quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

SERÁ QUE ANDA?

Por Hylda Cavalcanti, da Rede Brasil Atual - Caberá à conselheira Ana Maria Duarte Amarante Brito, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a tarefa de relatar um processo encaminhado recentemente ao órgão pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) que, conforme venha a ser julgado pelo plenário, tem tudo para respingar politicamente na conduta do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do próprio CNJ, ministro Joaquim Barbosa.
Trata-se do Pedido de Providências protocolado com o número 0007065-22-2013, no qual a OAB solicita que o Conselho avalie se houve ou não irregularidade na substituição do juiz de execuções criminais encarregado da prisão dos condenados na Ação Penal 470 (mensalão), sobretudo José Genoino, José Dirceu e Delúbio Soares.
O titular da Vara de Execuções Penais (VEP) do Distrito Federal, Ademar Vasconcelos, foi retirado do caso sem maiores explicações e em seu lugar, especificamente em relação aos réus da AP-470, passou a atuar o juiz substituto Bruno Ribeiro, filho de um dirigente do PSDB em Brasília.
A mudança foi feita pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), tribunal à qual a vara está subordinada. É público e notório entre os magistrados que a mudança atendeu a uma intervenção direta de Barbosa.
O entendimento do Conselho Federal da OAB e de vários operadores de Direito é que não compete ao presidente do STF determinar a tribunais a troca ou não de juízes que atuem numa VEP sem a realização de algum procedimento que verifique, antes, se houve irregularidade na conduta destes magistrados.
Na prática, a OAB não abordou, no pedido de providências, o nome de Barbosa, uma vez que, como presidente do CNJ e integrante do colegiado do STF (a mais alta corte do país), ele não pode ser punido pelo Conselho – o STF é o único órgão que está acima do CNJ no Judiciário. Mas a apuração é, diretamente, dirigida à conduta do ministro.
"Embora muitos não tenham entendido o recado, esse pedido de providências impetrado pela OAB é mais sério que qualquer ato de protesto ou manifesto já elaborados", avaliou o advogado e cientista político Fabrício Martins, que costuma acompanhar divergências encaminhadas ao CNJ em relação a magistrados. "Até mesmo porque será a primeira vez em que uma discussão desse tipo pode vir a fazer menção ao próprio presidente do CNJ e STF", completou o especialista.
Mal-estar
Encaminhado na última semana, o pedido foi designado para a conselheira relatora mediante sorteio e, segundo a OAB, ela já teria encaminhado um ofício solicitando informações sobre o caso ao TJDFT. No CNJ, que coordena o acompanhamento das execuções criminais em todo o país, por meio do programa de mutirões carcerários, o clima passou a ser de constrangimento entre os magistrados da área.
"Ninguém tem nada a dizer em relação ao substituto, que embora seja jovem é bastante apto para este trabalho, mas o que causou estranheza foi a forma ríspida de substituição de um profissional reconhecido e tarimbado. Algo que nunca aconteceu", disse um magistrado que atua junto às VEPs no TJDFT.
O juiz titular da VEP substituído a pedido de Barbosa, Ademar Vasconcelos, é experiente e querido na magistratura de um modo geral. Por sua vez, o juiz substituto, Bruno Ribeiro, possui um currículo acadêmico de destaque que inclui duas especializações e um mestrado e é tido como um jovem bem preparado para a função.
Em relação ao processo impetrado em si, o pedido de providências consiste numa avaliação de informações junto ao tribunal sobre o que aconteceu. Dependendo do que a relatora entender sobre o caso, se considerar que houve ou não alguma irregularidade, ela poderá solicitar no seu relatório a abertura de um processo administrativo contra a autoridade do TJDFT que solicitou formalmente a transferência (se um desembargador ou o próprio presidente) ou pedir o arquivamento do caso.
Da casa
Mas o que fez os interessados no tema passarem a prestar mais atenção a tudo é o fato de Ana Amarante ser, justamente, desembargadora do próprio TJDFT. Pelo regimento interno do CNJ, um conselheiro pode julgar e relatar processos relacionados ao tribunal ao qual pertença, com exceção de situações em que seja considerado impedido – como em casos de grande aproximação com um dos envolvidos. Aparentemente, esta relatoria não representará qualquer tipo de constrangimento ou empecilho para ela.
Tida como eloquente, a conselheira foi indicada ao CNJ numa das vagas sugeridas pelo STF, mas não se sabe se ela é ligada diretamente ao ministro Joaquim Barbosa. Ana Amarante chegou a receber, inclusive, seis dos nove votos da Corte. Isso porque este ano, pela primeira vez, o STF decidiu eleger em sessão administrativa os magistrados que deveriam compor o Conselho nas vagas indicadas pelo tribunal.
A escolha por meio de sessão foi decidida através de resolução do tribunal, depois de reclamações antigas e repetidas dos ministros da suprema corte de que as últimas indicações tinham sido, sempre, encaminhamentos pessoais dos presidentes anteriores, Gilmar Mendes, Cesar Peluzo e Carlos Ayres Britto.
Afinidades
Empossada no CNJ desde agosto passado, Ana Maria Amarante é autora de quatro livros sobre processo civil, professora de pós-graduação em Direito Processual Civil e antes de entrar na magistratura ocupou o cargo de promotora de justiça do Ministério Público do DF, no período de 1987 a 1988. Entrou no TJDFT como juíza em 1988, tendo sido nomeada desembargadora em 2004.
Durante sabatina no Senado para aprovação do seu nome ao CNJ, a desembargadora defendeu a vitaliciedade do cargo do magistrado, por considerar que a natureza do trabalho da magistratura exige esse tipo de proteção, principalmente nos julgamentos de pessoas poderosas. Ao mesmo tempo, reconheceu que considera justo os cidadãos não se conformarem quando veem juízes que cometem crimes receberem a pena máxima de aposentadoria.
No CNJ, Ana Amarante assumiu a presidência do Fórum Nacional de Precatórios, Fonaprev, que avalia a decisões relacionadas a precatórios bem como os respectivos encaminhamentos sobre o tema nos tribunais. A conselheira também coordena o Movimento Permanente de Combate à Violência Doméstica e Familiar, cujo intuito é monitorar o trabalho das varas especializadas na aplicação da Lei Maria da Penha.
Nesta quarta-feira (4), pelo menos dois conselheiros do órgão confirmaram que a desembargadora passou a ter, depois que assumiu a nova função, mais proximidade com Barbosa, embora não se saiba o nível de afinidade entre os dois.
"O que esperamos é só que não esteja havendo politização, porque não vamos permitir a quebra de um princípio fundamental, que é uma garantia do cidadão, do juiz natural, independentemente de quem seja o réu", já afirmou – em relação à substituição dos juízes da VEP do Distrito Federal – o presidente eleito da Associação dos Magistrados do Brasil, João Ricardo dos Santos Costa.
Protocolado o procedimento, a relatora tem aproximadamente dois meses para apresentar seu relatório e voto – podendo este prazo ser ampliado caso seja observada alguma dificuldade na apuração das informações necessárias. A desembargadora foi procurada pela RBA, por meio de contato feito com o CNJ, mas até o fechamento desta matéria não houve resposta ao pedido de entrevista.

Álvaro Dias é alvo de novas denúncias sobre enriquecimento ilícito

28/12/2012 13:46
Por Redação - de Brasília

O senador Álvaro Dias (PSDB-PR), que posa em frente ao quadro com próceres da República, ainda não explicou origem de patrimônio milionário
O senador Álvaro Dias (PSDB-PR), que posa em frente ao quadro com próceres da República, ainda não explicou origem de patrimônio milionário
O possível envolvimento do senador Álvaro Dias (PSDB-PR) com empresários ligados à origem do escândalo do ‘mensalão’, a Ação Penal (AP) 470, que o Supremo Tribunal Federal (STF) terminou de julgar em meados deste mês, piora a imagem pública do político tucano. Dedicado a apontar falhas de caráter em integrantes da esquerda brasileira, Dias bebeu do próprio veneno ao ver noticiada, nos últimos dias, a condenação judicial a que será submetido em um processo na Vara de Família de seu Estado. O processo, movido por sua filha menor de idade, levou-o a admitir a propriedade de cinco mansões em seu nome, no valor de R$ 16 milhões. À Justiça Eleitoral, o parlamentar declarou patrimônio de apenas R$ 1,9 milhão.
Em notícia divulgada nesta sexta-feira, na internet, Dias teria obtido parte dos recursos necessários à construção de seu patrimônio junto às empresas dos irmãos Basile e Alexandre George Pantazi, que estiveram envolvidas nos primórdios do escândalo nos Correios. A denúncia, reproduzida no blog Amigos do Presidente Lula, apresenta a ligação entre o senador paranaense no processo, que não está protegido por nenhum segredo de Justiça, que cita como ré a empresa AGP Administracão, Participação e Investimentos, cujo sócio-gerente seria Pantazis, dono também da Dismaf Distribuidora de Manufaturados. Esta última é a empresa envolvida nas investigações dos Correios e citada em reportagem da revista semanal de ultradireita Veja, de 13 de abril de 2011. Segundo a reportagem, a empresa teria pagado propinas ao PTB sobre contratos nos Correios.
Segundo o blog, “o aparecimento desta súbita fortuna causou perplexidade à nação brasileira, que pergunta: como o senador, da noite para o dia, aparece como um dos parlamentares mais ricos do Brasil?. Detalhe: o processo não está em segredo de justiça, ao contrário do que disse o senador em seu twitter, e não é uma mera disputa familiar. É uma disputa patrimonial graúda envolvendo mais 10 réus ao lado de Alvaro Dias, e quatro deles são pessoas jurídicas. Uma das empresas ré na causa é a AGP Administração, Participação e Investimentos Ltda., de Alexandre George Pantazis, indicando que Alvaro Dias teve algum tipo de negócio com esta empresa envolvendo os R$ 16 milhões em questão”.
“A Dismaf foi objeto de uma reportagem da revista Veja (pág. 64, edição 2212 de 13/04/2011), acusando a empresa de pagar propinas ao PTB sobre contratos nos Correios, no caso que deu origem ao ‘mensalão’ a partir da gravação feita por um araponga de Carlinhos Cachoeira, que levou Roberto Jefferson a dar a entrevista em 2005. A reportagem foi baseado na denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal. Declarada inidônea pelos Correios, a empresa não podia participar de licitações, mas ganhou uma na Valec (que constrói a ferrovia norte-sul) para fornecer trilhos. O fato foi alvo de auditoria na CGU e foi um dos motivos para demissão do ex-presidente da Valec, o Juquinha”. Somente uma investigação sobre os contratos e quebra de sigilo bancário “poderá esclarecer o real envolvimento do senador tucano com o dono da Dismaf”, acrescenta o texto.
O Correio do Brasil tentou entrar em contato com o senador, tanto por telefone quanto na área de contato do sítio que ele mantém na internet, mas sem nenhum retorno até o fechamento desta matéria. Em sua página do microblog Twitter, Dias apenas postou, no final da manhã desta sexta-feira, uma mensagem cifrada:
“Não vou subestimar a inteligência das pessoas que confiam em mim respondendo a inimigos levianos, desonestos A ma fé tem como resposta a ação”.
fonte: correiodobrasil
247 - A Globo escolheu mandar repórteres para o Panamá, no lugar da Suíça, onde há anos (com mais ênfase nos últimos meses) vem sendo descobertas contas bancárias de envolvidos no cartel do metrô em São Paulo, inclusive políticos do PSDB.
Miguel do Rosário, do blog O Cafezinho, coloca, porém, a seguinte questão. E se o ex-ministro José Dirceu, que tenta um emprego no Hotel Saint Peter, fosse trabalhar numa firma que tivesse um sócio com 0,1% das ações morando na Suíça?
Leia abaixo seu post:
Globo não mandou ninguém à Suíça; prefere o Panamá

O escândalo dos trens paulistas acontece há meses. Há confissões, documentos, auditorias, investigações já prontas feitas em outros países. Não há nenhuma necessidade de se apelar para "domínio do fato", ou condenar alguém porque "assim a literatura me permite". No entanto, a Globo, e nenhum outro órgão de imprensa, mandou ninguém à Suíça, onde acontecem as principais investigações sobre as empresas Siemens e Alstom.
Entretanto, foi só alguém descobrir que um sócio do hotel onde Dirceu vai trabalhar é do Panamá que a Globo mandou uma equipe para lá e, no dia seguinte, exibiu reportagem no Jornal Nacional.
Dirceu não tem nada a ver com os proprietários do hotel, quanto mais com os sócios do Panamá. Ele só vai trabalhar no estabalecimento, como poderia trabalhar em qualquer outro. Ele precisa trabalhar em algum lugar para reduzir a sua pena, e, como se viu, qualquer empresa que o empregar sofre risco de ser devassada impiedosamente pela mídia.
Ontem, ficamos sabendo que o Ministério Público descobriu que somente uma reforma de trens paulistas, durante a gestão Serra, superfaturou R$ 1 bilhão...
E a Suíça continua lá, intocada por repórteres brasileiros. Se o Dirceu fosse trabalhar numa firma onde houvesse um sócio com 0,1% das ações morando na Suíça, já haveria um batalhão de jornalistas investigativos desembarcando em Zurique.
Como não tem, o Panamá é mais interessante...

Santayana: cuidado com
os cortes na Defesa

“Interromper os programas que já estão em andamento traria prejuízo financeiro, técnico e estratégico para o país.”

É preciso assegurar que projetos não venham a ser atingidos, como o do jato militar KC-390, da Embraer

O Conversa Afiada reproduz artigo de Mauro Santayana, extraído do Jb Online:

Os cortes na Defesa



O novo corte no orçamento do Ministério da Defesa, de quase 1 bilhão de reais, anunciado há uma semana pelos ministros do Planejamento, Miriam Belchior, e da Fazenda, Guido Mantega — que também teve seu orçamento amputado em 900 milhões — tem que ser visto com muito cuidado pelo governo.

É preciso assegurar que projetos prioritários não venham a ser atingidos, sob pena de interrupção e atraso em áreas estratégicas para a evolução da  indústria bélica e o desenvolvimento tecnológico nacional. Esse é o caso do jato militar de transporte KC-390, da Embraer, com capacidade de 23,6 toneladas de carga (tanques, artilharia), e que serve também para o transporte de tropas e reabastecimento em voo, que deve decolar pela primeira vez no ano que vem. É ele destinado a concorrer com os Hércules C-130 da Lockheed norte-americana, do programa do KC-390, de que tomam parte também Argentina, Colômbia, Chile, Portugal e República Tcheca, que deverão fornecer peças, e adquirir a aeronave, em um número inicialmente previsto de 60 aviões.

O Prosub (Programa de Submarinos da Marinha) também não pode ser interrompido. São quatro unidades convencionais, e uma atômica — o reator nuclear será desenvolvido aqui mesmo — mais a construção de uma base e de um estaleiro no Rio de Janeiro.

Temos, ainda, o Sisfron (Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras), que exige também o desenvolvimento de vários equipamentos, como novos radares, unidades de artilharia e veículos aéreos não tripulados (Vants); a família de blindados leves Guarani, e o programa de defesa cibernética.

O país passou anos sem investir em defesa. O  governo estabeleceu, nos últimos anos, um novo projeto para o setor, com um arcabouço mais estruturado, e criou a figura da empresa estratégica de defesa — certificando 26 delas, na semana passada. Interromper os programas que já estão em andamento traria prejuízo financeiro, técnico e estratégico para o país.

No Congresso Nacional, há deputados da base aliada e do próprio partido do governo que estão trabalhando para reverter a situação — que prevê cortes no custeio das Forças Armadas — já debilitadas em diversas áreas. A Marinha está estudando cortar um dia de trabalho da tropa para se adequar.

Enquanto isso, os golpistas de sempre — que desprezam igualmente o PT e o PSDB, e a “democracia que aí está” — comemoram, na internet, mais essa bandeira, dada pelo próprio governo, e se valem do anúncio dos cortes para provocar grupos radicais de direita — alguns deles ligados a segmentos minoritários da reserva das Forças Armadas — jogando-os, mais uma vez, contra o poder civil.

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

 

Alckmin e Serra batem recorde de corrupção: Superfaturamento de quase R$ 1 bilhão

O Jornal Nacional da TV Globo foi até o Panamá procurar saber o controle acionário do hotel privado que ofereceu emprego a José Dirceu, mas não foi até o gabinete do promotor Marcelo Milani, no centro de São Paulo, como fez a TVT, para ouvir o que ele tinha a dizer sobre o rombo de quase R$ 1 bilhão no Metrô de São Paulo.
 


Os governos tucanos de Geraldo Alckmin (PSDB-SP) e José Serra (PSDB-SP) deixaram a fama do antecessor Paulo Maluf (PP-SP) no chinelo, e bateram todos os recordes de corrupção imagináveis.

O Ministério Público de São Paulo quer a suspensão imediata do contrato, para estancar o rombo nos cofres públicos.

Deu no Portal Terra:

MP aponta superfaturamento de quase R$ 1 bi em reforma de trens do Metrô

Investigação feita há mais de um ano apontou ilegalidades que encareceram em mais de R$ 875 mi reforma de trens das linhas 1 e 3.

O Ministério Público do Estado de São Paulo divulgou na tarde desta terça-feira, na capital paulista, o relatório de um ano e meio de investigações que apontam superfaturamento de quase R$ 1 bilhão em contratos para reforma de trens da Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô-SP).

De acordo com o promotor de Defesa do Patrimônio Público Marcelo Milani, o MP constatou ilegalidades em quatro contratos iniciais firmados entre 2008 e 2010, durante a gestão do então governador José Serra (PSDB), para a reforma de 98 trens das linhas 1-azul e 3-vermelha do metrô paulistano. Os quatro, entretanto, foram fracionados em mais seis, totalizando dez contratos.

Milani afirmou que os R$ 1,622 bilhão do valor inicial dos quatro contratos saltaram para cerca de R$ 2,5 bilhões graças ao acréscimo de R$ 875 milhões gerados com o fracionamento em dez contratos. Esse fracionamento, alegou, é ilegal.

"Isso é um escândalo total, um prejuízo total aos cofres públicos. Não existe fora de São Paulo outra cidade em que esses trens sejam reformados", disse o promotor, segundo o qual, dos 98 trens a serem reformados, "36 estarão parados até ano que vem, quase um terço da frota".

Bob Fernandes / Imagine se helicóptero da cocaína fosse de Genoíno


Por que a imprensa não investiga o Primo (pobre) da Siemens? Porque ele tem os segredos

4 de Dezembro de 2013 | 20:25 Autor: Fernando Brito
primopobre
Excetuado o “Estadão”, a imprensa brasileira não dá quase atenção a Adilson Primo, presidente da Siemens brasileira.
Primo é um homem ousado e “duro na queda”.
Durante 11 anos presidiu a empresa e, consequentemente, era o grande responsável pelos contratos com o governo paulista.
Ao ser demitido por manter uma conta obscura com  seis milhões de Euros numa agência do Banco Itaú em Luxemburgo, Primo pulou.
Entrou na Justiça do Trabalho tentando reverter o caráter de “justa causa” que teve sua demissão. Ou para mostrar à empresa e os parceiros de negócios que era de briga e que não ia aceitar ser deixado na beira da estrada.
Fez “tic-tac” para todos ouvirem que era uma bomba.
Queria ser indenizado não apenas sobre o salário de R$ 181 mil mensais que recebia, mas também pela Participação nos Lucros e Resultados, que o dobrava uma vez por ano, pelo carro e pelo motorista que tinha à disposição.
Com um cinismo espantoso, requereu “gratuidade de Justiça”, alegando que não podia arcar com as despesas do processo sem prejudicar o sustento próprio e de sua família.
Ao mesmo tempo, abria com a mulher Thalita uma empresa de participações que, em dois meses, elevaria seu capital a R$ 14 milhões.
A sentença da ação, onde se registra o “esquecimento” de Primo sobre a conta secreta está aí abaixo, obtida pelo Estadão. É só verificar o que digo.
Primo não era um homem desconectado das cúpulas empresariais de São Paulo. Integrava os conselhos da Embraer e da Natura. Foi, vejam só, diretor do Movimento Brasil Competitivo.
E, claro, também do movimento “São Paulo cartelizada”.
Primo é um homem-bomba.
Nossa imprensa, é claro, por isso, não quer nem chegar perto dele.

fonte^: tijolaço