terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

NÃO VAI TER APAGÃO.

MME: abastecimento de energia elétrica ao País está assegurado


Data 10/02/14

Em nota à imprensa divulgada na tarde desta segunda-feira, 10 de fevereiro, o Ministério de Minas e Energia garante que, “apesar das adversidades climáticas que o país enfrenta, com a consequente redução da afluência hídrica dos reservatórios das usinas hidrelétricas”, o fornecimento de energia elétrica do país “está assegurado, em quantidade e qualidade necessárias ao adequado atendimento de todos os consumidores”.

A nota do MME foi expedida em função de notícias, análises e especulações divulgados pelos meios de comunicação no último fim de semana”.

A nota

É a seguinte a íntegra da nota divulgada pela Assessoria de Comunicação Social do MME:

“NOTA À IMPRENSA"
 
A propósito de notícias, análises e especulações sobre o setor elétrico brasileiro, divulgadas pelos meios de comunicação no último fim de semana, o Ministério de Minas e Energia esclarece:
1 – Apesar das adversidades climáticas que o país enfrenta, com a consequente redução da afluência hídrica aos reservatórios das usinas hidrelétricas, o fornecimento de energia elétrica do País está assegurado, em quantidade e qualidade necessárias ao adequado atendimento de todos os consumidores;
2 - o planejamento do setor elétrico brasileiro considera um cenário conservador em relação ao consumo de energia. Além disso, com vistas à segurança, contrata-se nos leilões de reserva uma capacidade de geração adicional para atender o crescimento do mercado. Esses critérios de planejamento fazem com que haja sempre um excedente de energia, o que garante o suprimento mesmo com eventuais atrasos de algumas obras de geração;
3 - a transmissão também é dimensionada considerando um cenário conservador de carga em cada subsistema (correspondente à carga máxima não coincidente entre os subsistemas), o que, assim como na geração, garante um nível de segurança mesmo em caso de eventuais atrasos de obras;
4 - atualmente, o setor elétrico tem cerca de 127.000 MW de capacidade instalada de geração, dos quais, mais de 45.000 MW instalados após 2003. No que diz respeito à transmissão, o país tem mais de 116.000 km de linhas em operação, sendo que cerca de 40.000 desse total foram instalados nos últimos onze anos;
5 – graças à forte expansão da capacidade de geração e transmissão, o sistema elétrico brasileiro tem equilíbrio estrutural entre oferta e demanda, o que representa segurança para o abastecimento do país.
Brasília, 10 de fevereiro de 2014

Assessoria de Comunicação Social
Ministério de Minas e Energia
(61) 2032-5620/5588
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O discurso do “pode mais” encobre a porta do passado

11 de fevereiro de 2014 | 11:14 Autor: Fernando Brito
passado
Vocês já repararam que a oposição, no Brasil, nunca diz que “é contra?”
Na campanha de 2010, recordem-se, Serra apelou para “O Brasil pode mais”.
Dizia que poderia fazer mais e melhor.
Quando a memória dos brasileiros  lembrava que haviam feito menos, e muito pior.
Agora, a conversa é de que “o modelo está esgotado” e que é preciso partir daqui para um novo, porque este está nos afundando.
O Brasil real, entretanto, vai atravessando- com dificuldades e escoriações, é verdade – o campo minado de uma crise que destroçou a economia mundial, criou centenas de milhões de desempregados e arruinaram as potências mundiais.
S este modelo está esgotado, qual é o que se abre para o país?
Cessar os gastos públicos com programas de transferência de renda?
Revogar a política de investimentos pesados em infra-estrutura, para a qual nunca há dinheiro privado?
Abrir mais ao capital internacional a exploração de riqueza do petróleo, renunciando a fazê-lo, essencialmente, sob o comando da Petrobras?
Retornar a uma diplomacia de submissão, regressando a um alinhamento automático com os EUA.
Acabar com as garantias de aumento real do salário mínimo?
Cortar os subsídios para a habitação popular do “Minha Casa, Minha Vida”?
Todo o discurso fica na “capacidade gerencial”, como se isso aqui fosse apenas um botequim que precisasse de um dono mais organizado.
Este é um país e um país precisa, mais do que de qualquer coisa, de um horizonte, um destino, um sentimento coletivo que o anime e faça caminhar para a frente.
E isso só existe quando este desejo é coletivo e quando se firma uma convicção de que, de fato, podemos e seremos mais.
E este sentimento, de verdade, só surge quando se dá valor e sentido de exemplo e conquista ao que pudemos e somos agora.
Ai, caro leitor e estimada leitora, como seriam as coisas se dissessem que tudo o que vocês conseguiram juntos, está esgotado e mofado, se surgissem algumas dificuldades?
Bem, se fossem os meninos, na sua inexperiência e volúpia, seria o caso de compreensão e diálogo, entendimento.
Mas não são.
Sabem que, abandonando este caminho, todas as portas nos levam ao passado.
Querem que o povo brasileiro dê a mão e siga quem se nutriu e engordou politicamente em uma causa e que, sob a capa do “purismo” renega seus companheiros e vai dar à mão aos piores personagens de nossa história recente, ao que venderam o nosso país, entregaram nossa riqueza e se opuseram e sabotaram todo o tempo o modelo que, agora, dizem que está esgotado?
Ainda não faz tanto tempo que se tenha esquecido o que o Brasil foi e olhos lúcidos para ver o que é hoje.
Temos erros, muitos, muitos mesmo.
O pior deles, pelo qual pagamos caro, hoje,  foi o de termos falado pouco ao povo brasileiro e acreditar que a crise do velho modelo era tão grande e evidente que não devíamos apontá-la.
A liberdade e a democracia, que não resolvem tudo sozinhas, têm, entretanto, algo maravilhoso.
É que o povo pode ver, ler e ouvir, quando chega a hora, tudo o que lhe escondem todo o tempo.
Mas se não tivermos a coragem de mostrar, as tintas reluzentes com que pintam o alçapão do passado podem nos atrair à escuridão.
Passou o tempo em que poderíamos nutrir a ilusão de agradar a todos.
Não é procurar os confrontos que podemos evitar:  é não fugir daqueles que devemos enfrentar.

ALGUMA DÚVIDA?


247 - O IBGE divulgou nesta terça-feira 11 que o emprego industrial fechou o ano de 2013 com queda de 1,1% (leia mais aqui). No mesmo dia, porém, ótimas notícias vieram do campo, onde a estimativa de safra feita pela Conab deve chegar a 193 milhões de toneladas (leia mais aqui). Em Lucas do Rio Verde, no Mato Grosso, a presidente Dilma Rousseff participou hoje da abertura oficial da colheita da prevista supersafra, onde celebrou o feito afirmando que o recorde é uma vitória do agronegócio brasileiro.
Leia abaixo reportagem publicada pelo Blog do Planalto:
Dilma: Safra recorde é uma vitória do agronegócio
A presidenta Dilma Rousseff afirmou nesta terça-feira (11), em Lucas do Rio Verde, no Mato Grosso, ao participar da abertura oficial da colheita da safra 2013/2014, que a produção recorde é uma vitória do agronegócio. Previsão do 5º Levantamento de Grãos da Safra 2013/2014, divulgado hoje pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) mostra que a produção de grãos no Brasil deverá chegar a 193,6 milhões de toneladas, com um aumento de 3,6% em relação à safra passada, que foi de 186,9 milhões de toneladas.
"Essa vitória é o que nós estamos celebrando hoje aqui também, vitória do agronegócio do Brasil e do Mato Grosso (...) Quero comemorar o que nós conseguimos fazer juntos. Quero comemorar com vocês a fartura da safra em Lucas do Rio Verde (MT) e no Brasil. Comemorar com vocês também a chamada verticalização, que produz e transforma, cria um grande polo agroindustrial para o agronegócio do nosso país. Sabemos que é um diferencial grande na agricultura brasileira, que faz com que nos orgulhemos. São os ganhos crescentes de produtividade, que não podemos abandonar", afirmou.
Aos produtores, a presidenta afirmou que o financiamento agrícola é crucial para o país e que por isso os investimentos crescem ano após ano. Ela lembrou que na safra 2002/2003 os agricultores tinham à disposição R$ 27 bilhões e que na safra 2013/2014 o Plano Agrícola e Pecuário alcançou a cifra de R$ 136 bilhões.
"Nós temos que considerar fundamental que o país tivesse política agrícola clara. Quando chegamos no governo, em 2003, lembro que a política agrícola tinha limitações fortes. Primeiro da disponibilidade de crédito, e a segunda no nível de juros. Sabe quanto era o total de recursos de crédito para agricultura na safra de 2002/2003? O que foi realizado, vou falar, foram R$ 27 bilhões. 27 hoje é quase todo o programa de armazenagem. Hoje, R$ 27 bilhões mostra que não era compatível com as necessidades da agricultura desse país. Nessa safra, nós nos comprometemos com R$ 136 bilhões. E dissemos o seguinte: se gastar mais, tem mais".

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Notícias

“Não admitimos que São Paulo fique em marcha lenta”, diz Padilha em lançamento de caravanas

Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula
  • Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou, neste sábado (8), do lançamento da Caravana Horizonte Paulista, na cidade de Ribeirão Preto. A caravana percorrerá todo o estado de São paulo, sob a coordenação do ex-ministro da Saúde, Alexandre Padilha, com o objetivo de conhecer as realidades e problemas locais e construir propostas para São Paulo.
Para ver fotos em alta resolução, visite o Picasa do Instituto Lula.
Padilha ressaltou a necessidade da construção de um novo projeto para o estado. Para ele, a situação atual não reflete a riqueza e o potencial paulistas. “Não admitimos que São Paulo fique em marcha lenta”. Para construir essa nova etapa, Padilha considera que ouvir as pessoas é essencial. Segundo ele, as caravanas terão exatamente este objetivo: “Queremos conversar com cada mãe e pai de família, cada empresário, com todos os paulistas”.
Lula ressaltou que “o PT nunca esteve tão preparado para governar o estado de São Paulo”. Ele relembrou as primeiras eleições que o PT disputou, a eleição de Palocci como prefeito de Ribeirão Preto e de outros prefeitos da região, e reafirmou o amadurecimento adquirido em toda essa trajetória. Para o ex-presidente, o partido aprendeu a “conviver democraticamente na diversidade”, mas precisa sempre olhar para frente: “Nós podemos fazer mais”.
Lula falou ainda da luta contra a corrupção que seu governo empreendeu. “Foi o nosso partido que não deixou sujeira embaixo do tapete”. Ele afirmou a importância de que pessoas que cometam irregularidades sejam punidas pelos seus atos. E ressaltou: “O papel de um ministro do supremo é falar dos autos do processo”.
Rui Falcão, presidente nacional do PT, ressaltou as “duas décadas que colocaram o estado em condição subalterna no cenário nacional” e que isso precisa ser superado.
Também estiveram presentes o presidente estadual do PT, Emídio de Souza, o ministro da Saúde, Arthur Chioro, a ministra da Cultura, Marta Supicy e o senador Eduardo Suplicy, entre outras autoridades e militantes da região de Ribeirão Preto e de todo o estado de São Paulo.
fonte: instituto lula

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

LULA:Na política nunca podemos dizer que nunca. Não é a minha vontade, acredito que já dei minha contribuição para este país.


Leia entrevista de Lula ao jornal “A Cidade”, de Ribeirão Preto

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva concedeu entrevista ao jornal “A Cidade”, de Ribeirão Preto, ás vésperas de sua viagem à cidade do interior paulista. Neste sábado (8), Ribeirão Preto recebe o ato que inaugura as Caravanas do PT Paulista, que irão percorrer todo estado. O ex-presidente Lula participa do pontapé inicial ao lado do ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha no Espaço Santo Antônio, às 10h.
Leia abaixo a entrevista completa de Lula ao jornal ribeirãopretano.

Para Lula, mensalão não terá peso para povo decidir voto

Ex-presidente que estará em Ribeirão Preto afirma que eleitores vão separar o processo eleitoral com o caso envolvendo o Supremo

07/02/2014 – 08:41
Jornal A Cidade - Wesley Alcantara
Ricardo Stuckert
Ex-presidente Lula Lula defende escolha de Padilha para concorrer a cadeira de governador do Estado. (Foto: Ricardo Stuckert / Divulgação)
A aposta do PT para o Palácio dos Bandeirantes, o ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha, ganhou projeção com o “Mais Médicos”. Só este programa, ainda considerado polêmico, é suficiente para conquistar o eleitorado de São Paulo e quebrar a hegemonia de 20 anos do PSDB?
O Padilha não está sendo lançado candidato a governador apenas por causa do programa Mais Médicos, o Padilha está sendo lançado candidato a governador porque nós achamos que ele é um quadro altamente qualificado para governar o estado mais importante da federação. Ele é um político inteligente, um administrador competente e fez um bom trabalho no Ministério da Saúde. E é importante que todo mundo saiba que a saúde brasileira padece de uma deficiência causada pelo PSDB quando destruiu a CPMF que tirou ainda no meu governo praticamente R$ 50 bilhões por ano da saúde. E o Padilha não vai cuidar apenas da saúde em São Paulo, o Padilha vai cuidar do estado de São Paulo. Ele tem todas as possibilidades de ser o futuro governador do estado de São Paulo. Ele tem um conjunto de qualidades que permitiu que o PT o indicasse para ser candidato e esse conjunto de qualidades, o povo paulista vai ver durante toda campanha e permitir que o povo veja se vai ter confiança nele para dirigir o destino de São Paulo.
O senhor “bancou” Dilma e Haddad, dois técnicos que nunca tinham sido testados em urnas. Os dois tiveram sucesso graças ao seu apoio. Agora, o PT repete a receita com Padilha. O senhor vai ter fôlego para cuidar dele e de Dilma na mesma campanha? A baixa aprovação de Haddad e os ícones do PT condenados no processo do mensalão vão dificultar ainda mais este trabalho?
Eu estou tranquilo para afirmar ao povo de São Paulo que o companheiro Haddad será um grande prefeito. Não adianta julgá-lo apenas por um ano de crise, nós temos que julgá-lo pelos quatro anos de mandato. E o Haddad vai fazer muita coisa, como a Dilma tem feito pelo Brasil. Acho que se engana quem subestima o povo: ele sabe separar as coisas, o processo no Supremo e a disputa eleitoral.
O deputado estadual Edinho Silva, muito ligado ao senhor dentro do PT, vai fazer parte da coordenação da campanha de Dilma Rousseff. Ele já disse que prefere a articulação política, mas especula-se que fique com o posto de tesoureiro. Qual vai ser o papel dele na campanha? Aliás, com a morte de Celso Daniel, o senhor apadrinhou Palocci e o levou para o cenário nacional. Edinho seria o novo Palocci?
Eu penso que cada um tem a sua maneira de ser e de trabalhar. O papel que ele irá ter na campanha será o que a presidenta Dilma definir. O Edinho é um grande companheiro, e qualquer tarefa que ele assumir vai se dedicar e cumprir com muita competência, como fez como prefeito de Araraquara, no seu mandato de deputado e na presidência do PT de São Paulo.
Depois de Palocci, Ribeirão Preto não teve outra liderança petista forte. Existe alguma estratégia do partido para mudar este quadro?
O PT de Ribeirão Preto tem quadros políticos importantes, agora querer que nasça um Palocci a cada ano é impossível. Porque pessoas da competência política do Palocci não surgem a cada dia, a cada ano. Demora muito tempo para nascer. O que é importante é a gente saber que a região tem bons quadros, bons dirigentes do PT. E a estratégia do partido é continuar filiando pessoas e formando essas pessoas que os quadros vão aparecer.
A região de Ribeirão Preto é uma das principais produtoras do setor sucroalcooleiro do Estado. Em crise, usinas entraram com pedidos de recuperação judicial, reclamam da pequena margem de lucro e do alto custo de produção. Vale lembrar a política de preços artificial da Petrobrás, que manteve gasolina e etanol abaixo do custo de produção. Como seria possível corrigir adequadamente tal distorção?
A crise momentânea pela qual passa o setor sucroalcooleiro não diminui a importância que esse setor teve, tem e terá para a economia brasileira. O setor contribui de forma decisiva com a geração de energia limpa, garante que a gente tenha uma frota de carros flex-fuel, e vai crescer na medida em que os países implantarem o protocolo de Kioto, adotando medidas para reduzir a poluição. Torço para que essa crise momentânea termine logo, e o setor volte a crescer para produzir mais etanol, açúcar, emprego e renda e para que mais usinas sejam construídas no Brasil.
Como o senhor vê essas recentes manifestações pelo país, inclusive cLeiontrárias à Copa?
O Brasil é um país democrático e as pessoas têm o direito de se manifestar. A democracia não é um pacto de silêncio, é a sociedade em movimento lutando por novas conquistas. Em qualquer lugar do mundo as pessoas se manifestam quando tem Copa ou Olímpiadas e isso não vai impedir o Brasil de fazer a melhor Copa do Mundo.
O senhor vai voltar a disputar eleição?
Na política nunca podemos dizer que nunca. Não é a minha vontade, acredito que já dei minha contribuição para este país. Em 2018 não sei como estarão as circunstâncias políticas e que novos nomes irão surgir até lá. Eu espero que tenha muita gente competente para disputar as próximas eleições e que eu não precise participar.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Trem que deu origem a tumulto é de frota reformada do Metrô, diz presidente do Sindicato dos Metroviários

publicado em 5 de fevereiro de 2014 às 10:24


Acima, reprodução de denúncias do site do Sindicato dos Metroviários de São Paulo feitas ANTES do tumulto de ontem; abaixo, do Estadão.
Após confusão, circulação de trens da Linha 3 do Metrô é interrompida
Problema em trem paralisou o serviço em 10 estações às 18h19 desta terça-feira, 4; passageiros abriram portas de 7 composições. Seguranças da companhia chegaram a agredir usuários na Sé e secretário estadual falou em ação de ‘grupos organizados’
04 de fevereiro de 2014 | 19h 54
Bárbara Ferreira Santos, Bruno Ribeiro, Laura Maia de Castro, Mônica Reolom, Rebecca Silva e Victor Vieira – O Estado de S. Paulo
SÃO PAULO – Uma falha nas portas de um dos trens da Linha 3-Vermelha do Metrô paralisou o ramal em dez das 18 estações, das 18h19 até 23h22. Por causa do calor e da superlotação, usuários que esperavam mais de 20 minutos para seguir viagem acionaram os botões de emergência para abertura de portas de sete composições diferentes. Houve tumulto e pânico entre os passageiros. Os trens circularam apenas entre as Estações Corinthians-Itaquera e Tatuapé.
Na confusão, seguranças do Metrô agrediram passageiros na Estação Sé. Houve tumulto e depredação na plataforma. Reforço policial foi solicitado pela direção da empresa. Milhares de usuários tiveram de caminhar pelos corredores estreitos ao lado dos trilhos. Ao redor das Estações Marechal Deodoro, Santa Cecília, República e Anhangabaú era possível ver passageiros chorando e passando mal. Na Sé, passageiros foram socorridos pelos bombeiros. “Foi muita gente espremida na multidão”, disse um segurança do Metrô.
O auxiliar administrativo Mauro André de Souza Pereira, de 29 anos, tentava voltar para casa do trabalho, quando enfrentou a pane. “Na Marechal Deodoro, o trem ficou parado por uns 40 minutos. Quando saiu, antes de chegar à Estação Santa Cecília, parou de novo. Tudo fechado. Comecei a transpirar, a ter problema de pressão, foi horrível”, contou.
Pereira disse que chegou às 18h à Estação Barra Funda e esperou por 35 minutos para embarcar. Segundo ele, o trem em que estava parou duas vezes até chegar a Santa Cecília. Sem ar-condicionado e com a circulação paralisada, os passageiros quebraram o lacre de emergência e saíram do trem.
Na Estação Anhangabaú, Nataly Castro também relatou a confusão entre os usuários. “Estava tão cheio que já tinham vetado o acesso dos passageiros na linha porque não tinha lugar na plataforma. Não tinha mesmo. Já na Sé, eles diziam que havia um problema na República. Os seguranças tiveram de sair da estação, porque as pessoas estavam agressivas, ficaram nervosas”, afirmou.
A Estação Sé teve a situação mais tensa. Segundo passageiros, seguranças da empresa tentaram restabelecer a operação ao fazer os usuários voltarem para um dos trens parados ali, que vinha do Anhangabaú. Foi quando os passageiros que passavam mal se recusaram e houve briga.
A estação teve placas indicativas e vidros quebrados. Passageiros chutaram as latarias e as janelas do trem. Em meio à briga, mulheres tentavam subir as escadas superlotadas. O acesso às plataformas da Linha 1-Azul teve de ser fechado.
À noite, ao Jornal da Globo, o secretário dos Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, acusou a ação de “grupos organizados”. “Havia pessoas gritando palavras de ordem em meio ao tumulto”, disse. Segundo ele, tudo vai ser apurado.
Frota K. O presidente do Sindicato dos Metroviários, Altino de Melo Prazeres, disse que o trem que provocou a pane é o veículo K-07. A composição faz parte de um lote de trens reformados a partir de 2008 pelo Metrô cujos contratos foram cancelados na segunda-feira, 3, pelo Ministério Público Estadual, que considerou a reforma “danosa” ao Estado, uma vez que os trens vêm apresentando problemas.
O Metrô foi questionado sobre o trem K-07 e não respondeu até 23h30. Em nota, a empresa disse que o problema no primeiro carro foi na Sé e se resolveu em 8 minutos, mas “alguns usuários permaneceram nas passarelas de emergência”.
Linha 4. O caos na Linha 3 foi a segunda falha ontem no sistema. À tarde, uma pane elétrica havia afetado o serviço da Linha 4-Amarela (Luz-Butantã), provocando o fechamento das Estações Luz e República. A ViaQuatro afirmou que houve uma falha elétrica externa.
fonte: viomundo