sábado, 30 de novembro de 2013

 

Os analfabetos políticos das redações

Brecht dizia que nada havia de pior que eles, porque acabavam deixando a política nas mãos de pessoas como, bem, como Roberto Marinho.


Paulo Nogueira Arquivo

Você certamente conhece os analfabetos políticos, os APs. Brecht dizia que nada havia de pior que eles, porque acabavam deixando a política nas mãos de pessoas como, bem, como Roberto Marinho, para trazer o assunto para um cenário brasileiro.

Os APs estão em toda parte, até mesmo nas redações de grandes jornais e revistas. Os leitores podem imaginar que as redações sejam compostas de pessoas altamente politizadas, a negação dos APs.

Mas não é assim.

Considere.

Recentemente, houve uma troca de tuítes entre Barbara Gancia e mim. A encrenca começou quando ela escreveu que estranhava Dirceu estar preso e Palocci não.

Respondi que estranho mesmo era a Folha não dar nada sobre o documentado escândalo da sonegação da Globo.

Primeiro, ela revelou ignorância sobre o caso. Atribuiu-o a uma “teoria da conspiração”, a despeito de todos os fatos amplamente comprovados.

Depois, disse, em tons heroicos, que em 30 anos de colunismo na Folha jamais foi censurada.

Respondi que isso se devia apenas a que ela jamais escrevera nada que incomodasse a família Frias.

Foi então que o analfabetismo político de Barbara Gancia gritou: ela citou, como evidência de que é independente, um texto em que dizia que nos protestos de fora as pessoas são chamadas de manifestantes e no Brasil de vândalos.

Bem, onde uma afirmação dessas poderia incomodar os Frias?

Somente o analfabetismo político poderia enxergar numa banalidade daquelas prova de independência editorial.

Coragem seria, para voltar ao caso, reclamar esclarecimentos sobre a sonegação da Globo.

Muitos leitores vêem coragem onde não há nada que mereça uma única palma.

Isso se manifesta com frequência entre os leitores de outro analfabeto político do jornalismo, Reinaldo Azevedo.

“Parabéns pela coragem, Tio Rei”, gostam de dizer os obtusos leitores dele.

Coragem?

Ora, ele está sempre defendendo os interesses das empresas para as quais trabalha. É um bajulador dos poderosos.

Coragem?

Se ele tivesse escrito qualquer coisa que contrariasse os interesses dos que lhe pagam, aí sim, ele seria corajoso.

É o famoso chapa branca vestido de rebelde, aspas e pausa para rir. Como todo chapa branca, ganha duas vezes: primeiro, indiretamente, do Estado, pelas mamatas desfrutadas por quem o emprega. Depois, pelas próprias empresas.

Faça um teste. Azevedo poderia - liberal que é, aspas novamente - questionar a reserva de mercado para as companhias de mídia.

Mas tente encontrar uma única linha sobre o assunto na vasta, tediosa, repetitiva obra de Azevedo.

Provavelmente ele ignore a reserva de mercado da mídia. E também não saiba das mamatas estatais concedidas às companhias jornalísticas.

Saberá Reinaldo Azevedo que o papel de cada página da Veja é imune de impostos? Saberá que o dinheiro público – empréstimos do BNDES e do Banco do Brasil a juros maternais, anúncios oficiais pagos com tabela cheia, lotes de assinaturas de governantes amigos – paga boa parte de seu salário?

Talvez não. Por isso ele é um AP, um analfabeto político.

O que ele sabe, quase certamente, é que nem o dinheiro dos anúncios de Alckmin bastaram para salvar a revista política na qual ele teve sua única experiência de comando.

Nela, ele aprendeu com seu mecenas na ocasião, Luís Carlos Mendonça de Barros, a arte da grosseria, da insolência e da mistificação.

A convivência entre os dois terminou na ruína de uma revista que, repito, não se sustentou sequer com dinheiro público.

Mendonça não pode ser acusado de AP. É esperto demais para isso. Mas ele não ensinou seu pupilo nesse quesito, e hoje o aprendiz nos atormenta com suas demonstrações cotidianas de analfabetismo político.



Arroubo tucano é pânico

Arroubo tucano é pânico


Atropelados pelas denúncias, tucanos enfrentarão o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, em local apropriado para discutir o trensalão do PSDB.





Era uma vez um bando de tucanos - como se sabe, o coletivo de pássaros é bando. Empoleirados e empertigados, um ao lado do outro, eles se esforçaram ao máximo para demonstrar altivez, unidade e indignação.

Sua reunião mais parecia o quadro da Última Ceia, mas ainda não haviam escolhido ninguém para Cristo. Negaram três vezes que estejam metidos em maracutaias. “Não, não e não!”

Chamaram a imprensa para fazer disso uma coletiva. Como se tivessem descoberto alguma novidade, exibiram uma papelada tirada do sarcófago de uma investigação, nunca levada adiante, sobre o escândalo do trensalão do PSDB, carinhosamente apelidado de “caso Siemens”.

Provaram, por “a” mais “b”, que alguém teve o desplante de traduzir “o governo de São Paulo” por “governo do PSDB”. Onde já se viu? Onde se lê, em Inglês, “pessoas do governo”, aportuguesaram para “tucanos”. Definitivamente, alguém está querendo confundir as coisas.

Para dar mais sobriedade ao encontro, o bando colocou no meio o candidato a presidente, Aécio Neves. Alckmin e Serra não compareceram. Foi melhor. Havia o risco de levantarem a mão na hora da leitura do documento e dizerem “sou eu”.

Conforme roteiro previamente ensaiado, esses descendentes mais próximos dos dinossauros, fazendo jus à família do Tiranossauro Rex, rosnaram ameaças, rogaram pragas e abriram a torneira de palavrões tirados do Dicionário Carlos Lacerda de Golpes Abaixo da Linha de Cintura. Era para cada membro do jogral proferir apenas um despautério, mas há sempre quem quer aparecer mais que os outros. Esse, mais afoito, foi logo chamando o ministro da Justiça de vigarista, sonso e membro de quadrilha. Sempre ele, o tucano mais provocador e especialista em promover dissensões, conforme uma qualificação dada por um companheiro de partido.

Qual não foi a surpresa quando o ministro da Justiça reagiu. Fazia tempo que algo assim não acontecia. Parece, pelo menos até agora, que os petistas resolveram finalmente sair da retranca. Dizem as más línguas do jornalismo isento, aquele que se isenta de pagar impostos, que a orientação partiu da própria presidenta.

Precisávamos saber mais detalhes sobre que tipo de orientação terá sido essa. Imagino algo como: “vá lá e mostre que não temos sangue de barata”. “Chega de complexo de vira-latas”. “Manda brasa e depena esses galináceos”.

E foi isto o que o ministro fez, duas vezes. Da primeira vez, o jornalismo isento (de impostos) deve ter dormido em metade da coletiva e só acordou ao final. Perdeu e não divulgou o mais importante. No dia seguinte, o ministro teve que voltar a repetir tudo e servir café quente para aquecer as más línguas. Finalmente, eles ficaram atentos e se dignaram a dar uma declaraçãozinha mais generosa.

"O dia em que o ministro da Justiça aceitar ser chamado de vigarista, sonso - no sentido de dissimulado, ou ser chamado de membro de quadrilha e não reagir, ele não defende o seu cargo. Este é um cargo de Estado". "Quem denuncia falso crime comete outro crime". “Isso é um vil pretexto para criar uma cortina de fumaça sobre o fato de que o ministro tinha os documentos e os encaminhou para a PF" [traduzindo: Polícia Federal].

"Acho lamentável que queiram transformar quem cumpre a lei em réu apenas pelo fato de que existe uma investigação que, obviamente, existe desde 2008. A maior parte dos países em que houve esse escândalo já investigou, já puniu pessoas envolvidas. O Brasil ainda caminha lentamente"."É esse meu papel e de qualquer ministro da Justiça que não quer ser um engavetador, como no passado já houve”.

Na próxima quarta-feira (4/12), o bicho vai pegar. Cardozo vai falar em audiência pública na Comissão de Segurança e Combate ao Crime Organizado, local certo para tratar do trensalão do PSDB. Os tucanos queriam que o ministro fosse ao Congresso, e não é que ele topou? Agora, os tucanos precisarão fazer um esforço ou tomar um Lexotan para evitar que sua irritação demonstre o pânico que transpira em bicas a cada vez que o assunto é ventilado. Vai ser necessário muito arroubo. Caramba, e como traduzirão arroubo?

FONTE: CARTA MAIOR

 

Médicos superam alcance do Bolsa Família em 14 Estados

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JULIANA COISSI
DE SÃO PAULO
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A meta do governo federal de espalhar 13 mil profissionais em postos de saúde de todo o país no ano que vem fará o programa Mais Médicos "superar" o alcance do Bolsa Família em 14 Estados.
Segundo a projeção do governo, esse exército de médicos será responsável pelo atendimento de quase 46 milhões de pessoas no primeiro semestre de 2014 --média de 3.500 pacientes por médico.
Já o Bolsa Família, programa criado em 2003, alcança cerca de 49,1 milhões de pessoas (ou 13,6 mi de famílias).
Análise: Mais Médicos dá a Dilma marca social para sair da sombra de Lula
Tabulada pela Folha, a diferente distribuição regional dos médicos e dos beneficiados pelo programa de transferência de renda expõe a liderança do Mais Médicos no número de atendidos: 14 Estados, contra 12 e o Distrito Federal pelo Bolsa Família.
No Rio Grande do Sul, por exemplo, 3,8 milhões de pacientes devem ser atendidos pelo programa em 2014, ante 1,5 milhão de beneficiados pelo Bolsa Família.
Essa vantagem do programa de médicos se repete em Estados como São Paulo, Minas e Santa Catarina.
Já na Bahia, 6,3 milhões de pobres e miseráveis recebem o repasse do Bolsa Família. Já o teto do Mais Médicos no ano que vem no Estado é estimado em 4 milhões de pessoas.
VITRINE SOCIAL
O Mais Médicos, com profissionais nas periferias das capitais e no interior do país, é a principal aposta de vitrine social para a campanha de reeleição de Dilma em 2014.
Não é possível fazer esse cruzamento, mas, pelo público-alvo de ambos os programas, é possível estimar que muitos dos pacientes do Mais Médicos sejam também beneficiários do Bolsa Família.
Para especialistas ouvidos pela Folha, o Mais Médicos terá impacto eleitoral positivo na candidatura à reeleição de Dilma, mas é difícil comparar o alcance do programa em relação ao Bolsa Família.
Segundo o cientista político e colunista da Folha André Singer, da USP, chama a atenção a abrangência de potenciais pacientes, mas é difícil comparar com o efeito eleitoral do Bolsa Família.
"[O Mais Médicos] é importante, mas não tem impacto tão direto, geral e permanente quanto o Bolsa Família."
"Um cidadão, que é o eleitor, pode ir mais ao médico, ficar mais ou menos doente. O Bolsa, não: cada uma dessas famílias recebe o dinheiro todo mês", afirma o ex-secretário de Imprensa de Lula.
Enquanto Singer considera que o Mais Médicos deve, em algum grau, render dividendos à imagem de Dilma em 2014, Ricardo Ismael, cientista político da PUC-Rio, diz que os louros com o programa já foram colhidos.
Ele se refere à queda de popularidade com a onda de protestos de junho e a consequente retomada, que coincidiu com o início da implementação do Mais Médicos.
Para Ismael, como o Mais Médicos obteve aceitação popular, a estratégia da oposição ao PT será a de explorar os outros problemas da saúde pública que as famílias carentes bem conhecem.
"Nessas localidades falta leito em hospital, laboratório, remédio. Logo, a população atendida pelo médico sabe que irá se deparar com fila de espera para cirurgia, com demora em exames", diz.
Já para o cientista político Rudá Ricci, diretor-geral do Instituto Cultiva, o Mais Médicos será tanto ou mais capaz de angariar votos para Dilma como o Bolsa Família.
"O impacto deve ser ainda maior quando o programa for executado em massa, porque essa saúde pública é a atual crítica popular", afirma. 



Editoria de Arte/Folhapress
  FONTE: FALHA DE SP

Aécio defende Demóstenes. O que diria do Perrella ?



Aécio defende Demóstenes.
O que diria do Perrella ?

Disse Aécio: “um dos mais preparados, destemidos e mais respeitados !”
O Senador Aécio faz aparte a Demóstenes – aquele que se beneficiou da generosidade de quem o senador Collor chamou de prevaricador.

E diz que o conhece profundamente: um dos mais preparados, destemidos e mais respeitados !

O que diria do Perrella ?

Paulo Henrique Amorim

Gasolina sobe 5 centavos na refinaria. Vamos ver quanto na bomba…

29 de Novembro de 2013 | 19:51

gasol
Afinal, o tão especulado reajuste dos preços do combustível saiu.
E a Petrobras vai, de novo, levar a culpa por uma aumento de preços que vai para todo mundo, muito mais do que para ela.
Porque, de verdade, a Petrobras recebe apenas, em média, 36% do preço pago pelo consumidor que abastece seu carro.
Os governos estaduais levam, sem produzir nem uma gota de nada, 28% de ICMS.
O etanol misturado à gasolina fica com 12%.
8% são PIS e Cofins, únicos impostos federais, já que foi zerada a alíquota da Cide, a Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico.
E os 16 por cento restantes ficam para cobrir custos e margem de lucro de distribuidores e revendedores.
Os 4% de reajuste anunciados hoje representam cinco centavos por litro.
Um oitavo da diferença do preço da gasolina cobrado num posto da Avenida Brasil, no Rio, a R$ 2,80, para um posto junto à Lagoa Rodrigo de Freitas, onde custa R$ 3,20.
Mas, na hora de reajustar, vocês vão ver se o preço vai subir cinco centavos, ou sete, como deveria ser contando a alíquota de imposto.
Está mais do que na hora da Petrobras fazer uma campanha de esclarecimento para mostrar quem ganha o que no preço da gasolina.
Acho bacana os anúncios das tartarugas que ela salva no Projeto Tamar, mas seria bom investir também no esclarecimento do pessoal que fica achando que ela é a vilã do preço da gasolina.
E a nossa imprensa, que fez tanta campanha para que as notas fiscais passem a discriminar o valor do imposto, bem que podia fazer uma tornando obrigatório colocar no postos a discriminação dos preços que compõem o valor final do combustível.
Garanto que vai ter muita gente desejando a volta do tabelamento governamental.
Afinal, a transparência deve valer para todos.
fonte: tijolaço

A batalha do algodão: Estados Unidos retaliaram o Brasil por reclamar de espionagem

30 de Novembro de 2013 | 00:48
algodao
A jornalista Raquel Landim, que publica uma coluna sobre assuntos de comércio exterior às sextas, na Folha, escreveu um correto e esclarecedor artigo ontem.
Faltou apenas, como dizia o outro, “juntar (explicitamente) o nome à pessoa”.
Ela rememora o contencioso entre Brasil e Estados Unidos no mercado mundial de algodão, quando o Brasil se queixou à Organização Mundial do Comércio porque  os americanos estavam subsidiando sua produção de algodão acima dos limites permitidos.
Houve, depois de muitos desaguisados, um acordo para que os EUA indenizasse os produtores brasileiros em US$ 147 milhões por ano, enquanto não cortassem os subsídios (que palavrão, não, senhores neoliberais?) ao níveis aceitos nos tratados internacionais.
E eles vinham pagando, direitinho.
Mas pararam em setembro deste ano.
Por que? O que aconteceu em setembro para que parassem?
Bem, para quem não se lembra, em 1° de setembro vieram à tona as denúncias de espionagem da NSA sobre as comunicações oficiais brasileiras, inclusive as da presidenta Dilma Rousseff. E, no dia 8, a arapongagem sobre a Petrobras.
Foi isso o que faltou dizer.
Mas, corretamente, Landim escreve que o Brasil não tem outra saída senão retaliar os Estados Unidos de acordo com as decisões da OMC sobre o caso, o que pode ser feito até com quebra de patentes.
O Brasil, segundo ela, está evitando o quanto pode uma ação hostil, mas até empresários  reconhecem que “os EUA colocaram o Brasil numa situação insolúvel”.
O desfecho desta história é acompanhado com enorme interesse pelos países da África, produtores de algodão, e pela China, que tem nesta fibra um de seus dez maiores itens de importação, apesar de ser também um grande produtor.
É engraçado , diante desta atitude americana, a gente ver outros jornalistas dizerem que é o Brasil que está fazendo um cavalo de batalha prejudicial às nossas relações com os EUA por conta da espionagem.
Nós estamos cumprindo todos os acordos – muitos espúrios – internacionalmente firmados, naquela base do “pacta sunt servanda”  tão ao gosto dos juristas.
Mas os Estados Unidos quebram o acordado nos fóruns internacionais com a maior sem-cerimônia.
E acham que sacudindo um dinherinho que não lhes  faz falta terão diante de si governos e governantes ajoelhados, suplicantes.
Mister, passou o tempo do “bwana sahib”.
fonte: tijolaço
247 - Tratado até agora, por parte da imprensa, como um caso isolado de corrupção, que envolveria apenas técnicos dos setores de transporte e energia do governo paulista, o escândalo dos trens em São Paulo se parece, cada vez mais, com um esquema sistêmico de desvio de recursos públicos, destinado a financiar campanhas políticas do PSDB.
É o que aponta reportagem publicada neste sábado pelos jornalistas Fausto Macedo, Fernando Gallo e Ricardo Chapola, do Estado de S. Paulo (leia aqui). Eles levantaram a informação de que a Focco Tecnologia, do engenheiro João Roberto Zaniboni, investigado na Suíça por receber propinas da Alstom e por lavagem de dinheiro, foi também um dos grandes doadores de campanhas tucanas.
Além de receber recursos da Alstom, Zaniboni, um ex-diretor da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos, também movimentou R$ 32,9 milhões em suas contas, por serviços de consultoria pagos pelo governo paulista.
Próximo ao ex-governador Mário Covas, Zaniboni foi o segundo maior doador da campanha de Mário Covas Neto, o Zuzinha, que, em 2012, se elegeu vereador. Ele também fez doações a dois secretários de Geraldo Alckmin: Bruno Covas, do Meio Ambiente, e José Aníbal, de Energia.
No Brasil, Zaniboni foi indiciado pela Polícia Federal por lavagem de dinheiro. Na Suíça, já está indiciado por lavagem de dinheiro. Segundo a PF, ele seria "intermediário no pagamento de propinas". A doação a Zuzinha, em 2012, foi de R$ 50 mil. Bruno Covas recebeu R$ 2 mil e José Aníbal, R$ 4 mil. Eles afirmam que as doações foram legais e registradas pela Justiça Eleitoral.