sexta-feira, 11 de outubro de 2013

E deu na FALHA DE SÃO PAULO!

 

 

Renda maior do trabalhador come lucro


RICARDO MIOTO
DE SÃO PAULO
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Embora o crescimento da economia esteja estagnado, a renda dos trabalhadores, especialmente dos mais pobres e desqualificados, sobe rapidamente no país.
Segundo os dados da Pnad 2012 (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), a renda per capita média cresceu 8% no ano passado. Quem puxou esse crescimento foi o aumento na renda do trabalho --ou seja, os salários. Eles foram responsáveis por 74% dessa subida.
Isso aconteceu justamente no ano do "PIBinho", quando a economia cresceu 0,9%.
Ou seja, o Brasil tem um aumento de salários que não corresponde a um aumento de produtividade --as empresas estão comendo sua margem de lucro para bancar maiores remunerações.
Nas fábricas, por exemplo, segundo a Confederação Nacional da Indústria, entre 2001 e 2012, o salário real dos trabalhadores subiu 169%, em dólares. A produtividade, só 1%. Como aponta Flávio Castelo Branco, gerente-executivo da CNI, isso significa aumentos dos custos e causa prejuízos.
ESCASSEZ
Quanto mais pobre o indivíduo, maior tem sido o crescimento da renda. Em 2012, entre os 10% mais pobres, a renda cresceu 14%. Entre os 5% mais pobres, 20%.
Também tiveram aumento de renda acima da média pessoas sem escolaridade (10%), com primário incompleto (9,4%) e nordestinos (11%).
Isso se explica por uma questão de oferta e demanda. A demografia do trabalho pouco qualificado está mudando no Brasil.
A instrução média do brasileiro tem crescido rapidamente. Em 20 anos, saiu de menos de seis anos para quase nove atualmente.
No ensino superior, a iniciativa privada tornou a formação mais acessível. Em 2001, eram 3 milhões de alunos. Em 2012, 7 milhões.
Isso tem diminuído o "estoque" de trabalhadores pouco qualificados, ainda mais em uma época de desemprego baixo, em que não há mão de obra "reserva" à disposição. Há agora, nas palavras de Marcelo Neri, presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, sinais da existência de um gargalo.
Nas pranchetas dos economistas, esse gargalo --oferta pequena perante a demanda-- significa maior remuneração.
No dia a dia, percebe-se esse fenômeno, por exemplo, pela escassez e custo das empregadas domésticas, profissão rejeitada pelas moças mais jovens que estudaram mais que suas mães. Empregados domésticos tiveram um aumento real de 10% em 2012.
"A mudança na renda do trabalho é determinada pelo mercado", diz Neri. Ele aponta que tal descolamento do PIB e da renda é inédita.
"É a maior diferença que já vi, embora o fenômeno aconteça há uma década. O ano de 2012 foi o melhor de toda a série em termos de aumento da escolaridade média. No aumento da renda, o Bolsa Família, embora importantíssimo, é coadjuvante."
Neste ano, segundo os dados da PME (Pesquisa Mensal de Emprego), a tendência geral segue a mesma.
O aumento da instrução média, porém, aumenta a quantidade de profissionais qualificados à disposição no mercado, reduzindo o ganho salarial que estudar mais traz.
Hoje, estudar mais tempo significa um aumento de renda 30% menor do que significava há dez anos --mas ainda há 70%, claro, o que significa que a correlação estudo/renda segue firme e forte.
Por muito tempo, pouco se falou do impacto da instrução na renda agregada. Um dos primeiros a apontar isso foi o economista Carlos Langoni, nos anos 1970 --na época, em vão. A última década e, agora, a Pnad 2012 consolidam a educação como um tema macroeconômico.

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Lula lembra sua história no encerramento da 3ª Conferência Global sobre o Trabalho Infantil da OIT

Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula
  • Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula
  • Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula
  • Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula
“Na infância, fui vendedor de laranja, de amendoim, engraxate e trabalhei em uma tinturaria, antes de adquirir, ainda adolescente, minha primeira qualificação profissional como torneiro mecânico”, lembrou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no encerramento da 3ª Conferência Global sobre o Trabalho Infantil organizada pela Organização Internacional do Trabalho – OIT, nesta quinta-feira (10).
Lula contou sua história pessoal e destacou que a “que pobreza e desigualdade são as causas principais da existência de trabalho infantil”. Na Conferência, que recebeu delegações de mais de 150 países, organizada pelos ministérios do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, do Trabalho e das Relações Exteriores, Lula relembrou seu principal compromisso, quando chegou à presidência da República “acabar com a fome no país”, que é um dos principais motivos do trabalho infantil.
Para baixar imagens em alta resolução, visite o Picasa do Instituto Lula.
O ex-presidente ressaltou que “tarefa de erradicar o trabalho infantil no planeta exige a articulação de governos nacionais, organismos internacionais e todos os setores da sociedade”.
Lula lembrou que nunca se dedicou tanto tempo e investimento para erradicar o trabalho infantil, como nos últimos anos no Brasil. “O fato de termos reduzido em um terço a quantidade de crianças trabalhadoras até os 14 anos de idade nos últimos 12 anos é um estímulo para enfrentar a grande tarefa que temos pela frente”.
O ex-presidente encerrou dizendo que na próxima conferência, o Brasil será um dos países que mais reduziu o trabalho infantil no mundo.
Carta de adolescentes
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu nesta quinta-feira, dia 10, das mãos dos 21 adolescentes que representavam todos os jovens do mundo na Terceira Conferência Global sobre o Trabalho Infantil, uma carta com cinco afirmações sobre a participação efetiva dos jovens em locais em que ocorram formulações de políticas para a erradicação do trabalho infantil. Dentre as afirmações está a mobilização do poder público e sociedade civil junto às crianças e aos adolescentes; a ampliação de programas sociais de transferência de renda e a garantia de participação das crianças e adolescentes em espaços de decisões políticas.
Bolsa Família
O Programa Bolsa Família foi destacado no discurso do ex-presidente por ser o maior programa de distribuição de renda do mundo, garantindo renda mínima a 14 milhões de famílias, cerca de 54 milhões de pessoas.
Lula repudiou todo preconceito contra os programas de transferência de renda. “Devemos apoiar todos os programas capazes de levar o desenvolvimento e a geração de empregos às regiões mais pobres do planeta”. E afirmou que o Bolsa Família permitiu que milhares de crianças abandonassem o trabalho para ir para a sala de aula.
Leia abaixo o discurso lido na íntegra (não contém os improvisos):
III CONFERÊNCIA GLOBAL SOBRE O TRABALHO INFANTIL Mesa:  Formas de Acelerar a Erradicação do Trabalho Infantil 
BRASÍLIA 10/10/2013

Saúdo fraternalmente os representantes dos mais de 150 países presentes à Terceira Conferência Global sobre o Trabalho Infantil, que o Brasil tem a honra de sediar.
Quero cumprimentar o diretor-geral da Organização Internacional do Trabalho, Guy Ryder, os ministros de Estado, os dirigentes sindicais, empresariais e das organizações não governamentais aqui presentes.
A composição dessa conferência demonstra que a tarefa de erradicar o trabalho infantil no planeta exige a articulação de governos nacionais, organismos internacionais e todos os setores da sociedade.
Saúdo a OIT pelo esforço em aprofundar essa articulação e pelos resultados alcançados na liderança do trabalho conjunto.
Ao final desta Conferência, já são bem conhecidos os números que mostram avanços e os desafios da luta contra o trabalho infantil.
O fato de termos reduzido em um terço a quantidade de crianças trabalhadoras até os 14 anos de idade, nos últimos 12 anos, é um estímulo para enfrentar a grande tarefa que temos pela frente.
Neste momento, 168 milhões de crianças e adolescentes clamam à consciência do mundo, São  pequenos seres humanos que nos pedem ação urgente.
A situação é ainda mais dolorosa para 85 milhões que lidam com as piores formas de trabalho infantil, de acordo com a classificação da OIT.
São aqueles que, além de ter a infância roubada, expõe-se ao risco de morte e amputações, a deformações físicas e degradação moral, trabalhando em carvoarias, salinas, minas e garimpos.
São os que lidam com fornos, destilarias e explosivos. Os que ferem as mãos e gastam os dedos, até perder as impressões digitais, na colheita de laranjas e cana-de-açúcar ou na extração de sisal.
São as crianças e adolescentes que executam funções em cabarés e prostíbulos, e as que se tornam vítimas diretas da prostituição.
Cada uma dessas milhões de crianças tem sua própria história de vida, tão breve e tão cruel, que podemos contribuir para alterar numa corrida contra o tempo.
Temos pouco mais de três anos para cumprir o roteiro estabelecido na Conferência de Haia, para acabar com o trabalho infantil em suas piores formas.
Esta meta é mais do que um compromisso formal entre os representantes dos países aqui presentes.
É um dever de consciência em qualquer sociedade que reconheça a Declaração Universal dos Direitos Humanos.
Vencer  esta batalha significa devolver àqueles seres humanos o direito básico de viver plenamente a infância e a adolescência, períodos fundamentais ao desenvolvimento individual e ao processo de socialização.
Se estamos aqui reunidos é porque acreditamos que é possível vencer esse desafio, como já vencemos tantos outros.
Mas para tanto é necessário, além de solidariedade, ter a coragem política de adotar as ações necessárias.

Meus amigos, minhas amigas,

O trabalho precoce é uma experiência pela qual passei, pessoalmente, movido pela necessidade de contribuir para o sustento de nossa numerosa família.
Na infância, fui vendedor de laranjas, engraxate, entregador, antes de adquirir, ainda adolescente, minha primeira qualificação profissional como torneiro mecânico.
Compreendo, por isso, que pobreza e desigualdade são as causas principais da existência de trabalho infantil, em qualquer de suas formas.
Não apenas pela experiência pessoal, mas também em minhas viagens pelo mundo, pude testemunhar até que ponto a fome pode degradar o ser humano.
Eu vi, no Haiti, crianças mastigando bolachas de argila, na falta de um pedaço de pão.
Eu vi o mesmo desespero, sob outras formas, na face de crianças da África, da Ásia, da América Latina.
Nas caravanas que fiz pelo interior do Brasil, quando me preparava para disputar as eleições, vi crianças lambendo folhas de palma forrageira para enganar a fome.
Não por acaso, meu primeiro compromisso, quando cheguei à presidência da República, foi acabar com a fome no país.
Há certamente outras razões para a existência de trabalho infantil – fatores de ordem cultural, estruturas econômicas tradicionais e conjunturas políticas injustas.
Mas a miséria e a fome são determinantes.
Não há pai que, podendo prover o sustento da família com um mínimo de dignidade, exponha os filhos ao trabalho penoso.
Não há mãe que não se comova com o sacrifício dos filhos, quando queria vê-los crescer com saúde, brincando e aprendendo, como deveria ser com todas as crianças.
O mapa do trabalho infantil no mundo coincide rigorosamente com o mapa da fome e da miséria – e isso vale para as grandes cidades e para o campo.
As estatísticas de crianças e adolescentes trabalhadores se encaixam, seguramente, nos 870 milhões de pessoas que passam fome ou estão subnutridas no mundo.
Por isso, a primeira tarefa para acelerar o combate ao trabalho infantil, nas suas piores formas, é coordenar cada vez mais as ações de distribuição de renda nas regiões mais pobres do planeta.
E não é menos importante coordenar ações de promoção da saúde, educação, cultura e esporte, criar redes de assistência e promoção social.

Meus amigos, minhas amigas,
Quero compartilhar alguns aspectos da experiência brasileira, no sentido de contribuir para a troca de informações entre os muitos atores dessa luta.
O Brasil, como sabem, acumulou um enorme passivo de injustiça e desigualdade, que começou pelo genocídio dos indígenas e pela escravização dos povos africanos.
A história do nosso país foi marcada pela concentração de renda nas mãos de poucos e pela exclusão das camadas mais amplas dos seus direitos básicos.
Faz apenas 25 anos que reconquistamos a ordem constitucional democrática, no bojo de intensa mobilização social e disputa política.
A redemocratização do país se deu num processo de luta por direitos sociais, fortalecendo a consciência e a organização das camadas antes excluídas.
Em consequência, a legislação brasileira avançou em relação aos direitos humanos e direitos sociais, incluindo a proteção à infância.
A idade mínima de 16 anos para o trabalho, exceto como aprendiz, autorizado a partir dos 14 anos, foi incluída entre as garantias constitucionais em 1998. O trabalho noturno, insalubre ou perigoso é vedado antes dos 18.
As convenções da OIT nº 138, sobre idade mínima, e nº 182, sobre os piores trabalhos, foram recepcionadas e regulamentadas no país.
Adotamos em 1990 o Estatuto da Criança e do Adolescente, que permitiu a instalação dos Conselhos Tutelares, atuando diretamente nas comunidades.
A Comissão Nacional de Erradicação do Trabalho Infantil do Ministério do Trabalho promove, desde 2002, ações de fiscalização coordenadas com o Ministério Público, que afastaram 125 mil crianças do trabalho infantil.
Além disso, as primeiras ações do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI), a partir de 1996, mostraram a importância das políticas de renda mínima condicionadas à frequência escolar das crianças pobres.

Meus amigos, minhas amigas,
O Programa Fome Zero, que adotamos em 2003 para erradicar a pobreza extrema no país, tornou mais efetivas e ampliou o alcance das políticas contra o trabalho de crianças e adolescentes.
No âmbito do Fome Zero, que incorporou o PETI, criamos o Bolsa Família. É o maior programa de distribuição de renda do mundo, que garante renda mínima a 14 milhões de famílias, cerca de 54 milhões de pessoas.
A renda está condicionada à verificação de frequência mínima de 85% das crianças na escola, ao cumprimento do calendário de vacinação e, no caso das mulheres grávidas, à realização dos exames de pré-natal.
O Bolsa Família adota práticas republicanas para garantir sua universalidade, evitar desvios, burocracia e clientelismo.
Construímos um cadastro nacional único das famílias mais pobres, que é permanentemente revisto e atualizado.
O Ministério Público atua diretamente na fiscalização, em convênio com Ministério do Desenvolvimento Social, responsável pelo programa.
O dinheiro do Bolsa Família é recebido por meio de cartão eletrônico de um banco público, a Caixa Econômica Federal, dispensando intermediários.
O cartão eletrônico é emitido em nome das mulheres, favorecendo que o dinheiro seja efetivamente gasto na alimentação e nas necessidades das crianças da família.
Além de proporcionar a renda básica, o Bolsa Família está articulado com ações de segurança alimentar, políticas de educação, saúde, esportes, cultura, assistência social e formação profissional, dentre outras. Essa articulação é o segredo do êxito do Fome Zero no Brasil.
Mas o maior desafio que enfrentamos para implantar esse programa foi o preconceito.
Alguns diziam que o Bolsa Família não passava de esmola; outros que ia criar uma geração de indolentes; e outros que não passava de recurso eleitoreiro.
Os pobres se incumbiram de responder ao preconceito, incorporando o programa como um direito que os torna mais cidadãos, numa sociedade ainda muito desigual.
O programa Brasil Sem Miséria, da presidenta Dilma Rousseff,  aprofundou as políticas do Fome Zero e ampliou os valores e faixas de atendimento do Bolsa Família.
O Bolsa Família e o Brasil sem Miséria garantem que 36 milhões de brasileiros estejam fora da pobreza extrema.
Além de programas sociais e de distribuição de renda, adotamos uma política de valorização do salário mínimo, que cresceu 74% em termos reais nesses 10 anos.
A renda média das famílias cresceu 33% e a renda das famílias mais pobres cresceu o dobro.
Implantamos medidas para democratizar o acesso ao crédito, para trabalhadores e aposentados, para a agricultura familiar e empresarial, a indústria, os serviços, a habitação e o ensino.
O volume de crédito disponível no país passou de 380 bilhões de reais em 2002 para mais de 2 trilhões e 500 bilhões atualmente, ou seja: de 24% do PIB para 55%.
A combinação de mais renda, mais salários e mais crédito gerou uma nova dinâmica na economia, num ciclo virtuoso que fez o país crescer de forma sustentada, sem abrir mão.
Em dez anos, foram criados 20 milhões de novos empregos formais – para jovens e adultos – e mais de 40 milhões de pessoas chegaram ao padrão de classe  média.
Essa mobilidade social sem precedentes certamente contribuiu para liberar centenas de milhares de crianças e adolescentes da necessidade de trabalhar pelo sustento.
Chegamos a esses resultados porque colocamos os trabalhadores, os pobres e os desamparados, inclusive as crianças, no centro das atenções.
Estes, que eram considerados um grande problema, passaram a fazer parte essencial das soluções.

Meus amigos, minhas amigas   
A experiência  brasileira demonstra que é possível enfrentar a miséria e a fome, com determinação política, diálogo social e promoção do desenvolvimento.
Da mesma forma conseguimos reduzir em dois terços a quantidade de crianças e adolescentes trabalhadores, no período de maior mobilidade social positiva que este país já assistiu.
Vemos com muita satisfação que o combate ao trabalho infantil evoluiu em muitos outros países, especialmente na América Latina, aonde muitos governos vêm adotando o modelo de desenvolvimento com inclusão.
Por tudo isso, nós podemos e devemos sonhar com um mundo livre da fome, da pobreza e do trabalho infantil.
Devemos apoiar todos os programas capazes de levar o desenvolvimento e a geração de empregos às regiões mais pobres do planeta.
Nesse aspecto se insere a cooperação entre países do Sul, na qual o Brasil tem se empenhado, para a troca de experiências, apoio ao desenvolvimento e transferência de tecnologias sociais.
Mas quero destacar o papel central dos governos nacionais, especialmente nos programas sociais, na definição de leis e na fiscalização.
A grandeza de qualquer país se mede pela capacidade que ele tem de proteger e cuidar de suas crianças.
O combate ao trabalho infantil deve ser, portanto, uma política de Estado, de caráter permanente, com legislação específica e verbas previstas nos orçamentos nacionais.
Deve se basear em marcos legais claros, que incluam o ponto de vista das crianças e adolescentes.
Deve engajar todas as esferas do poder público e contar com o apoio de rigorosa fiscalização.
A eficácia das políticas públicas será maior na medida em que forem construídas com base em amplo diálogo, comprometendo a sociedade com a realização dos objetivos.
Essa não é uma tarefa de alguns – é de todos.
Neste sentido, destacam-se os compromissos assumidos pela União Internacional dos Trabalhadores em Alimentação (IUF) e das empresas que atuam globalmente na Agricultura, para reduzir o trabalho infantil neste que é o setor econômico em que ele mais se verifica.
Também é  necessário construir estratégias, com base no diálogo, para garantir os direitos da infância sem desvalorizar culturas e tradições locais, mas sempre colocando o bem-estar da criança em primeiro lugar.
Reforço ainda a importância de consolidar a Democracia como forma de governo.
A Democracia permite à maioria da população lutar e organizar-se para enfrentar seus grandes problemas, dentre os quais estão a pobreza e o trabalho infantil.
As instituições democráticas garantem a legitimidade e a estabilidade das políticas públicas, de médio e longo prazo, destinadas a preservar os direitos da infância.
Meus amigos, minhas amigas,
Há  uma tarefa fundamental nessa etapa do combate ao trabalho infantil, no Brasil e em outros países.
Trata-se de tornar o ensino público cada vez mais acessível, mais extenso, mais qualificado e atraente.
Volto a compartilhar a experiência brasileira neste sentido.  Nestes dez anos, o investimento público em Educação no país passou de 4,8% do PIB em 2002 para 6,1% em 2012, e continua crescendo.
Esse investimento foi direcionado para todas as formas de ensino, da creche à universidade, da alfabetização de adultos aos centros de pesquisa, porque tudo é prioridade quando se trata de Educação.
Ampliamos o número de creches para mais de 50 mil, um crescimento de 50% em relação ao que havia até 2005. Temos 98% das crianças em idade escolar matriculadas no ensino fundamental.
Iniciamos em 2008 a ampliação da jornada nas escolas públicas, e hoje temos quase 50 mil escolas com ensino em tempo integral.
Esta é uma medida essencial para manter as crianças afastadas do trabalho – e quero mencionar dois brasileiros que muito lutaram por isso: Leonel Brizola e Darcy Ribeiro.
De fato, temos de ter como meta a universalização do ensino em tempo integral, se queremos realmente afastar todas as crianças do trabalho infantil.
Precisamos investir na formação profissional, pois não basta retirar as crianças e adolescentes do trabalho precoce: é preciso oferecer a oportunidade de inserção qualificada no mercado de trabalho, na idade certa.
Por isso criamos, desde 2003, 306 escolas técnicas profissionalizantes, que capacitam atualmente mais de um milhão de jovens.
Para dar a medida desse investimento, ao longo de quase cem anos haviam sido feitas 140 escolas técnicas no país.
Nenhum adolescente estará totalmente livre da situação de trabalho se não oferecermos a ele, além de uma vida digna em família no presente, a esperança de um futuro melhor por meio da Educação.

Meus amigos, minhas amigas,
     Quero concluir parabenizando a todos pela realização desta III Conferência, e pelos esforços que cada um vem fazendo em prol da infância digna ao redor do mundo.
O conhecimento mútuo e a troca de conhecimentos que este encontro proporciona fortalecem nossa unidade em torno da causa comum.
Agradeço a oportunidade de aprender com experiências desenvolvidas em outros países, pelos governos, organizações sociais e organismos internacionais.
Espero, sinceramente, que cada um dos aqui presentes saia desse encontro com mais clareza sobre o que é preciso fazer, imediatamente, para alcançar nossa meta.
Reforço a intenção de continuar colaborando com todos que estão nessa luta por uma infância melhor, livre do trabalho precoce em qualquer condição que se apresente.
Reitero a convicção de que, para tanto, é fundamental fortalecermos a Democracia, o desenvolvimento e a luta pela redução da desigualdade entre os países e dentro de cada país.
Vamos seguir juntos, por um mundo livre do trabalho infantil.
Muito obrigado.

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Pnad foi a melhor dos últimos 20 anos, diz presidente do Ipea

Outros fatores que contribuíram para o bom momento da economia brasileira foram a melhor distribuição de renda e os ganhos reais do salário mínimo. Para economista, "no conjunto das transformações, foi a melhor Pnad dos últimos 20 anos"
O Brasil dos brasileiros vai muito melhor que o Brasil dos economistas. A conclusão é do presidente Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e secretário de Assuntos Estratégicos, ministro Marcelo Neri, que na manhã desta terça-feira (1º) fez uma análise dos resultados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), no lançamento da primeira análise social da pesquisa 2012
Divulgados na última sexta-feira (27), os números da Pnad mostram que existem dois Brasis: um que gerou Produto Interno Bruto (PIB) de 0,9%, apelidado de “pibinho”, e outro, revelado pela pesquisa, que revelou crescimento de 8% na renda média dos trabalhadores, “um desempenho de nível chinês”, como definiu Néri.
“A Pnad 2012 surpreende muito, porque foi o ano do ‘pibinho’ – o PIB cresceu 0,9%, mas a renda média dos brasileiros cresceu 8,9%. Ou seja, uma diferença de 8 pontos percentuais. O Brasil dos economistas está indo muito pior que o Brasil dos brasileiros. A desigualdade deu uma estabilizada [descendente] em 2012, mas, com certeza, a pobreza teve uma queda espetacular por conta do crescimento”, afirmou Neri. Entre 2011 e 2012, 1 milhão de brasileiros deixaram a pobreza extrema e 3,5 milhões deixaram a pobreza.
Segundo o ministro, em todos os extratos da população, a renda aumentou bastante, “em ritmo chinês”, e “isso está em completa dissonância com os dados das contas nacionais do PIB”. Para Neri, o avanço registrado pela Pnad deve ser atribuído ao forte crescimento do mercado de trabalho, principalmente pelo aumento do salário e não tanto pelo crescimento na ocupação, pois o país está vivendo quase um momento de pleno emprego. “Houve uma melhora em termos de formalidade e mais acesso a direitos trabalhistas. Fundamentalmente, é uma economia em que o mercado de trabalho está descolado do crescimento do PIB. São dois Brasis completamente diferentes.”
Outros fatores que contribuíram para o bom momento da economia brasileira demonstrado na Pnad foram a melhor distribuição de renda e os ganhos reais do salário mínimo, destacou o ministro, que apontou nova queda na desigualdade: “de 2003 até 2011, tivemos um crescimento da renda na Pnad de 40,5% no acumulado. E o PIB per capita cresceu 27,7% nesse período.”
Outra avaliação da Pnad, realizada pelos pesquisadores Andrezza Rosalém e Samuel Franco, do Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade (Iets) mostra que quatro milhões de pessoas deixaram a condição de pobreza (renda mensal de até R$ 233) e outros 1,8 milhão saiu da linha da extrema pobreza, faixa que considera quem vive com até R$ 116,50 por mês. Em entrevista ao jornal O Globo, eles apontaram que o percentual de pobres do País baixou de 20,6% em 2011 para 18% no ano passado. Já a parcela da população em situação de extrema pobreza passou de 6,9% para 5,8%.
Tanto os pesquisadores do Iets quanto Marcelo Neri chamaram atenção para a desaceleração na queda da desigualdade, cuja taxa permaneceu estagnada entre 2011 e 2012. Nery destacou um dado curioso: os segmentos que tiveram o mais significativo crescimento de renda neste período foram os 5% mais pobres (cuja renda cresceu próximo dos 20%) e os 5% mais ricos, que tiveram um incremento de renda em torno dos 9%.
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Os 20% mais pobres da população tiveram
ganho nos rendimentos acima da média
nacional
Na leitura feita por Rosalém e Franco dos números da Pnad, eles destacam que apenas os 20% mais pobres da população tiveram ganho nos rendimentos acima da média nacional. As demais parcelas com renda também baixa ganharam igual ou inferior à média nacional. “Nos últimos dez anos, a pobreza caiu 1,5 ponto percentual por ano e, no ano passado, baixou 2,6 pontos. A extrema pobreza vem encolhendo em média um ponto por ano e recuou 1,1 ponto em 2012”, explicou Andrezza Rosalém.
Marcelo Neri também destacou a redução no total de pobres do País. Com critérios diferentes para classificar extrema pobreza, Neri afirma que o percentual de brasileiros nessa condição baixou de 4,2% em 2011 para 3,6% em 2012, o que indica que 1,1 milhão de pessoas deixaram essa condição no ano passado.
Bens duráveis
O período de 2011 a 2012 também registrou o maior aumento do acesso dos brasileiros aos bens duráveis desde 2008, segundo a Pnad. Naquele ano, o governo lançou o incentivo fiscal para combater a crise, mas acabou por renová-lo em várias ocasiões para estimular o consumo. Segundo Maria Lúcia Vieira, gerente do IBGE, o benefício do IPI menor “deu um empurrão” no acesso a eletrodomésticos da linha branca e veículos. Analistas citam ainda a expansão do crédito a custo menor – os juros só começaram a subir neste ano– como motor das vendas dos dois setores.
A grande vedete foi a máquina de lavar, bem de maior valor que se popularizou no país. Desde 2008, cerca de 10 milhões de lares passaram a ter o utensílio, presente em 55,1% dos domicílios em 2010. Em 1992, eram só 24,1%. Também cresceu o acesso a fogão e refrigerador, mas ambos já estavam na grande maioria dos domicílios.
O crédito fácil e mais barato até o ano passado fez ainda as famílias sofisticarem as compras. Os lares com geladeira de duas portas (com freezer separado) subiram 15% de 2011 para 2012, enquanto os que têm a de uma porta só caíram 2,5%. Ainda sob efeito do desconto do IPI e do financiamento, 5,7 milhões de famílias compraram carros desde 2008. A penetração do automóvel foi de 36,4% a 42,4%. “Além do IPI e do crédito mais barato, o emprego e a renda cresceram, o que ajudou as famílias a satisfazerem uma necessidade de consumo ou trocarem o carro ou a geladeira por um novo”, diz o economista Luiz Roberto Cunha, da PUC-Rio.
Educação
Os dados relativos à Educação foram analisados pelo professor de Economia da Unicamp, Eduardo Fagnani, pesquisador do Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho (Cesit). Para ele, os índices revelados pela Pnad mostram que o Brasil está “no caminho certo”, ainda que a pesquisa não apure a qualidade do ensino. “Mas a universalização já existe” e isso, segundo o professor, é o que irá garantir a diminuição das taxas de analfabetismo.
Em sua análise, a educação infantil vem sendo ampliada e isso é fato importante, “a chave para acabar com o analfabetismo”.
Para Fagnani, os resultados no setor da Educação não podem ser lidos sem se levar em consideração uma trajetória histórica e o passado recente, “quando os governos neoliberais transferiram as responsabilidades e os problemas para os indivíduos”, refreando a ação do Estado, mas defendeu que os números sejam usados para planejar o futuro. Ele lembra que o País criou mais de 18 milhões de empregos, na última década, mas esses são postos em geral em torno de um e meio salário mínimo. “Grande parte foi criado no setor de serviços, construção civil. Acredito que é importante na nossa reflexão pensar no crescimento industrial, que é capaz de aumentar a inserção dos trabalhadores de maneira menos precária”.

BRASIL SE QUISER SEGURANÇA DEVERIA SEGUIR O EXEMPLO

Governo russo lança "cópia" de Android sem participação da Google

Robôs verdes simbolizam o sistema Android

  • Robôs verdes simbolizam o sistema Android
O governo russo desenvolveu um sistema muito parecido com o Android, mas sem que o Google tenha acesso a ele. O nome do "novo" software é "Sistema Operacional Móvel da Rússia" - em inglês, Russian Mobile Operating System (RoMOS) - de acordo com o site ‘Ubergizmo’.
Os produtos que utilizam esse sistema operacional possuem previsão de chegada ao mercado no fim deste ano, com custo de U$ 460 (cerca de R$ 920).
A motivação para criar o software é a suposta capacidade da Google de capturar informações sobre os hábitos dos usuários que utilizam o Android.
O objetivo do programa é proporcionar aos membros da administração russa um ambiente seguro, de forma que possam trocar dados sem correr o risco de que esses bytes caiam nas mãos da empresa norte-americana.
Ainda segundo o site, além de inovar no software dos smartphones, o governo também teria adicionado ao sistema móvel o seu próprio GPS (Global Position System), chamado de Glonass (Global Navigation Satellite System).
Novamente, a justificativa para a criação de um novo software seria uma forma de prevenir uma possível ação americana, uma vez que os Estados Unidos possuem controle do sistema de GPS.
De acordo com uma análise de documentos realizada pelo ‘Wall Street Journal’, a Google e a Apple seriam capazes de registrar informações da localização do usuário via GPS e transmitir para as bases de dados das empresas.
FONTE: Do UOL, em São Paulo 03/09/2012
ipcaset

Inflação cai de novo. Catastrofistas, agora, só para 2014

9 de outubro de 2013 | 10:08
O IBGE acaba de divulgar o IPCA de setembro: 0,35%, como todo mundo esperava.
Claro que os jornais vão dar uma “puxadinha” por ter ficado acima dos 0,24% de agosto, mas não terão como registrar que, no acumulado, a inflação segue uma trajetória de queda, em lugar da alta explosiva que cansaram de prever, inclusive com o “estouro” do teto da meta, de 6,5%.
A inflação acumulada baixou para 5,83% e pode fechar o ano até abaixo de 5,5%, abaixo do registrado no ano passado, porque os índices dos três meses finais do ano, em 2012, foram elevados e não há sinais de que venham a se repetir.
Ninguém aqui é gênio. Todos os que acompanham a economia brasileira sabiam disso e, se não diziam, era  - e é – por interesses políticos e, cada vez mais, eleitorais.
Paradoxalmente, porém, a queda da inflação abre espaço para um realinhamento de preços “problemáticos”, como o dos combustíveis.
Explico: janeiro, fevereiro e, algumas vezes, março são meses em que, por razões sazonais – clima, no caso dos alimentos, e reajuste de contratos e serviços em janeiro – são comuns as elevações de preços.
E o ano que vem, além disso, vai começar com uma pressão mais intensa da mídia sobre a população em matéria de terrorismo inflacionário.
Até porque só um desastre econômico, ainda que mais figurado que real, é sua esperança em outubro.
Por: Fernando Brito

Sobral é beneficiado com sistema de abastecimento de água pelo Projeto São José III



A agricultura rural de Sobral recebeu um reforço no que diz respeito ao abastecimento de água. Em solenidade realizada, nessa segunda-feira, 7, no Centro de Eventos do Ceará, que reuniu o Governador Cid Gomes, o Prefeito Veveu, a Secretária da Agricultura, Luisa Barreto, e representantes de diversos outros municípios, foi divulgada a liberação de recursos para várias regiões do Estado, por meio de parceria com o Banco Mundial, para o Projeto São José III.

Na solenidade, foi autorizado pelo governador, a construção de 81 sistemas de abastecimento d'água, 125 módulos sanitários, além da assinatura da ordem de serviço para a perfuração de 395 poços profundos no Estado. "Estamos em contrato com o Banco Mundial para a maior operação de água do estado do Ceará. São R$ 660 milhões em benefício do pequeno agricultor rural", afirmou o governador.

Pelo Projeto São José III, Sobral foi contemplado com: sistema de abastecimento de água comunitário; bombeamento; instalação de adutora; instalação de caixas d’água, além de tratamento e distribuição residencial com hidrômetro.

O Município teve aprovados projetos de abastecimento de água para sete localidades, com 747 beneficiados, representados por associações. Ao todo, serão destinados R$ 3.915.868,17 para as obras, que terão como contrapartida dos agricultores, a realização de ações ambientais para a melhoria das comunidades, tais como: destinação correta do lixo, reflorestamento de áreas degradadas, plantio de matas ciliares, conservação de matas nativas e outras medidas de proteção dos recursos naturais das regiões beneficiadas.

O Projeto São José III atenderá às comunidades de Várzea da Pedra (Caioca); Pedra Branca (zona rural de Sobral); Cedro/ Trapiá (Jaibaras); Formosa/Purpurema (Bonfim); Setor VI (Jaibaras); Estivas (Aracatiaçu); e Fazenda São Domingos (Jaibaras). A Expectativa da Seagri é que o processo de licitação seja iniciado em meados de novembro deste ano, com previsão de início das obras para o mês seguinte, e entrega às comunidades entre os meses de fevereiro e março de 2014.

FONTE: BLOG DA PREFEITURA

terça-feira, 8 de outubro de 2013

247 – A ex-senadora Marina Silva, filiada desde o último sábado (8) ao PSB, já começa a mostrar que tem potencial para criar problemas para o presidenciável Eduardo Campos, de quem deverá ser candidata a vice-presidente. Em entrevista ao jornalista Josias de Souza, do UOL, ela diz não admitir a celebração de alianças partidárias a qualquer preço. Segundo Marina, os apoios que Campos já costurava deverão ser repensados.
“Não pode ser o tempo de televisão que vai nos aprisionar a uma lógica política que não nos dá a chance de mudar. Se for para ganhar para continuar refém da velha República, para governar tendo que distribuir pedaços do Estado, preso em uma lógica que não coloca em primeiro lugar os interesses estratégicos do país, então, não precisa ganhar. Isso já tem quem está fazendo”, disse.
Questionada sobre as negociações que o PSB estava fazendo com o PDT de Carlos Lupi e o PTB de Roberto Jefferson, Marina disse que desafio da sua nova legenda é colocar o “compromisso programático em primeiro lugar”. Segundo ela, “todo o processo anterior agora não terá mais a mesma continuidade, que agora tem um outro fato político, uma inflexão que terá que ser metabilizada dentro do PSB”.
“Uma coisa era o Eduardo com todas as dificuldades, em uma lógica que eu desconheço, porque não estava convivendo com ela, viabilizando sua candidatura. Outra coisa foi o movimento que ele fez na direção de buscar aprofundar em primeiro lugar o compromisso programático. Isso com certeza é o grande desafio que está colocado para o PSB”, disse.
E vai mais fundo: “eu, com 1 minuto e 20 segundos de televisão, tive 19% dos votos.” E acentua: “Não pode ser o minuto de televisão, 30 segundos de televisão, que faz com que a gente jogue o futuro da nação nas mãos daqueles que não entendem a lógica de que o governar juntos não pode ser feito em base no toma-lá-dá-cá. Eu dizia na campanha de 2010 que eu preferia perder ganhando do que ganhar perdendo. E eu continuo com o mesmo ponto de vista. É preferível perder ganhando do que ganhar perdendo”.
fonte: brasil 247