sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Petrobrás valia U$ 15,4 bilhões em 2003. Hoje vale R$ 214 bilhões. O que a imprensa noticia?

Apesar da perda de valor, empresa cresceu 300% de 2003 até 2013. Manchetes não mostraram crescimento.

A Petrobrás teve em 2013 um dos melhores anos de sua história. A produção aumentou consideravelmente (em média 3% ao mês) e Libra foi concessionada por quase 1 trilhão de reais.

No entanto a imprensa mostra o oposto. As manchetes, há anos, são:

"Petrobrás perde valor de mercado"

"Petrobrás é a empresa com maior perda de valor de mercado no Brasil"

No Facebook, páginas financiadas pela oposição compartilham mais desinformação: dizem que a culpa é do PT e que a Petrobrás está falida. Pura mentira.

Neste link, de um dos blogs oficiais da Petrobrás, você encontra o valor de mercado da empresa em 2002: U$ 15,4 bilhões.

Você pode confirmar a informação nesta matéria da Folha de SP.


No final do 2002, a Petrobras tinha um valor de mercado de US$ 15,4 bilhões


No dia 30 de dezembro a Globo noticiou por meio de seu portal, o G1: Petrobras é a empresa com maior queda de valor de mercado em 2013.

Note para a informação: O valor de mercado atual da companhia é R$ 214,69 bilhões.

Em nenhum momento a Globo faz uma comparação entre os 15 bilhões de antes e os 214 de agora. A mesma notícia foi dada na Exame, Veja, Época, Folha e Estado.

O fato é que a companhia ganhou bilhões em investimento no governo Lula e em 2007 anunciou o Pré-sal. Seu valor de mercado, que já era quatro vezes maior do que em 2002, disparou.



Em 2008 a empresa perdeu esse valor extra, recuperou parte em 2009 mas voltou a perder valor de mercado com a crise mundial.

No entanto, a produção de petróleo aumentou e o lucro líquido da companhia cresceu 29% de janeiro a setembro de 2013 com relação ao mesmo período de 2012.

A imprensa golpista não se cansa de mentir. Mas a gente está aqui para desmascarar.
10482 visitas - Fonte: Plantão Brasil

Como a Globo manipula gente simples para defender sua visão predadora de impostos



Postado em 03 Jan 2014
O JN falando da carga fiscal é de um cinismo impressionante.

A quem a Globos e amigos do Millenium enganam?
Uma reportagem do Jornal Nacional que está no canal do Millenium no YouTube é um clássico, desde já, do cinismo jornalístico.
O tema é impostos.
Brasileiros simples são usados pela Globo para provar uma mentira: que os impostos no Brasil são elevados.
Comparativamente, observada a carga tributária de outros países, não são. Estamos – lamentavelmente – mais para o México, nisto, do que para a Escandinávia.
Na Escandinávia, a carga tributária é de cerca de 50% do PIB. No Brasil, gira em torno de 35%. No México, o número é pouco acima de 20%. Queremos ser o que, Escandinávia ou México?
A verdadeira tragédia fiscal, no Brasil, é que grandes empresas como a Globo simplesmente levaram ao estado da arte a sonegação.
Ao mesmo tempo em que repórteres da emissora armavam a reportagem acima, corria na Receita um caso sonegação e trapaça da Globo que, em outros países, geraria vergonha pública e prisão.
É hoje amplamente conhecida, graças ao blog Cafezinho, que a Receita flagrou a Globo numa operação desonesta na compra dos direitos da Copa de 2002.
A Globo, contabilmente, afirmou que estava fazendo um investimento no exterior (aliás, num paraíso fiscal).
Apanhada em flagrante delito, foi multada pela Receita. A dívida total, em dinheiro de 2006, era de 615 milhões de reais, segundo documentos da Receita vazados para o blog.
A Globo, depois de tergiversar, admitiu o caso. Mas afirmou ter quitado a dívida. Jamais mostrou o darf, o recibo, e um novo vazamento da Receita afirmou que na verdade a dívida não fora paga.
Se não bastasse tudo isso, uma funcionária da Receita tentou fazer desaparecer a papelada do processo. Se fosse bem sucedida, isso significaria que a Globo, como que por mágica, estaria livre de uma dívida de 615 milhões de reais.
Numa pancada formidável no interesse público, a mídia não se animou a cobrir um escândalo de tal magnitude. A Folha ensaiou, com atraso, mas o rabo preso a deteve rapidamente.
Na reportagem que figura no canal do Millenium no YouTube, somos obrigados a ouvir que o dinheiro do imposto constrói escolas, hospitais etc.
É verdade. Mas para a Globo é bom que se construa tudo aquilo e muito mais – desde que não seja com seu dinheiro.
Apenas para lembrança, nem sobre o papel utilizado para fazer o Globo e as revistas da casa a emissora paga imposto.
É o chamado “papel imune”, do qual se beneficiam as empresas de mídia que tanto falam em impostos elevados.
Elas também gozam de uma abjeta reserva de mercado, o que as poupa da competição estrangeira. Um dos pilares do Millenium é a “economia de mercado”, mas para os outros. Competir com empresas internacionais não é para os valentes capitalistas aninhados no Millenium.
O Brasil vai ser melhor quando um comportamento como o da Globo simplesmente não for tolerado, como acontece na Escandinávia.
Uma predação fiscal de tal magnitude, entre os escandinavos, mata qualquer empresa.
Mas entre nós não. Ou, pelo menos, ainda não.
A Globo ainda se sente no direito de fazer extensas reportagens em que pessoas humildes são manipuladas.
A quem apelar?
Paulo Nogueira
Sobre o Autor
O jornalista Paulo Nogueira é fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo.

Lassance: Hora de mandar para o espaço o presidente da Câmara

publicado em 29 de dezembro de 2013 às 16:03

Lassance: Henrique Alves, o pior presidente da Câmara desde Severino
Hora de mandar presidente da Câmara para o espaço
por Antonio Lassance, em Carta Maior
Desde que o primeiro astronauta brasileiro se aposentou, já passou da hora de arranjarmos um substituto. Minha sugestão é o atual presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves. Ele já parece bastante treinado para a tarefa, na medida em que a noção de gravidade já não faz mais efeito sobre as coisas que faz e fala.
Na semana em que o Brasil se despedia de 2013, Alves fez um pronunciamento em rede nacional de rádio e TV para falar do que a Câmara fez e do que pretende fazer em 2014.
Em seu pacote de Natal, Alves colocou como prioridade a sua reforma política.
Quem diria? Em ano eleitoral, com esforço concentrado e recesso prolongado para que os parlamentares façam campanha, Alves fez uma aposta ousadíssima. A reforma anunciada tem como pontos prioritários:
- O financiamento das campanhas;
- A reeleição do Executivo;
- O fim do voto obrigatório.
No pronunciamento, essas questões vieram empacotadas sob o slogan “o poder dos brasileiros”, possivelmente para aproveitar o período natalino, quando as pessoas ficam um pouco mais propensas a acreditar em Papai Noel.
O financiamento de campanha de Alves é a defesa intransigente e apaixonada de que os políticos continuem autorizados a receber grandes somas de dinheiro vindas de empresas.
Tanto Henrique Eduardo Alves quanto Renan Calheiros, outro que gosta de voar e também poderia ser posto na fila de nosso programa espacial, indignaram-se com o fato de o Supremo Tribunal Federal (STF) estar prestes a proibir o financiamento de empresas a campanhas políticas. Dos 11 ministros do Supremo,  quatro já encaminharam a favor da proibição. A decisão final do STF pode ter um grande impacto na sorte (ou azar) de muitos candidatos. Tomara.
O tópico que pretende proibir a reeleição para cargos do Poder Executivo (presidente da República, governadores e prefeitos), deixa a pergunta no ar: e por que não para o Legislativo? A reeleição no Executivo é limitada a uma única vez consecutiva. Nem isso o Legislativo cogita para si próprio?
Será que esse bloqueio mental do presidente da Câmara para uma proposta dessa natureza tem algo a ver com o fato de ser ele deputado federal há quatro décadas (desde 1971), ininterruptamente? Se houvesse limitação aos mandatos parlamentares, o grau de renovação congressual seria maior. Contribuiria em parte com o desejo de muitos brasileiros de mandar uma parte da política tradicional para outros planetas – nem que fosse por um intervalo de quatro anos.
A defesa do voto facultativo virou o atalho pelo qual os políticos mais tradicionais querem transformar a revolta popular em apatia, trocando manifestação nas ruas por abstenção eleitoral.
Enfim, o fato é que vem aí um pacotão de reforma política, a ser levado a plenário entre março e abril de 2014. Prepare o seu coração. O pacotão preparado sob a batuta da pior presidência da Câmara desde Severino Cavalcante coloca a política na contramão do bom senso e tende a torná-la menos participativa e ainda mais dependente do poder do dinheiro do que já é.
A única defesa contra o rolo compressor que vem por aí depende de se levar a disputa na Câmara às últimas consequências. Significa manter a Casa, sob a presidência de Alves, como tem sido nos últimos meses, tal e qual uma mula empacada.
Dilma usou, para isso, o poder que a presidência da República tem de pedir urgência na tramitação parlamentar de projetos do Executivo. É o caso do projeto do marco civil da internet. Sem acordo, o projeto empaca as votações do Congresso. É ruim, pois questões importantes, a começar da própria regulamentação da internet no Brasil, ficam sem decisão.
Mas é melhor do que projetos que piorem o que já não está bom. Até as eleições, a presidência vai ter que se virar mais com decretos do que com medidas provisórias e projetos de lei. A não ser para sinalizar sua agenda, mas deixando tudo para votar, com segurança, em 2015, com uma nova correlação de forças. Essa agenda também funcionaria como parte do próprio programa eleitoral de Dilma.
Sobre reforma política, uma grande responsabilidade recai sobre o PT, que é o maior partido da Câmara. O PT precisaria fazer maioria para derrotar a pauta-bomba de Alves ou, pelo menos, mobilizar outros partidos e rachar o PMDB para obstruir votações. Teria que começar enquadrando seus parlamentares, como Cândido Vaccarezza (PT-SP), que preside de bom grado a comissão que é a menina dos olhos do presidente da Câmara. De bem com Alves e às turras com o PT, Vaccarezza é justamente o encarregado de embrulhar o pacotão do presidente da Câmara .
Ou seja, o ano começa de cabeça para baixo. O PT, que tem no PMDB seu principal aliado e passou 2013 reclamando do STF, terá que derrotar o PMDB na Câmara, sem dó nem piedade, e defender o STF, com unhas e dentes, por fazer aquilo que o Legislativo se mostrou incapaz: colocar fim ao enrosco de gafieira em que se meteram os partidos e seus políticos, em seus ternos engomados, com as empreiteiras, os bancos e as grandes empresas concessionárias de serviço público, que usam minissaias convidativas, espartilhos cheios de dinheiro e desfilam  de salto alto pelos corredores e lobbies do poder.

Governo cria tropa de choque de 10 mil homens para protestos na Copa

Força Nacional forma policiais para enviar às 12 cidades-sede em 2014.
SP também terá apoio, diz secretário; 'não foi cogitada', diz pasta paulista.

Tahiane Stochero Do G1, em São Paulo
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Pela qualidade desta tropa, ela deverá atuar em todas as sedes da Copa de 2014. Em algumas, como força de contingência (...) em outros, com função definida. Cada estado definirá isso"
Delegado da PF Andrei Passos
Secretário de Segurança para Grandes Eventos
O governo federal formou uma tropa de choque de 10 mil homens que irá apoiar as polícias militares nas 12 cidades-sede dos jogos da Copa do Mundo de 2014 para conter protestos violentos durante o evento.

São os PMs que integram a Força Nacional de Segurança Pública, treinados desde 2011, segundo o diretor da unidade, coronel Alexandre Augusto Aragon. Eles tiveram o aperfeiçoamento intensificado neste ano após as manifestações de junho, durante a Copa das Confederações.
Criada em maio de 2007 por uma lei sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a Força é composta por PMs, policiais civis, bombeiros e peritos de todos os estados, que são voluntários e passam por um treinamento diferenciado antes de serem enviados para missões excepcionais e de caráter temporário.
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Policial dispara contra manifestantes no Rio de Janeiro (Foto: Silvia Izquierdo/AP)Policial dispara contra manifestantes no Rio de Janeiro (Foto: Silvia Izquierdo/AP)
“A Força Nacional não é uma força comum. Somos convocados só para momentos de crise, só para missões específicas. Cheguei a ter 42 frentes de operações abertas ao mesmo tempo no país. Para a Copa do Mundo, formamos 10 mil homens em doutrinas de ações de choque, e estamos com condições de atuar em todas as 12 cidades-sede ao mesmo tempo”, afirma o coronel Aragon.

O número de policiais treinados pela Força Nacional para controle de protestos é representativo quando se compara o efetivo das tropas de Choque dos estados: a maioria possui apenas um batalhão, contando com entre 100 e 200 homens com esta qualificação.
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Até mesmo São Paulo, que possui a maior Tropa de Choque do país (3 mil homens) e que, mesmo durante ataques de facções criminosas, nunca pediu apoio federal na segurança pública, deve contar com homens da Força Nacional, diz o secretário nacional de segurança para grandes eventos, delegado da Polícia Federal Andrei Augusto Passos Rodrigues.

Segundo ele, os estados deverão concluir até o fim de janeiro o planejamento do que que vão precisar de apoio federal.

A previsão é que, com a experiência da Copa das Confederações, quando houve atuação em 5 estados, a Força Nacional envie soldados para todos aqueles que receberão jogos da Copa.
“Pela qualidade desta tropa, ela deverá atuar em todas as sedes. Em algumas, como força de contingência (ficando em espera nos quartéis, sendo acionada só quando precise). Em outras, terá função definida de antemão, como apoio ao policiamento ostensivo, bloqueio de estádios, controle de ruas onde haverá protestos. Cada estado definirá isso”, afirma Rodrigues.

"Temos uma interação absolutamente boa com o secretário de Segurança de São Paulo, Fernando Grella, que já esteve aqui no Ministério da Justiça várias vezes e sabe que esta é um força que está à disposição”, acrescenta o secretário.

A Secretaria de Segurança de São Paulo informou que o plano de segurança para a Copa ainda não está pronto, mas que a hipótese de pedido de apoio da Força Nacional "sequer foi cogitada".
Manifestantes se ferem após início do confronto contra tropa da Força Nacional (Foto: Wilton Junior/Estadão Conteúdo)Manifestantes se ferem em confronto com a Força
Nacional no leilão de Libra, em outubro
(Foto: Wilton Junior/Estadão Conteúdo)
Preparação
A decisão de aplicar um curso de controle de distúrbios civis (como são chamados, na linguagem policial, manifestações e protestos) em 10 mil homens ocorreu após uma análise das últimas edições do evento.

“Desde a Copa do Mundo de 1930, os países-sede enfrentam histórico de manifestações. Houve também na África do Sul (2010), na Alemanha (2006) e na Coreia do Sul e no Japão (2002). Já estávamos preocupados com isso antes mesmo dos eventos deste ano, pois não é nossa responsabilidade esperamos pra ver”, diz o coronel Aragon. “A violência dos protestos recentes é que assustou. Tivemos muitos policiais feridos no Rio. Isso gerou aprimoramentos”, afirma ele.

“A doutrina de força de Choque determina que não se chegue muito perto dos manifestantes. Não é uma ciência exata. No leilão de Libra (em outubro no Rio), houve confronto e fomos atacados, mas tentamos manter uma distância mínima de 30 metros deles. O objetivo era manter o isolamento e impedindo o acesso ao local de onde ocorria o evento”, explica o diretor da Força.
Banhistas tomam sol na praia da Barra da Tijuca, com militares da Força Nacional ao fundo (Foto: Sergio Moraes/Reuters)Durante leilão de Libra, homens da Força Nacional
bloquearam praias no Rio
(Foto: Sergio Moraes/Reuters)
Quando a Força Nacional é enviada em apoio a um estado, ela fica subordinada aos órgãos de segurança pública locais e recebem missões específicas.

Por exemplo, na final da Copa das Confederações, em que o Brasil bateu por 3 a 0 a Espanha no Maracanã, em 30 de junho, os PMs da Força integravam uma linha de contenção do estádio. Já durante os protestos, foram destinados, pela PM do Rio, para fazer o bloqueio ou conter atos de vandalismo em alguma rua.
Formada por cerca de 12 mil homens, entre policiais militares, policiais civis, peritos e bombeiros, a força atua sempre com caráter temporário e sob portaria publicada no Diário Oficial pelo Ministério da Justiça. Enquanto cedidos pelos estados para uma missão, os policiais continuam como contratados pelo estado e recebendo o salário do estado. Há apenas um adicional: a diária de viagem para a missão, que é paga pelo governo federal, e varia entre R$ 200 e R$ 600 por dia, dependendo do local.  Durante a Copa das Confederações e a visita do Papa, o Ministério da Justiça autorizou o pagamento de diária dobrada para integrantes da PF, Polícia Rodoviária Federal e da Força.
Policiais atiram contra grupo de manifestantes (Foto: Yasuyoshi Chiba/AFP)Policiais da Força Nacional atiram contra grupo em
protesto no Rio (Foto: Yasuyoshi Chiba/AFP)
Robô espião
Para os protestos de 2014, a Força adquiriu um minirrobô espião, que vai monitorar militantes do black bloc: pequeno e de borracha, ele se infiltrará durante os atos de violência para realizar filmagens e auxiliar na investigação dos envolvidos.

“Não posso dar detalhes de como funciona, para que não seja envolvidos. Mas suas imagens vão nos ajudar a entender o que está acontecendo”, diz o coronel Aragon.

A corporação possui uma escola, em Brasília, que padroniza as ações dos policiais de vários estados, seguindo os preceitos da ONU, que, conforme o comandante, autoriza o uso de munição menos letal nos protestos, como spray de pimenta, lacrimogêneo e bala de borracha. Também foi montado, na capital federal, um centro de monitoramento que permite acompanhar em tempo real todas as operações da força pelo país, que vão desde apoio a cidades em caso de greves policiais, socorro em calamidades, enchentes e tragédias, até policiamento de áreas indígenas  e proteção de juízes e autoridades.

“Cheguei a ter 42 operações ocorrendo ao mesmo tempo nos 23 estados e no Distrito Federal. Preciso saber o que está acontecendo em cada uma delas”, afirma o diretor da Força.
fonte:  G1- PIG

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Como se prepara o “espontâneo”: a “nova política” e o golpismo

2 de janeiro de 2014 | 08:44 Autor: Fernando Brito
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Está cada vez mais evidente, até para a generosa miopia da grande mídia, que a oposição aposta, desesperadamente, numa onda de manifestações na Copa que lhe dê chances eleitorais em outubro. Um artigo do secretário de Redação da Folha, Rogério Gentile, hoje, descreve sem meias-palavras, a expectativa da dupla Eduardo Campos – Marina Silva por protestos à porta dos estádios, de preferencia descambando para confrontos.
É o “presente de Papai Noel” que pediram Miriam Leitão e Carlos Alberto Sardemberg, já que não conseguem convencer, mesmo com toda a mídia a seu dispor, que o Brasil ruma ao desastre.
Alguém ainda duvida de como  serão cuidadosamente preparadas as manifestações espontâneas?

À espera da Copa

Rogério Gentile
Com a recuperação gradativa de Dilma Rousseff nas pesquisas, a Copa do Mundo passou a ser tratada por Marina Silva e Eduardo Campos (PSB) como a principal oportunidade, talvez a única, de reverter o favoritismo da petista na eleição presidencial de outubro. A despeito da economia manca, dos mensaleiros presos, das suspeitas contra tucanos em São Paulo, Marina e Campos não conseguiram avançar no discurso da “nova política”, da “terceira via”, lançado por ocasião da aliança feita em outubro, embaralhando-se com o oposicionismo puro e amarelado do PSDB. Qual é a diferença entre o governador pernambucano e o senador mineiro? Sem saber muito bem como seguir em frente, aguardam uma segunda onda de indignação. “Desejo [a essa multidão que foi às ruas] mais força e criatividade para renovar a democracia no Brasil em 2014″, escreveu a ex-ministra, na Folha, na sexta-feira passada, citando o “país do futebol”. Copa e eleição não costumam se misturar, mas o fato de a competição ocorrer aqui pode modificar as coisas. Um eventual fracasso na organização, problemas nos aeroportos ou na segurança têm potencial para despertar um sentimento de vergonha nacional. Mas torcer por isso é mais estúpido do que desejar o insucesso de Neymar e cia. A repetição dos protestos de junho também é uma possibilidade, afinal sempre há motivo para se revoltar no Brasil, e muitos estarão interessados em aproveitar a janela de exposição da Copa. Mas é necessário lembrar que os atos de 2013 só ganharam dimensão, levando multidões às ruas, quando a polícia de Alckmin usou de violência irracional contra manifestantes e jornalistas, indignando o país. Até então o aumento da tarifa mobilizara uma meia dúzia. Haverá um novo estopim em junho? Pode até acontecer, mas apostar nisso agora, como fazem Marina e Campos, submetendo-se a essa expectativa, é mais arriscado do que tentar adivinhar o vencedor da Copa.
fonte: tijolaço
247 - A economia brasileira atingiu, em 2013, a maior taxa de investimentos em 25 anos. Isso pode ser determinante para um ritmo maior de crescimento nos próximos anos, a depender também do ritmo de expansão da economia mundial. A análise é do economista Bráulio Borges, da LCA. Confira, abaixo, sua artigo publicado por ele na Folha de S. Paulo:
Recuperação da economia global pode ser chave em 2014
BRÁULIO BORGES
No começo de 2013, boa parte dos analistas esperava que a economia brasileira fechasse o ano corrente com expansão na faixa de 3% a 3,5%, segundo levantamento feito pelo Latin Focus Consensus Forecasts. Hoje, com o ano encerrado, parece ser bastante provável que a expansão de nosso PIB tenha sido de 2,4% ou um pouco menos.
Foi o terceiro ano consecutivo em que o desempenho da economia brasileira frustrou as expectativas. Embora isso já esteja no retrovisor, é importante buscar as razões por detrás dessa frustração, a fim de reduzir os erros de projeção e dar subsídios para orientar e moldar as ações de política econômica.
Sob a ótica da demanda, boa parte das expectativas indicava que os investimentos (isto é, a Formação Bruta de Capital Fixo, ou FBCF) cresceriam em torno de 5%, desempenho apenas suficiente para desfazer a retração de quase 4% verificada em 2012.
Mas, a despeito de todas as turbulências externas e internas ao longo do ano, a FBCF deverá fechar o ano com alta próxima a 6,5% --ou quase 8,5% quando se contabilizam como investimentos, e não como exportações (como é feito pelo IBGE), US$ 6,6 bilhões correspondentes a seis plataformas da Petrobras que foram exportadas apenas contabilmente neste ano.
Essa alta dos investimentos foi disseminada, não se concentrando só em caminhões, ônibus e máquinas agrícolas. Nesse quadro, a taxa de investimento brasileira --isto é, a razão entre a FBCF e o PIB-- deve ter atingido em 2013 o nível mais elevado em quase 25 anos (veja gráfico).
Essa razão está a preços constantes, de modo a isolar a evolução das quantidades (algo necessário diante da constatação de que a variação dos preços dos bens de investimento quase sempre é inferior à variação média dos preços dos bens e serviços da economia como um todo).
A eventual alteração do ano base mudaria os valores no gráfico, mas não o formato da curva --ou seja, não se alteraria o diagnóstico de que atingimos o maior patamar em quase 25 anos.
Por outro lado, houve uma frustração relevante com o desempenho daquele componente que responde por pouco mais de 60% de nosso PIB pelo lado da demanda, o consumo das famílias.
Esperava-se, no início de 2013, que sua expansão chegasse a 4%, mas sua alta efetiva deverá ficar algo abaixo dos 2,5% --o menor ritmo desde 2003 (ano em que recuou 0,8%), e bem abaixo da média de 2004-2008 (+5,1% a.a.) e 2009-2012 (+4,6% a.a.).
Além da forte alta do preço relativo dos alimentos na primeira metade de 2013, que afetou o consumo de bens não duráveis, nota-se uma gradativa perda de fôlego do consumo nos últimos três anos, refletindo, provavelmente, um maior nível de endividamento das famílias (sobretudo o comprometimento mensal de renda com prestações) e uma penetração cada vez maior de bens duráveis.
Ademais, as famílias podem estar direcionando cada vez mais recursos a investimentos em ativos fixos (FBCF), por meio da construção e aquisição de imóveis.
Também houve frustração significativa com relação ao desempenho das exportações, responsáveis por pouco mais de 13% de nosso PIB.
Esperava-se uma alta de pouco mais de 7% das exportações de bens (em dólares), mas elas deverão ter queda de quase 1% (variação que iria a -3,5% com a exclusão das operações contábeis de vendas de plataformas).
Esse ponto ressalta a importância do desempenho da economia mundial e do comércio internacional. E em 2013 o mundo viveu o terceiro ano consecutivo de frustração: boa parte dos analistas esperava expansão global próxima a 4%, mas a alta deverá ficar em 3% --a mais baixa desde 2009.
A perda relevante de fôlego da economia global de 2011 em diante mostra que essa retomada se deu em formato de "W", em termos de taxas de variação (e não de nível do PIB mundial).
FONTES DE FRUSTAÇÃO
O principal corolário da análise feita nos parágrafos anteriores é o de que as principais fontes de frustração com o desempenho econômico recente do país estão associadas em grande medida a fatores ligados à demanda --demanda externa fraca e demanda de consumo interno com fôlego cada vez menor-- e não a restrições de oferta.
O estoque de capital da economia brasileira cresce hoje cerca de 4% a.a., o dobro do observado antes da crise, refletindo a taxa de investimento mais alta; a oferta de mão de obra, embora tenha reduzido seu ímpeto, ainda cresce a quase 1,5% a.a; e a produtividade total da economia em prazos mais curtos é, em boa medida, pró-cíclica (o que explica sua estagnação recente).
Para o PIB voltar a crescer em linha com seu potencial de médio prazo, estimado em 3,5% a.a. (segundo cálculos da LCA, taxa que coincide com a estimada pelo FMI), será preciso um rebalanceamento das fontes de demanda.
O investimento precisará avançar ainda mais --pois ainda temos deficiências, sobretudo em infraestrutura econômica e social-- e a demanda externa deverá voltar a contribuir positivamente para o nosso crescimento.
Enquanto o primeiro desses fatores depende principalmente de ações da política econômica brasileira --como o programa de concessões (que finalmente começou a sair do papel) e o estímulo às PPPs (que começaram a deslanchar)--, o segundo dependerá primordialmente de uma melhora da economia global, algo que parece ser bastante provável a partir deste ano --o que completaria, assim, a última perna do "W" e daria início, torçamos, a um novo ciclo de expansão sustentada do PIB mundial.