segunda-feira, 27 de maio de 2013


Atingimos novo recorde de processamento nas refinarias


Atingimos novo recorde diário de processamento de petróleo em nossas refinarias no Brasil. A carga refinada em 26 de maio foi de 2,170 milhões de barris. No dia 7 de abril, havíamos atingido a marca de 2,149 milhões de barris de petróleo processados.
O resultado atingido contribui para a redução das importações de derivados e reafirma nossa busca contínua pelo aumento da eficiência operacional das refinarias e da integração da cadeia de suprimento. A marca foi alcançada respeitando os princípios de Segurança, Meio Ambiente e Saúde.
 31 14

fonte: fatos e dados petrobras


Cadê o Policarpo ?
Cadê o Mino ?

A Veja sofrerá mudança radical: vai ficar pior.
O PiG (*) conseguiu noticiar a morte de Robert(o) Civita sem mencionar o Policarpo, aquele a quem o senador Collor se refere como o “Caneta”.

O PiG (*) tratou das obras de Robert(o) e cometeu leves equívocos.

Robert(o) fundou a revista Realidade.

Clique aqui para ler sobre o livro do Miltainho a respeito da Realidade.

Quem fez a Realidade foi o Paulo Patarra, que, por esperteza, sugeriu ao patrão nomear o filho diretor.

Quem fundou a Veja – hoje por Robert(o) transformada num detrito de maré baixa -  foi o Mino Carta.

O pai, “seu” Victor, é que teve a ideia de fazer uma revista semanal de informações.

E chamou o Mino, que já tinha dirigido a Quatro Rodas na Abril, para criá-la.

Clique aqui para ler sobre “O Brasil”, de Mino Carta, que é pior do que você pensa, onde há passagens sobre Robert(o).

TODA a diretoria da Abril, inclusive Robert(o), quis fechar a Veja, quando ela começou a cair dos 700 mil exemplares da estreia.

Quem não deixou fechar a Veja foi o “seu” Victor.

Mas, hoje, é preciso glamorizar o empreendedor que quis fazer aqui o que via nos Estados Unidos: Time, Life, Playboy …

Não há uma única publicação desta árvore que tenha enriquecido os brasileiros do ponto de vista intelectual, jornalístico ou em autoestima.

Robert(o) menosprezava o Brasil.

Vivia num mundo à parte, em algum pedaço dos Estados Unidos, que já não o reconhecia.

E, aqui, como já disse esse ansioso blog, foi um “loser”, um perdedor.

Vamos combinar que a Veja se tornou uma revista pós-fascista, Golpista, um coito de bandidos com pseudo-jornalistas, como lembrou Collor.

Como se sabe, quando se instalou a CPI do Robert(o), o Michel Temer recebeu a recomendação do Fabio Barbosa, o banqueiro (sic) que hoje dirige a Abril, e de filho do Roberto Marinho – eles não têm nome próprio – para seguir a seguinte rota:

Quando ouvir falar em Veja, entenda imprensa.

Quando ouvir falar em imprensa, entenda Globo.

Robert(o) e o Policarpo não foram chamados a depor.

Como pretendia o deputado Fernando Ferro.

Venceu a lógica do Miro Teixeira, que não deixa a bandeira da Globo cair.

Depois, o PT odarelou e a CPI deu no que deu.

O Policarpo está aí, e não surpreenderá o ansioso blogueiro se, breve, assumir a chefia de redação da própria Veja, em sua remodelação radical, que se avizinha: vai ficar pior !

Na Argentina, mandaram a Abril embora.

Aqui, ela é um simbolo da liberdade de imprensa !

Viva o Brasil !

Não deixe de ler “Civita, o Sírio e a Folha”.


Paulo Henrique Amorim


(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

sábado, 25 de maio de 2013

Neste sábado, São Paulo também marcha contra a Monsanto




Neste sábado, São Paulo também marcha contra a Monsanto
publicado em 24 de maio de 2013 às 21:52
por Carmen Sampaio, via Facebook
Cidadãos inconformados com o uso de agrotóxicos e transgênicos e movimentos da sociedade civil organizada realizam no próximo sábado (25/05) a Marcha Internacional Contra a Monsanto, em São Paulo. A concentração começa às 12 horas no vão livre do Masp, na Av. Paulista, 1578.
Através do grito: “Fora Monsanto de nossos corpos e de nossos campos!” os integrantes do ato pretendem informar os transeuntes sobre o veneno inserido nos alimentos produzidos pela empresa americana e mostrar que a sociedade brasileira também esta alerta e atuante na luta internacional por uma alimentação saudável, que abrange mais de 25 países.
A Monsanto
A Companhia Monsanto é uma indústria multinacional de agricultura e biotecnologia americana, líder mundial na produção de herbicida glifosato, vendido sob a marca Roundup. O Brasil é o segundo país que mais compra produtos da Companhia, perdendo apenas para a matriz americana. Em 2012, a filial brasileira faturou R$3,4 bilhões no país.
A Monsanto contribui com o crescimento da fome e da miséria do mundo, ao concentrar os benefícios do comércio internacional de alimentos, na necessidade de uso de agrotóxicos e propaga doenças como inflamações na pele, problemas respiratórios, impotência, malformação fetal, depressão, lesão nos nervos, fígados e rins e câncer.
*****
24.05.13 – Mundo
Ativistas de vários países se reúnem neste sábado (25) na marcha contra a Monsanto
Neste sábado (25) milhares de ativistas de várias partes do mundo se reunirão na Marcha contra a Monsanto para protestar contra a transnacional estadunidense de biotecnologia e seus organismos geneticamente modificados (OGMs) que afetam agricultores, natureza e a saúde dos consumidores.
O objetivo da marcha transnacional é rechaçar os cultivos e alimentos transgênicos, ao mesmo tempo em que alerta as populações para os perigos destes tipos de produtos, que, segundo pesquisas científicas, podem desencadear problemas de saúde como cânceres, infertilidade e defeitos congênitos.
Os/as ativistas organizados/as também rechaçam a Lei H.R.933, chamada ‘Lei de Proteção da Monsanto’ (Monsanto Protection Act), aprovada pelo Congresso dos Estados Unidos e pelo presidente norte-americano Barack Obama, cuja finalidade é impedir a justiça de deter a plantação e a comercialização de colheitas transgênicas sob a alegação de que representariam um risco para a saúde dos consumidores.
Além disso, reclamam da falta de informações e pesquisas governamentais que esclareçam sobre os efeitos que os produtos transgênicos causam a longo prazo na vida e na natureza. Também não passou despercebido o fato de a Agência de Alimentos e Medicamentos e o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos serem administrados por ex-empregados da Monsanto.
Para os/as ativistas, a “gigante da biotecnologia” se beneficia de favoritismo político, e por isso agricultores orgânicos e pequenos agricultores acabam sendo prejudicados com as patentes exclusivas sobre sementes e composições genéticas, e com o monopólio de fornecimento mundial de alimentos da Monsanto.
“Os produtos da Monsanto são prejudiciais para o meio ambiente, por exemplo, os cientistas determinaram que as plantações OGMs e seus pesticidas provocaram a morte massiva de abelhas ao redor do mundo”, exemplificam.
Como solução para estes problemas, os/as ativistas pedem que consumidores boicotem os produtos transgênicos e comprem apenas produtos orgânicos, e chamam a atenção sobre a necessidade de haver mais pesquisas científicas e informações sobre os efeitos dos OGMs na saúde da população.
Também exigem a anulação das disposições pertinentes da Lei de Proteção da Monsanto e defendem que os executivos da Monsanto e seus apoiadores sejam responsabilizados pelos efeitos negativos que a empresa causa com suas atividades mundiais.
A iniciativa partiu da ativista Tami Monroe Canal que insatisfeita com a falta de acesso a produtos agrícolas e frescos resolveu se mobilizar e organizar um protesto. De caráter pacífico, os organizadores alertam aos participantes a possibilidade de haver infiltração de pessoas “contratadas para desacreditar a atividade e os ativistas”.
Para mais informações, acesse: http://www.march-against-monsanto.com/
Acompanhe a mobilização também pelo facebook: https://www.facebook.com/MarchAgainstMonstanto

FONTE: VIOMUNDO

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Brasil usará 25 mil militares em ação inédita em fronteiras

Atualizado em  24 de abril, 2013 - 04:44 (Brasília) 07:44 GMT

Militares fazem patrulha em rio (foto:Ministério da Defesa)
Operação deve terntar sufocar tráfico de drogas e de armas nas fronteiras
O Ministério da Defesa deve enviar até 25 mil militares para patrulhar toda a fronteira terrestre do país simultaneamente em uma operação inédita, relacionada à segurança da Copa das Confederações. A ação deve afetar diretamente cerca de seis milhões de brasileiros que vivem próximo às fronteiras.
A operação Ágata 7 será a maior ação militar voltada à segurança pública realizada no governo Dilma Rousseff em número de participantes, equipamentos e abrangência.
As dimensões da ação também superam todas as operações do gênero realizadas desde a criação, em 2009, do Estado Maior Conjunto das Forças Armadas - o órgão tem a missão de integrar e coordenar as ações do Exército, da Marinha e da Aeronáutica.
Serão cobertos 16.886 quilômetros de fronteira com dez países, segundo o brigadeiro Ricardo Machado Vieira, chefe de operações conjuntas do Ministério da Defesa. "Vai ser a maior operação que já fizemos", afirmou. Operações do gênero realizadas no passado eram capazes de cobrir apenas pedaços da fronteira.
Sua realização foi anunciada na terça-feira pela presidente Dilma. Será primeira vez que os comandos militares da Amazônia, do Oeste e do Sul trabalharão integrados em uma mesma operação.
"Mas não vamos ter um homem a cada 100 metros. Já identificamos posições que sabemos que são mais críticas", disse Vieira.
Isso significa que as tropas serão espalhadas em pontos da fronteira que já vêm sendo investigados há cerca de um mês por cem militares dos setores de inteligência das Forças Armadas.
Os locais específicos não foram revelados, mas as maiores concentrações de tropas devem acontecer nas regiões de Tabatinga (AM), Assis Brasil (AC), Ponta Porã (MS) e Foz do Iguaçu (PR), entre outras.
Centenas de aeronaves e veículos devem ser usados. Os principais meios de transporte das tropas e agentes ligados a diversos ministérios para as regiões mais remotas devem ser helicópteros Black Hawk, Pantera, Cougar e Esquilo. Caças Super Tucano da Aeronáutica serão usados para interceptar aviões suspeitos e drones (aviões não tripulados) farão vigilância aérea.
Embarcações de patrulha da Marinha devem interditar os principais rios que cruzam a fronteira e blindados do Exército ocuparão as estradas que dão acesso ao país. Todos os militares envolvidos levarão armamento letal e terão poder de polícia.

Combate ao crime

Piloto se prepara para voar em operação na fronteira (foto: Ministério da Defesa)
Operação faz parte do esquema de segurança da Copa das Confederações da Fifa
O objetivo da ação será combater diversos tipos de atividades criminosas. Alguns exemplos são os garimpos irregulares na fronteira com as Guianas, pistas de pouso irregulares e tráfico de drogas na região amazônica, contrabando de armas e mercadorias ilícitas no oeste e sul da fronteira e a entrada de explosivos pelo sul, entre outras.
Segundo Vieira, não há foco específico em um determinado tipo de atividade criminosa. A ideia do governo é combater os diversos tipos de crime na fronteira para beneficiar o país como um todo – combatendo, por exemplo, a entrada de drogas, armas e mercadorias irregulares nas capitais.
A estratégia do governo em operações semelhantes realizadas no passado foi interromper e sufocar o as atividades de traficantes e contrabandistas na fronteira para prejudicar suas finanças. Quando os militares saíram da região, operações específicas da Polícia Federal e da Receita Federal tentaram capturar criminosos que voltaram à região para tentar se recuperar do "prejuízo" dos dias de bloqueio.
A data específica de início da ação é tratada como informação sigilosa. Foi anunciado apenas que a operação deve começar em maio e durar cerca de três semanas – terminando antes da Copa das Confederações da Fifa. O torneio ocorrerá entre os dias 15 e 30 de junho e reunirá equipes de oito países.
Essa será a sétima edição da operação Ágata, um esforço militar iniciado em 2011 para patrulhar a fronteira brasileira com ações militares massivas. As operações anteriores aconteceram em regiões específicas do país. A última levou mais de 12 mil militares para os Estados de Rondônia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Acre no fim do ano passado.
Nas seis edições anteriores foram apreendidos mais de 750 veículos e embarcações e 12 toneladas de drogas. Os militares aproveitam a presença na região para oferecer tratamento médico e odontológico em povoados e cidades isoladas. Cerca de 63 mil pessoas foram atendidas.

FONTE BBC

Anatel acaba com obrigação de contratar provedor para acessar a Internet

Renato Rodrigues

Associação dos provedores diz que decisão dá poder excessivo às teles; sindicato das operadoras afirma que trata-se de uma "evolução natural"
A Agência Nacional de Telecomunicações - Anatel aprovou no final da tarde desta quinta (23) uma mudança que deve ter grande impacto no mercado brasileiro de provedores de Internet.
O novo regulamento de Serviço de Comunicação Multimídia (SCM), aprovado hoje pela agência, acaba com a obrigatoriedade de se contratar um provedor para acessar a Internet. Dessa forma, as teles poderão vender seus pacotes de conexão sem precisar incluir uma empresa que faça o "meio campo" para o usuário.
A mudança desagrada em cheio a Associação dos Provedores de Internet, que hoje publicou nos jornais de todo o País uma nota em que dizia temer justamente por essa decisão da agência reguladora.
Segundo Eduardo Parajo, presidente do Conselho Consultivo da Abranet, a aprovação do novo regulamento para o SCM (Serviço de Comunicação Multimídia) pode significar a eliminação do tratamento isonômico e o risco do desemprego de mais de 150 mil trabalhadores diretos e indiretos do setor, "sem prévio e necessário debate quanto a eliminação dos provedores".
A decisão não afeta, na prática, os usuários de operadoras de TV a cabo como a NET, que já ofereciam acesso sem necessidade de provedor. No entanto, na maior parte do País, ainda era necessário essa contratação.
"O novo regulamento permite que as empresas donas da infraestrutura, as empresas de telecomunicações, passem por cima dos 3,8 mil provedores de internet do Brasil e passem a oferecer diretamente, além do acesso banda larga, o serviço de conexão, que é responsável pela segurança e neutralidade da navegação", reclama a Abranet.
Segundo a entidade, esses provedores, além de colocarem os usuários efetivamente na rede, são responsáveis por cuidar, entre outras coisas, dos e-mails, da segurança dos serviços online e de todo o conteúdo.
"A Abranet entende que a mudança do regulamento pela Anatel, no que diz respeito ao serviço de conexão, representa um retrocesso em pleno momento em que o País discute no Congresso Nacional a criação de um Marco Civil da Internet. Entregar o serviço de conexão à internet às companhias telefônicas fere um ponto fundamental  para a garantia, na prática, da chamada neutralidade das redes", diz a entidade.
"É uma competição desleal. Elas poderão praticar o preço que quiserem", diz ele.
Consultado pelo IDG Now!, um executivo de um grande portal também criticou a decisão. "Havia toda uma discussão dentro do Marco Civil, e aí vem a Anatel e atropela todo mundo", disse. Ele também disse que é provavelmente haverá contestação judicial, embora a medida já fosse esperada.
Atualização das regrasJá para o SindiTelebrasil, que representa as operadoras, a decisão é um avanço que "atualiza as regras estabelecidas há quase duas décadas, em que o acesso à internet se dava, exclusivamente, via linha telefônica. E essa atualização trará benefícios para o consumidor, que deixará de ser obrigado a contratar, de forma totalmente desnecessária, serviços de que ele não precisa", diz comunicado da entidade.
A entidade diz que atualmente, dos 100 milhões de acessos em banda larga no País, 78,7 milhões são de conexões em banda larga móvel, "segmento no qual o usuário nunca precisou contratar um terceiro para ter o serviço".
O SindiTelebrasil também atacou a associação dos provedores. "A Abranet faz a defesa da manutenção de regras tecnicamente desatualizadas e fora do contexto atual de exploração do serviço de acesso à internet, fazendo claramente a defesa de grupos econômicos em detrimento dos interesses da sociedade brasileira e dos internautas em geral", disse comunicado da entidade.
"No mundo da fibra e do 4G, internet discada é coisa do passado", diz a associação.
FONTE: IDGNOW

quinta-feira, 23 de maio de 2013

ÁGATA 7 - INTERCEPTAÇÃO DE AERONAVES NAS FRONTEIRAS


ÁGATA 7- AH-2 Sabre Intercepta aeronave em Porto Velho (RO)

Incrível missão de um AH-2 Sabre (Mi35) na interceptação de uma aeronave durante a Operação Ágata 7

Os números marcados na placa amarela na frente do AH-2 Sabre é a indicação da freqüência de contato rádio. Foto - Sgt Johnson Ag FAB
fonte DefesaNet

Valor Econômico




Notícias

Valor Econômico: Para Lula, empresário brasileiro deve “vender seu peixe” na África


Imagem: Reprodução Valor Econômico

Leia abaixo matéria publicada no jornal Valor Econômico desta quinta-feira (23) sobre a participação de Lula no seminário "As relações do Brasil com a África, a nova fronteira no desenvolvimento global"

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva exortou as empresas brasileiras a “vender seu peixe” em países africanos e disse que o país deve atuar como um “mascate”. “A gente não vê mascate vender muito na avenida Paulista [em São Paulo], mas ele vende muito na periferia”, disse Lula, durante o encerramento do seminário “As relações do Brasil com a África, a nova fronteira no desenvolvimento global”, promovido pelo Valor, nesta quarta-feira (22), na Confederação Nacional da Indústria, em Brasília.Ele assegurou que sempre defenderá investimentos do país no continente africano. “Não cobrarei um centavo de ninguém para defender empresa brasileira em qualquer parte do mundo. Desde que ela faça coisa lícita, pode contar comigo”, prometeu.
“Em qualquer país da América do Sul, quando você liga a televisão em um quarto de hotel, você vê canal árabe, chinês, japonês e não vê um brasileiro. E vocês sabem, quem não se comunica, se estrumbica”, completou, arrancando risadas da plateia ao citar o apresentador de TV já falecido Chacrinha.
Para Lula, as empresas brasileiras “não podem repetir os erros que os Estados Unidos e Inglaterra cometeram no fim do século XIX e início do século XX”, e os empresários devem “colocar negros africanos para serem diretores de nossas empresas”.
Ele explicou que quando era operário, na década de 70, os diretores das empresas eram estrangeiros. “Nas fábricas da Volkswagen, acima de peão, era tudo alemão. Ou seja, a gente não podia passar de peão.”

Para Lula, “os investimentos brasileiros devem se guiar por parcerias com empresários africanos, no respeito à lei e nos direitos dos trabalhadores”. Além disso, o Brasil “deve incentivar a transferência de tecnologia e oferecer contrapartida social, contratar mão de obra local”.
Lula atacou as “empresas que chegam na África e não contratam trabalhador de lá”. “Quando elas saem, não fica um trabalhador formado. O Brasil não pode repetir esse jeito de se relacionar com a África”, frisou.
O ex-presidente ressaltou a importância do relacionamento com os países africanos, dizendo que o “apoio maciço” do continente foi “fundamental” para a recente vitória do embaixador brasileiro Roberto Azevêdo para dirigir a Organização Mundial do Comércio (OMC). Lula disse esperar que ele retome as negociações da Rodada Doha. “É melhor que a gente faça um acordo único e garanta que mais comércio possibilite a melhoria de vida para as pessoas.”
O ex-presidente frisou que “tudo o que um país produtor precisa é de consumidor”. “E quanto mais pobre consumir, mais chance temos de vender”. Para ele, não se trata de ideologia. “Aqui não tem Keynes, Marx, Lênin, ninguém. Foi inserir o pobre no Orçamento da União que a economia brasileira deu um salto de qualidade. Na hora que colocamos os pobres pra comprar iogurte, tomar leite, comprar carne, frango, roupa, a economia brasileira deu um salto.”
Ele criticou a política de países europeus. “O que não pode acontecer é a tese da [chanceler alemã] Angela Merkel. Quanto mais aperto fiscal, mais desemprego, como está acontecendo na Europa.”
Para o ex-presidente, a África vive um período de “renascença” e, do ponto de vista da organização e criação de instituições multilaterais, “o continente africano está mais evoluído que a nossa querida América Latina”. Ele citou como um “enorme passo” o lançamento do programa de desenvolvimento da infraestrutura da África, que prevê investimentos de US$ 360 bilhões até 2040, e que, segundo ele, é norteado pelo “mesmo espírito do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC)”.
O seminário teve público de cerca de 350 pessoas, entre empresários, diplomatas brasileiros e africanos, e outros representantes governamentais. Os palestrantes apresentaram a África como o continente de maior oportunidades no mundo, que quer deixar de ser um “coitadinho” que recebe ajuda humanitária para ser um grande destino de investimentos em áreas como infraestrutura, mineração, agricultura e bens de consumo.
Leia também:
Lula defende investimento brasileiro na África durante seminário em Brasília
Para baixar fotos em alta resolução, visite o Picasa do Instituto Lula.