso Welber não comprove a origem e a legalidade do dinheiro que carregava, pode mover processo de impugnação de sua candidatura. O assessor não foi preso, e responde ao inquérito da PF em liberdade.

Datafalha:
pode dar 1º turno

Bye, bye Arrocho, quer dizer, Ataulfo !
A diferença das capas do O Dia e no O Globo de hoje (03)

Saiu no site da Jovem Pan:

Considerando imprevisibilidade, diretor do Datafolha não descarta vitória de Dilma no primeiro turno


O diretor do Datafolha Mauro Paulino disse nesta sexta-feira (03) que não dá para prever quem vai ao segundo turno ou, mesmo, se vai ter um segundo turno. Ele ressaltou ainda que Marina Silva (PSB), apesar de ter caído nas pesquisas, apresenta “ligeira” vantagem sobre Aécio Neves (PSDB), que subiu nas intenções de voto.


“É uma campanha que começou imprevisível já no início do ano e termina de forma completamente imprevisível. Tanto pode terminar no primeiro turno com a vitória de Dilma, que é uma hipótese ainda não descartada, quanto não é possível dizer quem vai para o segundo turno, se é Marina ou Aécio”, explicou.


A três dias das eleições, Paulino explicou que a taxa de Dilma deve ficar muito próxima do que as pesquisas têm mostrado por conta de ela ter um eleitorado mais convicto. Marina e Aécio tem uma percentagem menor de eleitores mais fiéis, segundo ele.

Clique aqui e ouça a entrevista


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Debate na Globo